No 1.º trimestre de 2026

Renda mediana dos novos contratos de arrendamento aumentou 16,0% e o número de novos contratos diminuiu 8,6% em relação ao período homólogo

Com base na informação hoje publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a DREM disponibiliza no seu portal de estatística a atualização dos resultados das Estatísticas de Rendas da Habitação ao nível local, relativos à Região Autónoma da Madeira (RAM), para o período compreendido entre o 1.º trimestre de 2020 e o 1.º trimestre de 2026.

Esta edição incorpora informação nova e revista proveniente do Imposto do Selo – Comunicação de Contratos de Arrendamento (Modelo 2), disponibilizada pela Autoridade Tributária ao INE e utilizada como fonte de base para o cálculo da nova série de dados. A informação passou a incluir todos os contratos de arrendamento com alterações efetuadas no mês de referência, independentemente da emissão de recibo eletrónico de renda nesse mês, bem como novas variáveis relativas ao número do contrato e à identificação dos locadores do tipo ‘sociedade’.

No âmbito desta atualização, o INE procedeu a uma revisão metodológica aprofundada do projeto, reforçando os procedimentos de tratamento da informação de base do Modelo 2. Esta revisão traduziu-se igualmente na divulgação de novos resultados, nomeadamente através da introdução de segmentações por setor institucional do locador e do locatário e por tipologia dos alojamentos, bem como na alteração da periodicidade de divulgação dos indicadores com período de referência de 12 meses, que passou de semestral para trimestral.

Na sequência destas alterações metodológicas, a DREM passa a disponibilizar informação mais detalhada para a Região Autónoma da Madeira, incluindo resultados por tipologia dos fogos, por município (sempre que o número de observações seja igual ou superior a 33) e por setor institucional do locador, permitindo um conhecimento mais completo e pormenorizado da evolução do mercado de arrendamento habitacional na Região.

Resultados trimestrais

No 1.º trimestre de 2026, o valor mediano das rendas dos 481 novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares, celebrados na RAM, foi de 11,97 €/m2. Estes valores representam um aumento trimestral de 24,6% nos novos contratos e de 1,2% no valor mediano das rendas. Comparativamente ao 1.º trimestre de 2025, observaram-se, pela mesma ordem, variações de -8,6% e de +16,0%.

Entre as nove regiões NUTS II, a RAM posicionou-se como a segunda região com o valor mediano das rendas mais elevado (11,97 €/m2), apenas atrás da Grande Lisboa (14,38 €/m2). Seguem-se a Península de Setúbal (11,35 €/m2), o Algarve (10,71 €/m2), o Norte (7,96 €/m2), o Oeste e Vale do Tejo (7,36 €/m2), o Centro (6,52 €/m2), o Alentejo (6,08 €/m2) e a Região Autónoma dos Açores (6,02 €/m2), que registou o valor mais baixo. A mediana nacional situou-se em 9,46 €/m2.

Em termos de variação homóloga, quatro das nove regiões NUTS II registaram aumentos superiores ao observado para o País (+9,1%), nomeadamente o Alentejo (+16,7%), a RAM (+16,0%), o Oeste e Vale do Tejo (+11,2%) e a Península de Setúbal (+10,3%), todas com crescimentos superiores a 10%. Em sentido contrário, o Centro (+6,4%) e o Algarve (+6,9%) registaram os menores aumentos homólogos.

Por tipologia de alojamento, a RAM apresentava os valores de renda mediana mais elevados nos alojamentos T0 ou T1 (15,00 €/m2) e T2 (12,42 €/m2).

No período em referência, o Funchal, uma das cidades com 100 mil ou mais habitantes do País, concentrou 317 dos 481 novos contratos de arrendamento, traduzindo-se num acréscimo trimestral de 37,8% e homólogo de 7,5%. O valor mediano destes contratos foi de 13,65 €/m2, variando +0,3% em cadeia e +14,3% em termos homólogos. Estabelecendo um ranking dos municípios do país, o Funchal ocupava o 5.º lugar, em termos de renda mais elevada.                                                                             

Resultados últimos 12 meses

Tomando como referência os 1 771 contratos de arrendamento celebrados nos últimos 12 meses terminados em março de 2026, a renda mediana da RAM situou-se em 11,82 €/m2, tendo aumentado 4,3% face aos 12 meses terminados em dezembro de 2025 e 10,4% relativamente aos 12 meses terminados em março de 2025.

No País, este indicador fixou-se em 9,50 €/m2, correspondendo a um acréscimo de 2,3% face aos 12 meses terminados em dezembro de 2025 e de 8,8% em relação aos 12 meses terminados em março de 2025. Entre as regiões NUTS II, a Grande Lisboa registou o valor mediano mais elevado (14,43 €/m2) e o Alentejo o mais baixo (5,81 €/m2), posicionando-se a RAM na segunda posição.

Ao nível municipal, o Funchal apresentou uma renda mediana superior à da Região (13,60 €/m2). Por sua vez, o município de Santa Cruz registou uma renda mediana de 10,66 €/m2, inferior ao valor regional (11,82 €/m2), mas superior ao valor nacional (9,50 €/m2). No contexto nacional, o Funchal ocupou a 6.ª posição entre os municípios com as rendas medianas mais elevadas, apenas atrás de Lisboa (17,22 €/m2), Cascais (16,50 €/m2), Oeiras (15,42 €/m2), Sines (14,65 €/m2) e Porto (14,29 €/m2).

Na RAM, no período de abril de 2025 a março de 2026, a renda mediana dos novos contratos de arrendamento celebrados por locadores nacionais (residentes na RAM) pertencentes ao setor institucional famílias foi inferior à registada pelos locadores nacionais dos restantes setores institucionais, embora os valores sejam próximos: 11,60 €/m2 e 14,57 €/m2, respetivamente. No conjunto da Região, este indicador situou-se em 11,76 €/m2, comparativamente aos 9,44 €/m2 no País. Contrariamente, no conjunto dos locatários (residentes e não residentes na RAM), o valor mediano da renda dos novos contratos de arrendamento celebrados do setor institucional famílias foi superior (11,89 €/m2) ao observado para os restantes setores institucionais (11,43 €/m2).

No período de abril de 2025 a março de 2026, a RAM registou valores de renda mediana mais elevados na tipologia de alojamentos T0 ou T1 (14,45 €/m2), situação que se verificou igualmente no Funchal, embora com um valor superior (16,00 €/m2).

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