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71% das empresas que recorreram ao layoff simplificado teriam reduzido o emprego caso não tivessem acesso a esta medida

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje os resultados da 1.ª quinzena de julho de 2020 do COVID-IREE – Inquérito Rápido e Excecional às Empresas, operação estatística criada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal (BdP) para avaliar os efeitos da pandemia COVID-19 no tecido empresarial nacional.

O inquérito começou por ter uma frequência semanal, tendo passado a quinzenal no mês de maio, atendendo ao grau de variabilidade observado na frequência semanal das principais variáveis recolhidas e visando não colocar uma carga excessiva sobre as empresas que respondem. Considerando a evolução das restrições à atividade económica decorrentes da pandemia COVID-19, o INE e o BdP decidiram suspender o questionário a partir do mês de agosto, podendo esta decisão ser revertida caso as condições de emergência sanitária ou económica assim o justifiquem.

Nesta quinzena mantiveram-se as questões sobre o volume de negócios, o pessoal ao serviço, o pessoal ao serviço em teletrabalho e com presença alternada nas instalações da empresa e foram adicionadas questões novas visando efetuar uma avaliação global dos efeitos da pandemia, em particular, relativamente ao emprego, nomeadamente sobre a variação observada no emprego desde o início da pandemia e sobre as expectativas para a evolução dos postos de trabalho até ao final de 2020.

Para a RAM – região cuja recolha de informação é feita pela DREM – a taxa de resposta global na referida quinzena foi de 92%, representando 88% do pessoal ao serviço (NPS) e 93% do volume de negócios (VNN) das empresas da amostra. Tal como nas edições anteriores, estas percentagens foram substancialmente superiores às verificadas no conjunto do país (55% na taxa de resposta global, representando 59% do NPS e 69% do VVN da amostra).

Note-se que o inquérito na sua génese teve como objetivo apurar dados para o país, não estando desenhado para apuramentos ao nível de Região, sendo que a informação apresentada para a RAM corresponde exclusivamente aos dados das respostas obtidas, sem qualquer extrapolação. Por essa razão também, o conjunto de informação divulgada é reduzido, mormente quando comparado com a informação que tem vindo a ser disponibilizada no âmbito do COVID-IREE pelo INE.

As principais conclusões relativas às empresas respondentes na 1.ª quinzena de julho de 2020 são as seguintes:

  • 92% das empresas estavam em produção ou em funcionamento e 6% temporariamente encerradas. A nível nacional, estas percentagens foram de 99% e 1%, respetivamente. Apesar do diferencial para o país, a percentagem de empresas em funcionamento nesta quinzena é superior à verificada na segunda metade de junho (87%);
  • Comparativamente à situação expectável sem pandemia, 68% das empresas continuaram a reportar um impacto negativo no volume de negócios e 29% assinalaram não existir impacto. No país, as percentagens correspondentes a estas situações foram, pela mesma ordem, de 58% e 36%;
  • 22% das empresas declararam uma redução superior a 50% no volume de negócios e 32% uma diminuição entre 10% e 50%. A nível nacional, apenas 13% das empresas reportaram uma redução superior a 50% do volume de negócios;
  • 82% das empresas referiram que os preços praticados se mantiveram inalterados comparativamente à situação expectável sem pandemia. 14% reportaram diminuições de preço e 4% aumentos. Recorde-se que, em abril, 91% das empresas referiam intenções de manter preços e 9% pretendiam reduzi-los;
  • Face à situação expectável sem pandemia, 37% das empresas respondentes continuaram a reportar reduções no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar (24% no país). Este valor era de 41% na quinzena anterior e de 71% em abril. 59% informaram não ter havido impacto, sendo que no país essa percentagem foi de 73%;
  • 18% declararam uma redução superior a 50% no número de funcionários efetivamente a trabalhar e 15% apontaram para diminuições entre 10% e 50%. A nível nacional apenas 5% reportaram uma redução acima de 50%;
  • 21% das empresas referiram ter reduzido o número de postos de trabalho desde o início da pandemia e 70% não registaram qualquer impacto no total de pessoas empregadas (a nível nacional os valores são 17% e 76%, respetivamente). 78% das empresas planeia manter os postos de trabalho até ao final do ano (83% no país), sendo que o número de empresas que planeia reduzir os postos de trabalho (15%) é ligeiramente superior ao dobro dos que planeiam aumentar o emprego (7%);
  • Em 59% das empresas o pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar não se alterou na 1.ª quinzena de julho, face à situação expectável sem pandemia (73% a nível nacional);
  • Na 1.ª quinzena de julho, 39% das empresas tinham pessoal ao serviço com presença alternada nas instalações da empresa, enquanto 30% das empresas respondentes reportaram ter pessoal em teletrabalho. No país, os valores foram de 38% e 37% respetivamente;
  • 71% das empresas que recorreram ao layoff simplificado teriam reduzido o emprego caso não tivessem acesso a esta medida (77% a nível nacional);
  • 77% das empresas deverão optar por manter o recurso ao layoff simplificado ou recorrer ao apoio à retoma progressiva (30% no país) e 8% das empresas pretendem em agosto recorrer ao incentivo extraordinário à normalização da atividade, na sequência do termo do layoff simplificado (38% a nível nacional).
  • 36% das empresas mencionaram conseguir manter-se em atividade por um período superior a seis meses sem medidas adicionais de apoio à liquidez (30% em abril). Apenas 20% referiu não ter condições para se manter em atividade por mais de dois meses (57% na semana de 20 a 24 abril);
  • Na 1.ª quinzena de julho, entre 32% e 42% das empresas respondentes já beneficiaram das medidas de apoio governamentais, incluindo o layoff simplificado avaliando-as como muito importantes para a sua situação de liquidez (entre 23% e 31% a nível nacional);

 

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