No 1.º semestre de 2026
Produção de ovos e o abate de frango aumentaram relativamente ao período homólogo, enquanto o gado abatido, a pesca e a produção em aquicultura diminuíram
De acordo com a informação recolhida pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) junto dos aviários industriais da Região, no 1.º semestre de 2026, a produção de ovos rondou os 22,5 milhões de unidades, aumentando 28,0% em termos homólogos. No mesmo período, o abate de frango cresceu 0,4% face aos primeiros seis meses do ano anterior, totalizando 1 674,0 toneladas.
Reduzindo o âmbito da análise ao 2.º trimestre de 2026, verificou-se a subida homóloga na produção de ovos de 11,3%, enquanto o abate de frango registou uma queda de 4,7%.
Por sua vez, segundo dados fornecidos pelo Centro de Abate da Região Autónoma da Madeira (CARAM), entre janeiro e junho de 2026, o gado abatido rondou as 330,1 toneladas, traduzindo uma variação homóloga de -10,5%.
No domínio da pesca, a informação recolhida junto da Direção Regional de Pescas, para o 1.º semestre de 2026, mostra que, este período, se caraterizou por uma diminuição homóloga nas quantidades capturadas de pescado (-19,1%), cifrando-se o total em cerca de 1 792,9 toneladas. Igual tendência foi observada no valor de primeira venda apurado (-28,0% face ao 1.º semestre de 2025), com o total semestral a situar-se nos 7,6 milhões de euros. No 2.º trimestre de 2026, as variações homólogas mantiveram-se negativas, tanto na quantidade de pescado capturado (-18,5%) como no valor da primeira venda (-27,5%).
Por espécie, face ao 1.º semestre de 2025, o atum e similares registaram uma diminuição de 17,5% na quantidade capturada e de 32,6% no valor da primeira venda. Já o peixe-espada preto apresentou quebras mais acentuadas, de 25,2% na quantidade capturada e de 33,2% no valor da primeira venda. Apesar destes decréscimos, o peixe-espada preto manteve-se como a espécie mais abundante no 1.º semestre de 2026, representando 50,7% do total de pescado capturado, seguido do atum e similares, com um peso de 43,1%.
O preço médio do pescado apurado na primeira venda para o período em referência (excluindo-se nestes cálculos o pescado descarregado destinado a autoconsumo) foi de 4,31€ (4,80€ no mesmo período de 2025), com o preço médio para o atum e similares a atingir os 3,46€ (4,20€ no período homólogo) e para o peixe-espada preto a rondar os 4,52€ (5,02€ nos primeiros seis meses do ano precedente).

Produção em aquicultura decresceu 37,3% em termos homólogos
De acordo com a informação recolhida pela DREM junto das empresas de produção de aquicultura na Região, no 1.º semestre de 2026, foram produzidas 430,2 toneladas de dourada, o que representa uma diminuição homóloga de 37,3%. Da mesma forma, as vendas totalizaram 3,2 milhões de euros, um declínio de 26,3% em relação ao 1.º semestre de 2025. O desempenho do setor neste semestre foi condicionado pela ausência de douradas com dimensão comercial, situação associada às baixas temperaturas da água e à redução do número de gaiolas utilizadas na produção.
Por mercados, observa-se que 78,8% do valor das vendas diz respeito ao mercado nacional (Continente e Açores) e apenas 21,1% ao mercado regional.
No 2.º trimestre de 2026, a quantidade produzida e o valor das vendas registaram diminuições homólogas de 38,7% e 29,5%, respetivamente.
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