Em março de 2026
Crescimento da economia regional acelerou
O Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) revela que a atividade económica da Região manteve a trajetória de crescimento, registando uma aceleração face ao mês anterior. A RAM completa assim, um ciclo de 60 meses (5 anos) a crescer consecutivamente.

Como a DREM referiu na primeira divulgação do IRAE, em outubro de 2017, o objetivo do mesmo é “sinalizar o comportamento da atividade económica, nomeadamente no que se refere à sua direção e magnitude das flutuações: se esta se encontra em terreno positivo ou negativo, as acelerações, desacelerações e a identificação de pontos de viragem”. O seu valor quantitativo assume, por isso, uma importância secundária, não se apresentando o mesmo como um substituto da variação real do Produto Interno Bruto, a ser apurada com um conjunto mais variado e completo de informação estatística, muito embora haja uma forte correlação entre as duas variáveis.
Síntese Económica de Conjuntura – A situação económica da RAM em março de 2026, em 7 tópicos
Atividade Económica
Em março de 2026, a economia regional manteve uma trajetória de crescimento, evidenciando sinais de reforço da atividade económica.
No setor do turismo, o número de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico diminuiu 2,1%, repetindo a variação observada no mês anterior. Apesar disso, os indicadores monetários do setor mantiveram uma evolução favorável, com os proveitos totais a crescer 9,2%, valor superior aos 8,5% registados em fevereiro. Em contrapartida, o RevPAR prosseguiu a trajetória de desaceleração, fixando-se em 5,7%, após os 6,4% observados no mês anterior e os 7,6% em janeiro. Por sua vez, a taxa líquida de ocupação-cama aumentou para 62,5%, superando os 61,0% observados em fevereiro.
A emissão de energia elétrica reforçou o ritmo de crescimento, registando um aumento de 5,3%, superior ao observado no mês anterior (4,8%). Por sua vez, a introdução no consumo de gasóleo aumentou 2,6%, invertendo as diminuições registadas nos seis meses anteriores.
No que respeita à dinâmica empresarial, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas fixou-se em 3,1 novas sociedades por cada dissolução, traduzindo uma melhoria face ao registado em fevereiro (2,8).
Indicadores Qualitativos
Em março de 2026, os indicadores de confiança na Indústria Transformadora, no Comércio e na Construção e Obras Públicas diminuíram face ao mês anterior, enquanto o indicador de confiança dos Serviços aumentou.
Consumo Privado
No mês em análise, o consumo de gasolina registou uma variação homóloga de 9,5%, superando a observada em fevereiro (6,8%) e dando continuidade à trajetória de aceleração iniciada no mês anterior.
O saldo dos empréstimos concedidos às famílias e às instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF) para consumo e outros fins aumentou 9,4%, acima do valor registado em fevereiro (8,7%). Adicionalmente, os levantamentos e compras realizados através de terminais de pagamento automático (TPA) com cartões nacionais cresceram 4,8%, evidenciando uma aceleração face ao mês anterior (3,4%).
Por outro lado, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros diminuíram 11,3%, embora esta contração tenha sido menos acentuada do que a observada no mês precedente (-25,2%).
Investimento
Em março de 2026, os indicadores de investimento evidenciaram uma recuperação face ao mês anterior, refletindo uma evolução globalmente mais favorável.
As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias registaram um aumento de 16,4%, invertendo a trajetória decrescente observada nos três meses anteriores. Em sentido contrário, o saldo dos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras diminuiu 0,6%, após a redução de 0,2% verificada no mês anterior.
A comercialização de cimento aumentou 0,9%, contrariando a tendência decrescente registada nos meses anteriores. Por sua vez, o saldo dos empréstimos à habitação concedidos às famílias e a avaliação bancária da habitação aumentaram 9,0% e 19,1%, respetivamente, mantendo a trajetória de expansão.
Relativamente ao número de edifícios licenciados, registou-se um aumento de 7,0%, embora menos expressivo do que o registado no mês anterior (14,8%).
Procura Externa
Em março de 2026, as exportações regionais de bens diminuíram 3,9%, traduzindo, no entanto, uma contração menos acentuada do que a observada no mês anterior (-7,4%). Por seu turno, as importações de bens aumentaram 51,9%, acelerando face ao crescimento registado em fevereiro (39,2%).
O movimento de mercadorias nos portos da Região prosseguiu a trajetória de crescimento, registando um aumento de 14,5%, superior ao observado no mês anterior (8,7%).
O tráfego de passageiros nos aeroportos regionais continuou a apresentar uma evolução positiva, registando um aumento de 4,0%, acelerando ligeiramente face a fevereiro (3,8%).
Quanto aos levantamentos e compras através de TPA com cartões internacionais, observou-se uma diminuição de 0,9%, menos intensa do que a registada no mês anterior (-1,6%).
Mercado de Trabalho
Em março de 2026, o número de desempregados inscritos diminuiu 6,5%, mantendo a tendência de redução observada nos meses anteriores, embora menos intensa do que a registada em fevereiro (-6,9%).
Os pedidos de emprego registaram uma diminuição de 6,0%, mantendo a trajetória de recuo, ainda que menos acentuada do que no mês precedente (-6,9%).
Por sua vez, as ofertas de emprego aumentaram 1,8%, invertendo a diminuição registada em fevereiro (-3,8%).
Preços
A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou para 3,2% em março de 2026, após os 2,8% registados no mês anterior.
A aceleração da inflação refletiu-se quer nos bens, quer nos serviços. A inflação nos bens situou-se em 2,2% (1,7% em fevereiro), enquanto nos serviços acelerou para 4,4%, após os 4,1% observados no mês precedente.
A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, aumentou para 2,9% (2,6% em fevereiro).
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