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Na 1.ª quinzena de fevereiro de 2021

62% das empresas reportaram um volume de negócios igual ou superior ao registado durante o primeiro confinamento

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje os resultados da recolha seletiva da edição da semana de 12 a 21 de fevereiro de 2021 do COVID-IREE – Inquérito Rápido e Excecional às Empresas, operação estatística criada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Banco de Portugal (BdP) com o objetivo de identificar alguns dos principais efeitos da pandemia COVID-19 na atividade das empresas.

O inquérito que foi lançado em abril de 2020, começou por ter uma frequência semanal, tendo passado a quinzenal no mês de maio. Atendendo à evolução das restrições à atividade económica decorrentes da pandemia COVID-19, o questionário esteve suspenso entre de agosto e outubro de 2020, tendo em novembro sido reativado pontualmente. Considerando o surgimento da terceira vaga da pandemia e o consequente recolhimento obrigatório imposto a 15 de janeiro de 2021, o INE e o BdP decidiram realizar uma nova edição do inquérito, com um conjunto reformulado de questões, para comparar a situação das empresas neste novo período de confinamento com o que ocorreu em abril do ano passado, visando avaliar em que medida poderá ter existido um efeito de aprendizagem na forma como lidar com o reeditar de restrições à mobilidade.

Para a RAM – região cuja recolha de informação é feita pela DREM – a taxa de resposta global na referida semana foi de 93%, representando 91% do pessoal ao serviço (NPS) e 96% do volume de negócios (VNN) das empresas da amostra. Tal como nas edições anteriores, estas percentagens foram substancialmente superiores às verificadas no conjunto do país (63% na taxa de resposta global, representando 60% do NPS e 67% do VVN da amostra).

Note-se que o inquérito na sua génese teve como objetivo apurar dados para o país, não estando desenhado para apuramentos ao nível de Região, sendo que a informação apresentada para a RAM corresponde exclusivamente aos dados das respostas obtidas, sem qualquer extrapolação. Por essa razão também, o conjunto de informação divulgada é reduzido, mormente quando comparado com a informação que tem vindo a ser disponibilizada no âmbito do COVID-IREE pelo INE.

As principais conclusões relativas à semana de 12 a 21 de fevereiro são as seguintes:

