No 2.º trimestre de 2026

Número de postos de trabalho na Administração Regional da Madeira diminuiu para 20 912

De acordo com a informação divulgada pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) - entidade responsável pela compilação da informação relativa aos recursos humanos dos órgãos e serviços da administração do Estado a nível nacional - que publicou no passado dia 14 de agosto, a Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) para o 2.º trimestre de 2026, existiam 20 912 postos de trabalho na Administração Regional da Madeira (ARM) a 30/06/2026. Este indicador mantém-se assim abaixo da fasquia dos 21 mil, depois de entre o 1.º trimestre de 2023 e o 4.º trimestre de 2025 se ter posicionado sempre acima desse limiar.

Em relação ao trimestre anterior, a variação foi de -38 postos (-0,2%), verificando-se, em termos homólogos,  uma diminuição de 110 postos (-0,5%). Comparativamente ao final de 2011 houve uma redução de 441 postos (-2,1%).

Por sua vez, o Instituto de Segurança Social da Madeira, que segundo a classificação de unidades institucionais deve ser apresentado separadamente da ARM, contabilizou 1 170 postos de trabalho em 30/06/2026, diminuindo 6 postos (-0,5%) face ao trimestre anterior. Em termos homólogos, verificou-se uma redução de 79 postos (-6,3%). Em comparação com 31/12/2011 havia menos 241 postos (-17,1%).

Emprego administracao publica PT

Os Fundos de Segurança Social, a Administração Regional da Madeira e a Administração Regional dos Açores foram os únicos subsetores a apresentar diminuições dos postos de trabalho face ao período homólogo, de -1,9%, -0,5% e -0,3%, respetivamente. Todos os outros subsetores observaram crescimentos face ao mesmo período do ano anterior, sendo que a Administração Local (+2,5%) liderou os aumentos, seguida da Administração Central (+0,7%). A variação média homóloga no conjunto das Administrações Públicas foi de +1,0%.

Comparativamente ao trimestre anterior, os subsetores que apresentaram crescimento foram a Administração Local (+0,7%) e, com um aumento muito ligeiro, a Administração Central (+0,02%). Os restantes subsetores registaram diminuições, nomeadamente, a Administração Regional dos Açores (-0,5%), os Fundos de Segurança Social (-0,4%) e a Administração Regional da Madeira (-0,2%). A variação média do conjunto das Administrações Públicas foi de +0,1%.

A análise dos dados referentes ao emprego no sector institucional das administrações públicas a nível nacional, para o período compreendido entre dezembro de 2011 e junho de 2026, evidencia reduções apenas nos subsetores dos Fundos de Segurança Social (-20,3%) e da Administração Regional da Madeira (-2,1%). Os outros subsetores observaram aumentos, sendo o de maior dimensão relativa o registado na Administração Local (+17,1%), seguido da Administração Regional dos Açores (+11,0%) e da Administração Central (+3,7%). A variação média do conjunto das Administrações Públicas foi de +5,6%.

No que diz respeito à desagregação por cargo, carreira e grupo, o grupo mais representativo é o do pessoal docente com 27,4% (27,3% no 2.º trimestre de 2025), seguido dos assistentes operacionais e dos assistentes técnicos, com 26,0% e 14,0% do total de emprego da ARM, respetivamente (26,8% e 14,0% no período homólogo).

As diminuições dos assistentes operacionais (saldo líquido entre entradas e saídas de -196) e do pessoal docente (-21) determinaram a redução homóloga global de 110 postos anteriormente referida, não tendo os aumentos líquidos de enfermeiros (+49), técnicos superiores (+25), técnicos de diagnóstico e terapêutica (+13), informáticos, conservadores e notários (+6 cada) sido suficientes para contrabalançar.

Analisando a repartição do emprego público por tipo de entidade, observa-se que no 2.º trimestre de 2026, os Estabelecimentos de Educação e Ensino Básico e Secundário concentravam 39,1% do total dos postos, seguido das Entidades Públicas Empresariais Regionais, com 29,1% e das Direções Regionais com 17,4%.

A ventilação por Secretaria Regional (S.R.), mostra que a S.R. da Educação, Ciência e Tecnologia é a responsável pelo maior número de trabalhadores, com 9 561 postos de trabalho (45,7% do total da ARM), enquanto as restantes Secretarias têm volumes de emprego compreendidos entre os 147 (S.R. de Economia) e os 953 (S.R. das Finanças) postos de trabalho.

Em abril de 2026, a remuneração base média mensal na ARM era de 2 000,8 €, superior em 1,7% à média global das Administrações Públicas, enquanto o ganho médio mensal (que corresponde ao agregado das remunerações de base, prémios, subsídios ou suplementos) fixava-se em 2 373,6 €, sendo também mais alto que a média global em 1,3%. Face a abril de 2025, a remuneração base média mensal na ARM cresceu 5,4% e o ganho médio mensal, 7,2%.

As empresas públicas que não foram classificadas dentro da ARM tinham a 30 de junho de 2026, 1 999 postos de trabalho, mais 27 (+1,4%) face ao trimestre anterior e mais 57 (+2,9%) em termos homólogos. Face a dezembro de 2012 (período mais recuado para o qual existe informação para este tipo de empresas), o número de postos diminuiu em 307 (-13,3%).

Por sua vez, as onze câmaras municipais da RAM concentravam, no período em referência, 3 914 postos de trabalho, mais 109 (+2,9%) que no trimestre precedente e mais 228 (+6,2%) que no final de junho de 2025. Nas juntas de freguesia da RAM trabalhavam 186 pessoas a 30/06/2026, mais 2 postos (+1,1%), que no trimestre anterior, registando a mesma variação homóloga. Comparativamente a 31/12/2011, as Câmaras Municipais aumentaram o seu efetivo em 721 (+22,6%) e as juntas de freguesia em 17 (+10,1%) trabalhadores.

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