No 4.º trimestre de 2018

Rácio de crédito vencido das famílias e das sociedades não financeiras diminuíram face ao trimestre anterior. Depósitos bancários cresceram

Segundo os dados disponibilizados pelo Banco de Portugal, no final do 4.º trimestre de 2018, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras recuou para os 1,682 mil milhões de euros, reduzindo-se em 1 milhão de euros face ao final de setembro de 2018 e 24 milhões comparativamente a dezembro de 2017.

O rácio de crédito vencido deste tipo de sociedades diminuiu 3,0 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior, fixando-se nos 14,8% no final do período de referência, sendo que em relação ao trimestre homólogo, houve uma redução de 3,2 p.p.. É o valor mais baixo dos últimos cinco anos. A nível nacional, o rácio de crédito vencido decresceu 2,6 p.p. face a setembro de 2018, atingindo os 9,4% no final do 4.º trimestre de 2018. O rácio nacional baixa assim da casa dos dois dígitos pela primeira vez desde final de setembro de 2012, existindo um diferencial negativo de 5,4 p.p. entre o valor do país e da Região. O montante de crédito malparado no âmbito das sociedades não financeiras com sede na Região situava-se, no período em referência, nos 248 milhões de euros (-52 milhões de euros que em setembro passado). Neste sector institucional é de destacar ainda a percentagem de devedores com crédito vencido, que na RAM fixou-se nos 23,6% no 4.º trimestre de 2018, acima do valor no país, que à mesma data, era de 21,1%.

No sector das famílias assistiu-se a uma redução de 30 milhões de euros em termos homólogos no saldo dos empréstimos concedidos que se cifrava, em dezembro de 2018, nos 2,890 mil milhões de euros. Quando comparado o saldo do final do 4.º trimestre de 2018 com o do trimestre precedente observa-se igualmente uma queda (24 milhões de euros). Efetivamente, o saldo dos empréstimos concedidos às famílias atingiu o valor mais baixo desde o início da série (1.º trimestre de 2009).

Por sua vez, o rácio de crédito vencido no sector institucional das famílias desceu para os 3,6% - o valor mais baixo dos últimos 7 anos - tendo para o efeito contribuído ambos os segmentos (“habitação” e “consumo e outros fins”). A redução face ao trimestre anterior foi de 0,8 p.p. enquanto comparativamente a dezembro de 2017, esse decréscimo foi de 1,4 p.p.. O montante de crédito malparado neste sector atingia em dezembro de 2018 os 104 milhões de euros (menos 24 milhões de euros que em setembro de 2018). O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para “consumo e outros fins” (8,2%) que no segmento da “habitação” (2,4%). Contudo, saliente-se que o montante de crédito malparado associado ao crédito para “consumo e outros fins” atingiu um mínimo da série (48 milhões de euros). A nível nacional, o rácio de crédito vencido nas famílias fixou-se em 3,4% no trimestre em análise, tendo recuado 0,5 p.p. face ao período anterior.

Comparativamente ao país, os rácios de crédito vencido no segmento de “habitação” e no “consumo e outros fins” são superiores na RAM em 0,2 p.p. e 0,6 p.p., respetivamente.

De referir que a melhoria nos indicadores do crédito vencido é em grande parte explicada por operações de vendas de carteiras de crédito, ocorridas em dezembro, quer no caso das sociedades não financeiras, quer no caso das famílias, e que tiveram impacto no montante de crédito malparado e nos rácios de crédito vencido nacional e regional.

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Foram contabilizados 103,0 milhares de devedores do sector institucional famílias no final do 4.º trimestre de 2018, um aumento de 0,7 milhares face ao mesmo período do ano transato. Àquela data cerca de 47,7 mil devedores possuíam crédito à “habitação” e 86,9 mil, crédito para “consumo e outros fins. De sublinhar que o número de devedores com crédito à “habitação” atingiu igualmente o registo mais baixo desde o início da série.

No que respeita aos depósitos e equiparados de particulares (incluindo emigrantes) nos estabelecimentos bancários regionais os mesmos atingiam, no final de 2018, 4,587 mil milhões de euros, +0,8% que no trimestre anterior, em resultado do aumento nos valores depositados por particulares excluindo emigrantes (+52,0 milhões de euros) e por instituições financeiras não monetárias (+20,0 milhões de euros). Em contraponto, quer os depósitos de emigrantes, quer os das sociedades não financeiras registaram um decréscimo no mesmo montante (18,0 milhões de euros) face a setembro de 2018.

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