Em abril de 2026
Crescimento da economia regional continuou em aceleração
O Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) revela que a atividade económica da Região manteve a trajetória de crescimento, registando uma aceleração face ao mês anterior, a terceira consecutiva.

Como a DREM referiu na primeira divulgação do IRAE, em outubro de 2017, o objetivo do mesmo é “sinalizar o comportamento da atividade económica, nomeadamente no que se refere à sua direção e magnitude das flutuações: se esta se encontra em terreno positivo ou negativo, as acelerações, desacelerações e a identificação de pontos de viragem”. O seu valor quantitativo assume, por isso, uma importância secundária, não se apresentando o mesmo como um substituto da variação real do Produto Interno Bruto, a ser apurada com um conjunto mais variado e completo de informação estatística, muito embora haja uma forte correlação entre as duas variáveis.
Síntese Económica de Conjuntura – A situação económica da RAM em abril de 2026, em 7 tópicos
Atividade Económica
Como anteriormente referido, a atividade económica regional manteve, em abril de 2026, uma trajetória positiva de crescimento, evidenciando uma nova aceleração face ao mês precedente. Este desempenho reflete a evolução favorável dos principais indicadores económicos no período em análise.
No setor do turismo, o número de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico (que não inclui o alojamento local abaixo das 10 camas) registou uma ligeira diminuição de 0,4%, traduzindo uma contração menos acentuada do que a observada no mês anterior (-1,8%). Em contrapartida, os proveitos totais aumentaram 10,6%, mantendo uma evolução positiva, embora a um ritmo ligeiramente inferior ao registado em março (11,0%). O RevPAR continuou a evidenciar uma desaceleração ao crescer 5,8%, após a variação de 7,0% registada no mês precedente. Por sua vez, a taxa líquida de ocupação-cama aumentou para 67,6%, superando os 62,5% registados em março.
No setor da energia, a emissão de energia elétrica manteve uma evolução favorável, registando um crescimento de 4,8%, ainda que inferior ao verificado no mês anterior (5,3%). Por seu turno, a introdução no consumo de gasóleo aumentou 0,4%, face ao crescimento de 2,6% registado em março.
No que respeita à dinâmica empresarial, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas fixou-se em 2,3 novas sociedades por cada dissolução, valor inferior ao registado no mês anterior (3,1).
Indicadores Qualitativos
Em abril de 2026, os indicadores de confiança evidenciaram uma evolução favorável na Indústria Transformadora e nos Serviços. Em contrapartida, no Comércio e na Construção e Obras Públicas verificou-se um recuo destes indicadores, refletindo um abrandamento das expectativas empresariais nestes setores.
Consumo Privado
No mês em análise, a introdução no consumo de gasolina registou uma variação homóloga de 9,3%, ligeiramente inferior à observada em março (9,5%), interrompendo a trajetória de aceleração verificada nos dois meses anteriores.
O saldo dos empréstimos concedidos às famílias e às instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF) para consumo e outros fins aumentou 9,1%, registando uma ligeira desaceleração face ao mês anterior (9,4%). Por sua vez, os levantamentos e as compras efetuados através de terminais de pagamento automático (TPA) com cartões nacionais cresceram 5,5%, acelerando relativamente aos 4,8% registados em março.
No que respeita às vendas de automóveis ligeiros de passageiros, registou-se uma diminuição homóloga de 9,6%, traduzindo uma contração menos acentuada do que a observada no mês precedente (-11,3%).
Investimento
Em abril de 2026, os indicadores de investimento evidenciaram uma evolução heterogénea.
As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias diminuíram 23,4%, invertendo o crescimento de 16,4% registado em março. Do mesmo modo, o saldo dos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras reduziu-se 2,3%, agravando a diminuição de 0,6% observada no mês anterior.
Em sentido inverso, a comercialização de cimento aumentou 3,7%, acelerando face ao crescimento de 0,9% registado em março. Também o saldo dos empréstimos à habitação concedidos às famílias e às ISFLSF cresceu 9,1%, mantendo um ritmo de expansão semelhante ao observado no mês anterior (9,0%).
Por sua vez, a avaliação bancária da habitação registou um aumento de 17,3%, embora a um ritmo inferior ao observado em março (19,1%).
Relativamente ao número de edifícios licenciados, registou-se um crescimento de 31,9%, reforçando a trajetória de expansão observada no mês anterior, quando este indicador aumentou 13,3%.
Procura Externa
Em abril de 2026, as exportações regionais de bens diminuíram 0,6%, traduzindo uma contração consideravelmente menos acentuada do que a observada no mês anterior (-4,2%). Por seu turno, as importações de bens aumentaram 17,7%, evidenciando uma desaceleração expressiva face ao crescimento de 58,4% registado em março.
O movimento de mercadorias nos portos da Região manteve uma evolução favorável, registando um crescimento de 7,3%, superior ao observado no mês anterior (5,6%), reforçando a trajetória de expansão deste indicador.
No transporte aéreo, o tráfego de passageiros nos aeroportos regionais continuou a apresentar um desempenho positivo, aumentando 3,2%, embora a um ritmo inferior ao registado em março (4,0%).
Relativamente aos levantamentos e às compras efetuados através de terminais de pagamento automático (TPA) com cartões internacionais, registou-se um crescimento de 1,6%, invertendo a variação negativa observada no mês anterior (-0,9%).
Mercado de Trabalho
Em abril de 2026, o número de desempregados inscritos diminuiu 4,9%, mantendo a tendência de redução observada nos meses anteriores, embora de forma menos acentuada do que em março (-6,5%).
Os pedidos de emprego diminuíram 4,0%, prosseguindo a trajetória de recuo, ainda que com menor intensidade do que no mês precedente (-6,0%).
Por sua vez, as ofertas de emprego aumentaram 5,6%, reforçando o crescimento registado em março (1,8%).
Preços
A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou para 3,7% em abril de 2026, após os 3,2% registados no mês anterior.
A inflação nos bens acelerou para 3,7% (2,2% em março), enquanto nos serviços abrandou para 3,7% (4,4% no mês anterior).
A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, diminuiu para 2,7%, após os 2,9% observados em março.
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