Em julho de 2026

Crescimento da economia regional abrandou pelo terceiro mês consecutivo

O Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) revela que a atividade económica da Região manteve uma trajetória de crescimento, embora a um ritmo inferior ao observado no mês anterior, registando um abrandamento pelo terceiro mês consecutivo.

IRAE PT

Como a DREM referiu na primeira divulgação do IRAE, em outubro de 2017, o objetivo do mesmo é “sinalizar o comportamento da atividade económica, nomeadamente no que se refere à sua direção e magnitude das flutuações: se esta se encontra em terreno positivo ou negativo, as acelerações, desacelerações e a identificação de pontos de viragem”. O seu valor quantitativo assume, por isso, uma importância secundária, não se apresentando como um substituto da variação real do Produto Interno Bruto, a ser apurada com um conjunto mais variado e completo de informação estatística, muito embora haja uma forte correlação entre as duas variáveis.

Síntese Económica de Conjuntura – A situação económica da RAM em julho de 2026, em 7 tópicos

Atividade Económica

Como anteriormente referido, a atividade económica regional manteve, em julho de 2026, uma trajetória de crescimento, embora a um ritmo inferior ao observado no mês precedente, registando um abrandamento pelo terceiro mês consecutivo.

No setor do turismo, o número de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico — que não inclui o alojamento local com capacidade inferior a 10 camas — diminuiu 1,5%, atenuando a redução registada em junho (-1,8%). Os proveitos totais aumentaram 6,2%, mantendo uma evolução positiva, embora a um ritmo inferior ao observado no mês anterior (6,5%). O RevPAR prosseguiu a tendência de desaceleração, crescendo 2,8%, após a variação de 3,2% registada em junho.

Por sua vez, a taxa líquida de ocupação-cama aumentou, fixando-se em 72,2%, face aos 67,2% observados no mês anterior.

No setor da energia, a emissão de energia elétrica cresceu 3,5%, ligeiramente abaixo do aumento de 3,7% observado no mês anterior. Por seu turno, a introdução no consumo de gasóleo diminuiu 2,3%, atenuando a redução registada em junho (-7,0%).

No que respeita à dinâmica empresarial, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas manteve-se em 2,4 novas sociedades por cada dissolução, valor idêntico ao registado no mês anterior.

Indicadores Qualitativos

Em julho de 2026, os indicadores de confiança registaram uma evolução favorável na Indústria Transformadora, no Comércio e nos Serviços. Em contrapartida, o indicador de confiança da Construção e Obras Públicas diminuiu.

Consumo Privado

No mês em análise, a introdução no consumo de gasolina aumentou 2,8% em termos homólogos, acelerando face ao crescimento de 1,0% registado em junho.

O saldo dos empréstimos concedidos às famílias e às instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF) para consumo e outros fins aumentou 7,6%, ligeiramente abaixo dos 7,7% observados no mês anterior. Por sua vez, os levantamentos e as compras efetuados através de terminais de pagamento automático (TPA), com cartões nacionais, cresceram 5,2%, mantendo o ritmo de crescimento observado em junho.

No que respeita às vendas de automóveis ligeiros de passageiros, registou-se uma diminuição homóloga de 14,7%, mais acentuada do que a redução observada no mês precedente (-7,9%).

Investimento

Em julho de 2026, os indicadores de investimento apresentaram um comportamento heterogéneo.

As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias diminuíram 16,9%, acentuando a redução de 9,6% registada em junho. Por sua vez, o saldo dos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras aumentou 2,6%, invertendo a trajetória de redução registada nos meses anteriores (-1,4% em junho).

A comercialização de cimento diminuiu 4,0%, acentuando a redução de 2,7% registada em junho. Em sentido contrário, o saldo dos empréstimos à habitação concedidos às famílias e às ISFLSF aumentou 9,5%, mantendo o mesmo ritmo de crescimento observado no mês anterior. A avaliação bancária da habitação cresceu 18,8%, ligeiramente abaixo do aumento de 19,1% registado no mês anterior.

Relativamente ao número de edifícios licenciados, observou-se um crescimento homólogo de 1,4%, significativamente inferior ao verificado no mês anterior (25,2%).

Procura Externa

Em julho de 2026, as exportações regionais de bens diminuíram 14,4%, acentuando a contração observada no mês anterior (-9,9%). Por seu turno, as importações de bens aumentaram 24,6%, acelerando face ao crescimento de 8,9% registado em junho.

O movimento de mercadorias nos portos da Região manteve uma evolução positiva, registando um crescimento de 3,6%, embora inferior ao observado no mês anterior (4,2%).

No transporte aéreo, movimento de passageiros nos aeroportos regionais aumentou 2,6%, ligeiramente acima dos 2,4% registados em junho.

No que se refere aos levantamentos e às compras efetuados através de terminais de pagamento automático (TPA), com cartões internacionais, registou-se um crescimento de 2,6%, inferior ao observado no mês anterior (3,7%).

Mercado de Trabalho

Em julho de 2026, o número de desempregados inscritos diminuiu 12,8%, acentuando a redução observada no mês anterior (-11,0%).

Os pedidos de emprego diminuíram 12,6%, traduzindo igualmente uma redução mais expressiva do que a registada em junho (-10,5%).

Por sua vez, as ofertas de emprego diminuíram 18,7%, acentuando a queda de 15,7% observada no mês precedente.

Preços

Em julho de 2026, a taxa de variação homóloga do IPC fixou-se em 4,7%, abaixo dos 5,0% observados no mês anterior, em resultado da desaceleração da inflação dos bens para 2,7% e da diminuição da inflação dos serviços para 7,0%.

A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, aumentou ligeiramente para 4,5%, após os 4,4% registados em junho.


Para mais informação aceda a: