No final do 3.º trimestre de 2018

Dívida bruta da Administração Pública Regional situava-se em 4 879 milhões de euros

No final do 3.º trimestre de 2018, a dívida bruta da Administração Pública Regional situava-se em 4 879 milhões de euros, tendo diminuído comparativamente ao período homólogo cerca de 17 milhões (-0,4%) e aumentado 170 milhões (+3,6%) face ao final do trimestre anterior. Este incremento é justificado pela obtenção de empréstimos sem terem existido as correspondentes amortizações de capital decorrentes do serviço da dívida (que tiveram lugar apenas no 4.º trimestre de 2018), bem como pela substituição de dívida comercial por financeira.

Analisando a evolução da composição da dívida bruta por instrumento financeiro observa-se que o peso dos empréstimos diminuiu de 72,7% para 68,3% entre o 3.º trimestre de 2017 e o homólogo de 2018, sucedendo o inverso no que respeita à dívida titulada, cujo peso, no mesmo período, subiu de 27,3% para 31,7%.

DivPublica 3T 2018PT

Dívida líquida de depósitos rondou os 4 540 milhões

No final do 3.º trimestre de 2018, a Dívida líquida de depósitos rondou os 4 540 milhões de euros, tendo diminuído cerca de 46 milhões (-1,0%) face ao final do trimestre anterior, tendo também diminuído comparativamente ao período homólogo 118 milhões (-2,5%).

Notas:

Dívida pública (definição/ótica de Maastricht)

A dívida pública na definição/ótica de Maastricht corresponde à definição de dívida das Administrações Públicas relevante no contexto da supervisão orçamental europeia. Trata-se de um conceito de dívida consolidada bruta valorizada em termos nominais. Este conceito diverge do stock total de passivos definidos no SEC, quer no que concerne aos instrumentos contabilizados, quer em termos de critério de valorização. Trata-se de um conceito menos abrangente que não inclui, entre outros instrumentos financeiros, as ações e outras participações, os derivados financeiros, nem outros débitos/créditos, muito em particular as dívidas comerciais. Este conceito de dívida adota como regra de valorização o valor nominal, ou seja, o valor que a administração pública (emitente/devedor) deverá amortizar no termo do contrato. O limite estabelecido protocolo anexo ao Tratado de Funcionamento da União Europeia é de 60% do PIB.

Dívida líquida de depósitos

Dívida líquida de depósitos corresponde à Dívida bruta (dívida de Maastricht) subtraída dos depósitos nos bancos residentes.