DREM divulga dados definitivos do Inquérito Comunitário à Inovação relativos ao período 2022-2024
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje informação sobre inovação empresarial na Região Autónoma da Madeira (RAM), tendo por base os dados definitivos recolhidos no âmbito do Inquérito Comunitário à Inovação (CIS), referentes ao triénio 2022-2024.
Apresenta-se, de seguida, um resumo das principais conclusões aferidas a partir dos dados em referência.
No triénio 2022-2024, 36,5% das empresas com mais de 10 pessoas ao serviço com sede na RAM tiveram algum tipo de atividades de inovação
No período 2022-2024, 36,5% das empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço com sede na RAM tiveram algum tipo de atividades de inovação (41,6% entre 2020-2022), fossem atividades de inovação de produto ou de processo, atividades em curso até ao final de 2024, atividades de inovação abandonadas ou suspensas, atividades de investigação e desenvolvimento (I&D) desenvolvidas internamente, de forma continuada ou ocasionalmente, ou contratação de I&D a outras empresas (incluindo do seu grupo) ou a organizações de investigação públicas ou privadas. A nível nacional, este indicador situou-se nos 42,5% (44,7% entre 2020-2022).
Ao nível de NUTS II, importa referir que, no triénio 2022-2024, as regiões com maior percentagem de empresas inovadoras foram a Grande Lisboa e a Península de Setúbal, com 47,3% e 47,1%, respetivamente, sendo também as únicas que superaram a média nacional (42,5%). No polo oposto, surgem a RAM, com 36,5%, e a Região Autónoma dos Açores (RAA), com 36,7%. Relativamente à evolução face ao triénio anterior, destaca-se que, à exceção da Península de Setúbal, que foi a única região a registar um crescimento (+4,0 pontos percentuais – p.p.), todas as restantes regiões observaram decréscimos neste indicador. As reduções mais acentuadas verificaram-se na RAM e na RAA (-5,1 p.p. e -3,8 p.p., respetivamente). A nível nacional, o decréscimo foi de 2,2 p.p..
No triénio 2022-2024, 17,8% das empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço e sede na RAM introduziram inovação de produto (novo ou melhorado), o que representa um decréscimo de 4,6 p.p. face ao triénio 2020-2022 (22,4%). A nível nacional, esta percentagem foi superior, situando-se nos 24,3%, correspondendo a um aumento de 1,7 p.p. em relação ao período anterior.
A proporção de empresas que introduziu inovação de processo fixou-se nos 32,4%, valor inferior em 5,6 p.p. ao observado no triénio anterior (38,0%). A nível nacional, esta proporção foi mais elevada, situando-se nos 37,6%, o que corresponde a um decréscimo de 2,8 p.p. face ao triénio anterior.
Em 2022, a despesa com atividades de inovação totalizou 27,8 milhões de euros, o que representava 0,6% do total apurado para Portugal (4 865,1 milhões de euros). Daquele montante, 49,3% correspondiam a despesas com I&D intramuros (13,7 milhões de euros), 47,2% a outras despesas com inovação (13,1 milhões de euros) e 3,5% a despesas com I&D extramuros (1,0 milhões de euros). Face a 2020, registou-se um aumento de 9,1 milhões de euros na despesa total com atividades de inovação, explicado sobretudo pelo acréscimo de 8,1 milhões de euros nas despesas com I&D intramuros.
Entre 2022 e 2024, no que se refere aos fatores relacionados com as alterações climáticas para a empresa, destacou-se o aumento dos custos ou dos preços dos fatores de produção decorrente das alterações climáticas, tendo 13,3% das empresas classificado este fator como de elevada importância (17,4% para o total das empresas nacionais).
Em 2024, 12,2% das empresas tinham mais de 50% de pessoas ao serviço com formação académica superior, sendo na sua maioria empresas inovadoras (6,7%). No mesmo ano, 20,8% das empresas não tinham pessoas com formação académica superior ao seu serviço, das quais 4,5% eram empresas inovadoras (-6,4 p.p. e -1,7 p.p. face a 2022, respetivamente).

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