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No 1.º trimestre de 2019

Rácios de crédito vencido das famílias e das sociedades não financeiras diminuíram face ao trimestre anterior. Depósitos bancários cresceram

Segundo os dados disponibilizados pelo Banco de Portugal, no final do 1.º trimestre de 2019, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras recuou para os 1,646 mil milhões de euros, reduzindo-se em 36 milhões de euros face ao final de dezembro de 2018 e em 54 milhões comparativamente a março de 2018.

O rácio de crédito vencido deste tipo de sociedades fixou-se nos 12,5% no final do período de referência, o valor mais baixo dos últimos seis anos. Face ao trimestre anterior diminuiu 2,3 pontos percentuais (p.p.), sendo que em relação ao trimestre homólogo, houve uma redução de 5,9 p.p.. A nível nacional, o rácio de crédito vencido decresceu 0,5 p.p. face a dezembro de 2018, atingindo os 8,9% no final do 1.º trimestre de 2019. O montante de crédito malparado no âmbito das sociedades não financeiras com sede na Região situava-se, no período em referência, nos 205 milhões de euros (-43 milhões de euros que em dezembro passado). Neste sector institucional é de destacar ainda a percentagem de devedores com crédito vencido, que na RAM fixou-se nos 22,9% no 1.º trimestre de 2019, acima do valor no país, que à mesma data, era de 21,2%.

No sector das famílias assistiu-se a uma redução de 24 milhões de euros em termos homólogos no saldo dos empréstimos concedidos, que se cifrava, em março de 2019, nos 2,892 mil milhões de euros. Quando comparado o saldo do final do 1.º trimestre de 2019 com o do trimestre precedente observa-se um ligeiro aumento (2 milhões de euros).

Por sua vez, o rácio de crédito vencido no sector institucional das famílias desceu para os 3,4% - o valor mais baixo dos últimos 8 anos - tendo para o efeito contribuído ambos os segmentos (“habitação” e “consumo e outros fins”). A redução face ao trimestre anterior foi de 0,2 p.p. enquanto comparativamente a março de 2019, esse decréscimo foi de 1,5 p.p.. O montante de crédito malparado neste sector atingia em março de 2019 os 98 milhões de euros (menos 6 milhões de euros que em dezembro de 2018). O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para “consumo e outros fins” (8,0%) que no segmento da “habitação” (2,2%). Contudo, saliente-se que o montante de crédito malparado associado ao crédito para “consumo e outros fins” atingiu um mínimo da série (47 milhões de euros). A nível nacional, o rácio de crédito vencido nas famílias fixou-se em 3,3% no trimestre em análise, tendo recuado 0,1 p.p. face ao período anterior.

Comparativamente ao país, o rácio de crédito vencido no segmento de “habitação” (2,2%) é idêntico ao da RAM, enquanto que no “consumo e outros fins” é superior em 0,6 p.p..

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Foram contabilizados 103,3 milhares de devedores do sector institucional famílias no final do 1.º trimestre de 2019, um aumento de 0,5 milhares face ao mesmo período do ano transato. Àquela data cerca de 47,5 mil devedores possuíam crédito à “habitação” e 87,3 mil, crédito para “consumo e outros fins”.

No que respeita aos depósitos e equiparados de particulares (incluindo emigrantes) nos estabelecimentos bancários regionais os mesmos atingiam, no final de março de 2019, 4,603 mil milhões de euros, +0,3% que no trimestre anterior, em resultado do aumento nos valores depositados pelas sociedades não financeiras (+16,0 milhões de euros), por particulares excluindo emigrantes (+12,0 milhões de euros) e por instituições financeiras não monetárias (+6,0 milhões de euros). Em contraponto, os depósitos de emigrantes, registaram um decréscimo (-18,0 milhões de euros) face a dezembro de 2018.

Para mais informação aceda a:

Cooperação Estatística Internacional

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Literacia Estatística

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