Análise da situação económica e financeira das empresas

  • 95% das empresas respondentes mantinham-se em produção ou em funcionamento, mesmo que parcialmente, na 1.ª quinzena de fevereiro de 2021 (92% no país). Comparativamente ao confinamento de abril (1.ª quinzena) verifica-se um diferencial positivo de 29 pontos percentuais (p.p.), o que compara com uma variação de apenas 10 p.p. no país;
  • 78% das empresas referiram uma redução no volume de negócios na 1.ª quinzena de fevereiro de 2021 (62% das empresas no país), face ao registado no mesmo período do ano anterior, antes dos efeitos da pandemia. A redução foi superior a 50% para 28% das empresas (19% no país). 19% referiram que o volume de negócios manteve-se inalterado (34% a nível nacional). De notar que no primeiro confinamento, 89% das empresas identificaram uma redução no volume de negócios, ou seja há uma diferença de -11 p.p.;
  • Admitindo o controlo efetivo da pandemia em 2021, 38% das empresas consideram que o volume de negócios voltará ao normal. Em média, estas empresas estimam que o retorno à normalidade ocorra num período médio de 13,1 meses. No país, 32% das empresas preveem que o volume de negócios voltará ao normal em média em 10,1 meses;
  • 9% das empresas, as quais registaram uma redução do volume de negócios na 1.ª quinzena de fevereiro, não preveem o retorno à normalidade (10% no país). Recorde-se que para 22% das empresas, o volume de negócios na 1ª quinzena de fevereiro de 2021 já se situava em níveis iguais ou superiores aos registados no mesmo período do ano anterior, antes dos efeitos da pandemia (38% no país);
  • Na 1.ª quinzena de fevereiro de 2021, 40% das empresas reportaram um volume de negócios igual ao registado durante o primeiro confinamento (1.ª quinzena de abril de 2020) e 22% referiram estar acima, (43% e 24% das empresas no país, pela mesma ordem);
  • 85% das empresas com um volume de negócios acima do nível observado durante o primeiro confinamento, indicaram como motivo mais relevante para esta evolução o facto das atuais medidas de contenção terem um menor impacto direto sobre a atividade da empresa . A adoção de estratégias de adaptação à situação pandémica foi considerado um motivo muito relevante por 50% das empresas;
  • Na 1.ª quinzena de fevereiro de 2021, 83% das empresas que tiveram um volume de negócios abaixo do nível observado durante o primeiro confinamento, indicaram como motivo muito relevante o facto das atuais medidas de contenção terem um maior impacto direto sobre a atividade da empresa. O facto de o nível atual de encomendas/clientes ser inferior foi apontado por 82% das empresas;
  • 11% das empresas utilizaram canais alternativos de contacto com os clientes durante a 1.ª quinzena de fevereiro de 2021. Para estas empresas, o peso médio do volume de negócios gerado via canais alternativos aumentou de 11% antes da pandemia, para 16% durante este período. Em contraste, 57% das empresas não utilizaram canais alternativos de contacto com clientes porque a sua atividade não o permite. 32% das empresas não utilizaram canais alternativos por outros motivos. De assinalar que a nível nacional a percentagem de empresas que usou canais alternativos foi de 13% e o peso médio do volume de negócios gerado via canais alternativos cresceu de 17% antes da pandemia para 39% durante a 1.ª quinzena de fevereiro;
  • 32% das empresas beneficiam atualmente da moratória ao pagamento de juros e capital de créditos já existentes. O acesso a novos créditos com juros bonificados ou garantias foi referido por 31% das empresas, a mesma percentagem daquelas que recorreram ao apoio à retoma progressiva/apoio simplificado para microempresas. 15% declararam o recurso ao layoff A grande maioria das empresas que beneficiam das medidas avaliou-as  como muito importantes para a sua situação de liquidez;
  • Na ausência de medidas adicionais de apoio e nas circunstâncias atuais, 13% menos de dois meses, 22% entre três a seis meses e 65% por um período superior a seis meses. Na altura do primeiro confinamento esta última percentagem era de 31%;
  • 21% das empresas beneficiaram das medidas de apoio e referiram que, num cenário de ausência de medidas desde o início da pandemia, encontrar-se-iam em atividade com elevada probabilidade, a mesma percentagem daquelas que ainda se encontrariam em atividade apenas com alguma probabilidade. Por outro lado, 17% das empresas beneficiaram das medidas e não se encontrariam em funcionamento num cenário de ausência de medidas de apoio. 40% das empresas referiram não ter beneficiado de medidas de apoio desde o início da pandemia.

Volume Negocios Empresas PT

Análise da situação laboral das empresas

  • 65% das empresas não registaram qualquer impacto da pandemia no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar na 1.ª quinzena de fevereiro de 2021, face ao mesmo período do ano anterior. Estas empresas correspondem a 32% do total do pessoal ao serviço das empresas respondentes (60% e 43% das empresas no país, pela mesma ordem);
  • 34% das empresas (representando 54% do pessoal ao serviço das empresas respondentes) referiram uma redução no pessoal efetivamente a trabalhar na 1.ª quinzena de fevereiro. A redução do pessoal foi superior a 50% apenas para 12% das empresas. No primeiro confinamento, 73% das empresas referiram uma redução do pessoal;
  • 57% das empresas que beneficiam atualmente das medidas de layoff ou apoio à retoma progressiva (15% e 31% do total de empresas respondentes, respetivamente) tinham mais de 75% dos trabalhadores nestas condições, na 1.ª quinzena de fevereiro de 2021;
  • Das empresas que beneficiaram do layoff/apoio à retoma progressiva na 1.ª quinzena de fevereiro de 2021, 47% registaram um número de trabalhadores nestes regimes igual ao registado durante o primeiro confinamento (1.ª quinzena de abril de 2020);
  • 37% das empresas respondentes tinham pessoas em teletrabalho na 1.ª quinzena de fevereiro, sendo que 12% das empresas tinham mais de 50% do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar nesse regime. Aquela percentagem é substancialmente inferior à média nacional (58%);
  • Das empresas com pessoal em teletrabalho na 1.ª quinzena de fevereiro de 2021, 69% reportaram um número de trabalhadores neste regime igual ao registado durante o primeiro confinamento (1.ª quinzena de abril de 2020). A nível nacional, a percentagem foi de 72%.

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