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DREM divulga resultados do Estudo do INE sobre o Poder de Compra Concelhio relativo ao ano de 2017

O Instituto Nacional de Estatística divulgou hoje o Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio (EPCC) com dados relativos ao ano de 2017.

Este estudo apresenta uma análise dos municípios portugueses relativamente ao seu poder de compra numa aceção ampla de bem-estar material, tendo por base um conjunto de variáveis e o recurso a um modelo de análise fatorial em componentes principais, disponibilizando indicadores de síntese que traduzem o referido poder de compra. No conjunto de variáveis referidas incluem-se dados sobre operações da rede Multibanco, crédito à habitação concedido, impostos, população, ganho mensal dos trabalhadores por conta de outrem, empresas, vendas de automóveis novos e de prédios urbanos.

Este estudo teve início em 1993. No documento metodológico de suporte à operação estatística é referido que “A metodologia adotada no EPCC é particularmente adequada ao confronto espacial dos diferentes indicadores de poder de compra apresentados, mas ajusta-se menos a comparações temporais”, pelo que a análise aqui efetuada reporta-se ao ano de 2017, estando os resultados dos estudos relativos aos anos anteriores disponíveis no portal da DREM. Não obstante as cautelas necessárias na leitura comparativa dos indicadores entre os vários anos do Estudo, é legítima a comparação das posições em termos do ranking dos diferentes municípios, no que diz respeito à sua evolução ao longo do tempo.

O EPCC inclui três indicadores: o indicador per capita (IpC), a percentagem de poder de compra (PPC) e o fator de dinamismo relativo (FDR).

O IpC refere-se ao poder de compra manifestado quotidianamente, em termos per capita, nos vários municípios ou regiões, tendo por referência o valor nacional. Note-se que este indicador não significa o IpC dos residentes no município, mas o que foi manifestado no município.

Neste indicador, a RAM apresenta o valor de 86,51, encontrando-se a par da Região Autónoma dos Açores (87,29) no patamar mais baixo das sete regiões NUTS II do país, sendo a liderança da Área Metropolitana de Lisboa (124,10). O único município da RAM com um IpC superior à média nacional é o Funchal (114,28), surgindo como o 13.º município do país com valor mais elevado neste indicador, mantendo a posição relativa do último estudo. Além do Funchal, apenas o Porto Santo (93,53) possui um valor superior à média regional (86,51). Ponta do Sol é o município da RAM com o IpC mais baixo (55,19), a que se segue Porto Moniz (56,92), Câmara de Lobos (58,27) e Santana (58,29), integrando estes quatro municípios da RAM o conjunto de 17 municípios nos quais o IpC é inferior a 60.

 GR EPCC2017 PT

O indicador relativo à Percentagem de Poder de Compra (PPC) é derivado do Indicador per Capita (IpC) e tem por objetivo avaliar o grau de concentração do poder de compra nos vários territórios, sendo que as áreas caracterizadas com maior ou menor poder de compra não dependem apenas da distribuição do poder de compra em termos per capita pelo país, mas também da distribuição espacial da população residente.

Neste indicador, a RAM concentrava 2,14% do poder de compra do país, sendo de destacar a posição do Funchal que manifesta um IpC elevado e integra o conjunto restrito de 23 municípios que têm mais de 1% do poder de compra nacional onde se incluem vários municípios das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, Braga, Coimbra, Guimarães, Leiria e Vila Nova de Famalicão. O Porto Moniz, apresenta a PPC mais baixa da RAM, o que reflete a sua reduzida expressão populacional, apresentando individualmente um valor inferior a 0,015% do poder de compra nacional, tal como sucede com dois municípios da RA Açores (Corvo e Lajes das Flores) e um município do Alentejo (Barrancos). No contexto regional, o Funchal concentra 54,3% do poder de compra da RAM, seguido de Santa Cruz (14,5%) e de Câmara de Lobos (9,0%).

O indicador Fator Dinamismo Relativo (FDR) pretende refletir o poder de compra de manifestação irregular (geralmente sazonal) relacionado com os fluxos populacionais induzidos pela atividade turística, revelando a dinâmica que ainda existe na informação de base, para além da associada ao primeiro fator extraído da análise fatorial: o poder de compra per capita manifestado quotidianamente nos territórios (IpC).

Este indicador, que traduz, de certo modo, a importância da atividade turística para os municípios – tendo em consideração o contexto nacional – capta a relevância daquela atividade para os municípios da Região. Neste âmbito, todos os municípios da RAM, com exceção de Câmara de Lobos e Machico, apresentam um FDR superior ao do país (-0,059), com destaque para o Porto Moniz (1,486), Porto Santo (0,752) Calheta (0,661) e São Vicente (0,499). De referir que em termos de regiões NUTS II, a RAM apresenta o 2.º valor mais elevado (0,262), depois do Algarve (3,153).


Para mais informação aceda a:

Cooperação Estatística Internacional

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Literacia Estatística

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