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No 2.º trimestre de 2017

Rácios de crédito vencido das sociedades não financeiras e das famílias recuaram face ao trimestre anterior. Depósitos bancários diminuíram

No final do 2.º trimestre de 2017, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras era de 1,8 mil milhões de euros, menos 278 milhões de euros que no final de junho de 2016 e menos 62 milhões que em março de 2017.

O rácio de crédito vencido deste tipo de sociedades diminuiu 1,3 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior, fixando-se nos 18,0% no final do período de referência, sendo que comparativamente ao trimestre homólogo, houve uma redução de 1,9 p.p.. Note-se ainda que este rácio é o mais baixo desde março de 2014. A nível nacional, o rácio de crédito vencido também decresceu 0,6 p.p., atingindo os 14,9% no final do 2.º trimestre de 2017. O montante de crédito malparado no âmbito das sociedades não financeiras com sede na Região situava-se, no período em referência, nos 320 milhões de euros (-35 milhões de euros que em março passado).

No sector das famílias assistiu-se a uma redução de 86 milhões de euros em termos homólogos no saldo dos empréstimos concedidos, cifrando-se o saldo dos empréstimos a este sector institucional, em junho de 2017, nos 2,9 mil milhões de euros. Quando comparado o saldo do final do 2.º trimestre de 2017 com o do trimestre precedente observa-se que a queda foi mais ligeira (cerca de 20 milhões de euros a menos).

Do mesmo modo, o rácio de crédito vencido no sector institucional das famílias desceu para os 5,3%, tendo para o efeito contribuído ambos os segmentos (“habitação” e “consumo e outros fins”). A redução face ao trimestre anterior foi de 0,5 p.p. enquanto comparativamente a junho de 2016, esse decréscimo foi de 0,6 p.p.. O montante de crédito malparado neste sector atingia em junho de 2017 os 157 milhões de euros (menos 14 milhões de euros que em março de 2017). O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para “consumo e outros fins” (14,2%) que no segmento da “habitação” (3,3%). A nível nacional, o rácio de crédito vencido nas famílias fixou-se em 4,6% no trimestre em análise, tendo recuando 0,1 p.p. face ao período anterior.

Comparativamente ao país, os rácios de crédito vencido no segmento de “habitação” e no “consumo e outros fins” são superiores na RAM em 0,4 p.p. e 3,0 p.p., respetivamente. 

 monet financ 2T2017PT

Quanto ao número de devedores do sector institucional famílias, verificou-se um decréscimo em relação ao 1.º trimestre de 2017 (comum a ambos os segmentos) e que em termos globais foi de 0,2%. No 2.º trimestre de 2017 estavam contabilizados cerca de 48,4 mil devedores com crédito à “habitação” e 84,3 mil com crédito para “consumo e outros fins”.

Por sua vez, os depósitos e equiparados de particulares (incluindo emigrantes) nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de junho de 2017, os 3,5 mil milhões de euros, menos 22 milhões de euros que em março de 2017 e menos 30 milhões de euros que no final de junho de 2016.

 

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