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No final do 2.º trimestre de 2020

Dívida bruta da Administração Pública Regional situava-se em 4 808 milhões de euros

No final do 2.º trimestre de 2020, a dívida bruta da Administração Pública Regional (APR) situava-se em 4 808 milhões de euros, tendo aumentado cerca de 195 milhões de euros (+4,2%) face ao final do trimestre anterior, e diminuído cerca de 81 milhões de euros (-1,7%) comparativamente ao período homólogo. O crescimento trimestral é explicado pela emissão obrigacionista ocorrida em maio de 2020, destinada à amortização de dívida da APR representada por empréstimos contraídos anteriormente e em carteira, pelo que o efeito derivado deste aumento deverá ter caráter transitório e ser esbatido até final do ano de 2020.

Analisando a evolução da composição da dívida bruta por instrumento financeiro observa-se que o peso dos empréstimos diminuiu de 62,3% para 56,2% entre o 2.º trimestre de 2020 e o homólogo de 2019, sucedendo o inverso no que respeita à dívida titulada, cujo peso, no mesmo período, subiu de 37,7% para 43,8%.

Div 2T2020PT

Dívida líquida de depósitos rondou os 4 431 milhões

No final do 2.º trimestre de 2020, a dívida líquida de depósitos rondou os 4 431 milhões de euros, tendo aumentado cerca de 65 milhões de euros (+1,5%) face ao final do trimestre anterior, e diminuído 48 milhões de euros (-1,1%) comparativamente ao período homólogo.

Notas:

Dívida pública (definição/ótica de Maastricht)

A dívida pública na definição/ótica de Maastricht corresponde à definição de dívida das Administrações Públicas relevante no contexto da supervisão orçamental europeia. Trata-se de um conceito de dívida consolidada bruta valorizada em termos nominais. Este conceito diverge do stock total de passivos definidos no SEC, quer no que concerne aos instrumentos contabilizados, quer em termos de critério de valorização. Trata-se de um conceito menos abrangente que não inclui, entre outros instrumentos financeiros, as ações e outras participações, os derivados financeiros, nem outros débitos/créditos, muito em particular as dívidas comerciais. Este conceito de dívida adota como regra de valorização o valor nominal, ou seja, o valor que a administração pública (emitente/devedor) deverá amortizar no termo do contrato. O limite estabelecido protocolo anexo ao Tratado de Funcionamento da União Europeia é de 60% do PIB.

Dívida líquida de depósitos

Dívida líquida de depósitos corresponde à Dívida bruta (dívida de Maastricht) subtraída dos depósitos nos bancos residentes.

 

Para mais informação aceda a:

Cooperação Estatística Internacional

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