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No 3.º trimestre de 2017

Crédito vencido das famílias e das sociedades não financeiras com sede na RAM desceram face ao trimestre anterior. Depósitos bancários cresceram

Segundo os dados do Banco de Portugal, no final do 3.º trimestre de 2017, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras era de 1,771 mil milhões de euros, menos 243 milhões de euros que no final de setembro de 2016 e menos 9 milhões que em junho de 2017. O montante de crédito malparado naquele sector situava-se, no período em referência, nos 314 milhões de euros (-6 milhões de euros que em junho passado). O rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras com sede na RAM recuou 0,3 p.p. face ao trimestre precedente, fixando-se nos 17,7% no final de setembro passado. Comparativamente ao trimestre homólogo, verificou-se uma diferença de -2,5 p.p.. A nível nacional, o rácio de crédito vencido caiu para os 14,5% no final do 3.º trimestre de 2017 (-0,4 p.p. face a junho de 2017).

No sector das famílias assistiu-se a uma redução, em termos homólogos, no saldo dos empréstimos concedidos, da ordem dos 76 milhões de euros, cifrando-se o saldo dos empréstimos a este sector institucional, em setembro de 2017, nos 2,932 mil milhões de euros. Quando comparado o saldo do final do 3.º trimestre de 2017 com o do trimestre precedente observa-se que a queda foi mais ligeira (-0,3%, cerca de menos 8 milhões de euros). O rácio de crédito vencido no sector institucional das famílias fixou-se em 5,2%, menos 0,1 p.p. que no trimestre anterior. Comparativamente a setembro de 2016, esse decréscimo foi de 1,0 p.p.. O montante de crédito malparado neste sector atingia em setembro de 2017 os 153 milhões de euros (menos 4 milhões de euros que em junho de 2017). O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para “consumo e outros fins” (13,4%) que no segmento da “habitação” (3,3%). A nível nacional, o rácio de crédito vencido nas famílias desceu 0,2 p.p. ficando nos 4,4%. Face ao país, os rácios de crédito vencido no segmento de “habitação” e no “consumo e outros fins” são superiores na RAM em 0,4 p.p. e 2,9 p.p., respetivamente.

monetaria 3T2017 PT

No final do 3.º trimestre de 2017 estavam contabilizados cerca de 48,4 mil devedores com crédito à “habitação” e 85,1 mil com crédito para “consumo e outros fins”.

Por sua vez, os depósitos e equiparados nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de setembro de 2017, um volume de 6,8 mil milhões de euros, +0,5% que no trimestre anterior, em resultado do aumento nos valores depositados por sociedades não financeiras (+85 milhões de euros). Os depósitos dos particulares e de emigrantes registaram reduções de 8 e 39 milhões de euros respetivamente face a junho de 2017.

Para mais informação aceda a:

Cooperação Estatística Internacional

MAC14 20

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Literacia Estatística

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