No 2.º trimestre de 2026

Saldo dos empréstimos concedidos às sociedades não financeiras diminuiu em termos homólogos, enquanto o dos concedidos às famílias aumentou

Segundo os dados disponibilizados pelo Banco de Portugal, no final do 2.º trimestre de 2026, o saldo dos empréstimos concedidos às sociedades não financeiras (SNF) com sede na Região Autónoma da Madeira (RAM) era de 1 792,3 milhões de euros. Este valor representa uma diminuição de 26,4 milhões de euros (-1,5%) face ao final de junho de 2025 e um aumento de 34,5 milhões de euros (+2,0%) relativamente ao final de março de 2026.

O rácio de crédito vencido das SNF manteve-se inalterado face ao final de março de 2026 e ao período homólogo, fixando-se em 1,0% no final de junho de 2026. A nível nacional, este indicador fixou-se em 1,8% no final do 2.º trimestre de 2026, valor inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao trimestre anterior e ao mês homólogo.

No período em referência, o montante de crédito vencido das SNF com sede na Região situou-se em 17,4 milhões de euros, menos 0,3 milhões de euros (-1,7%) do que no final de março de 2026 e menos 1,0 milhões de euros (-5,4%) face a junho de 2025.

A percentagem de devedores do sector das SNF com empréstimos vencidos era de 13,3% no final de junho de 2026, valor abaixo da média nacional (13,6%). Face a junho de 2025, este indicador diminuiu 0,7 p.p. na Região e 0,9 p.p. no conjunto do País.

No setor das famílias e das Instituições sem Fins Lucrativos ao Serviço das Famílias (ISFLSF), o saldo dos empréstimos concedidos totalizava 3 431,9 milhões de euros, no final do 2.º trimestre de 2026, correspondendo a um aumento homólogo de 285,0 milhões de euros (+9,1%). Em comparação com o final do trimestre anterior, observou-se igualmente um acréscimo de 61,2 milhões de euros (+1,8%). Analisando a composição deste saldo, verifica-se que 74,1% correspondia a empréstimos para habitação, cabendo os restantes 25,9% ao crédito ao consumo e outros fins.

No trimestre em referência, o rácio de crédito vencido deste setor situou-se em 0,7%, valor idêntico ao observado a nível nacional, representando uma diminuição de 0,2 p.p. face ao período homólogo e de 0,3 p.p. relativamente ao final do trimestre anterior. No segmento do crédito à habitação, este rácio manteve-se no mínimo de 0,1% (0,2% a nível nacional), observando, contudo, uma diminuição de 0,1 p.p. face período homólogo. Já no segmento do crédito ao consumo e outros fins, o rácio fixou-se em 2,5%, valor idêntico ao registado a nível nacional, tendo diminuído 0,7 p.p. face ao trimestre anterior e 0,2 p.p. em termos homólogos.

Relativamente aos empréstimos vencidos, estes totalizavam 25,6 milhões de euros em finais de junho de 2026, dos quais 3,0 milhões de euros correspondiam ao segmento da habitação e 22,6 milhões de euros ao consumo e outros fins. Em termos globais, registou-se uma redução de 4,8% face ao período homólogo e de 20,0% relativamente ao trimestre anterior. No crédito à habitação, observaram-se igualmente decréscimos de 30,2% em termos homólogos e de 11,8% face ao trimestre anterior. Já no crédito ao consumo e outros fins, registou-se uma diminuição trimestral de 21,0%, contrastando com um ligeiro aumento homólogo de 0,4%.

O número de devedores do sector institucional famílias e ISFLSF cresceu face ao trimestre homólogo para os 105,6 mil (+1,6 milhares; +1,5%), dos quais 43,2 mil eram devedores com crédito à habitação (+0,4 milhares; +0,9%) e 90,1 mil com crédito para consumo e outros fins (+1,3 milhares; +1,5%).

A percentagem de devedores (famílias e ISFLF) com empréstimos vencidos na RAM era, no final do 2.º trimestre de 2026, de 6,2% na RAM e de 7,2% em Portugal. Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o rácio na RAM permaneceu inalterado, tendo diminuído 0,2 p.p. no País.

Depósitos crescem nas famílias e SNF em termos homólogos, mas continuam em queda nos de emigrantes

No final do 2.º trimestre de 2026, os depósitos das famílias e ISFLSF atingiram o valor mais elevado da série iniciada em dezembro de 2018, situando-se nos 4 588,6 milhões de euros. Este montante traduz-se num aumento de 4,7% face ao período homólogo e de 1,8% relativamente ao trimestre anterior.

No setor das SNF, os depósitos ascenderam a 2 099,4 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de +8,8% e a uma redução de 2,4% face ao final do trimestre anterior.

Por sua vez, o saldo dos depósitos dos emigrantes fixou-se em 117,7 milhões de euros, registando uma redução homóloga e trimestral de 21,0% e 4,2%, respetivamente.

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