DREM divulga dados finais de 2023 e provisórios de 2024 das Contas Regionais

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje os resultados das Contas Regionais para os anos de 2023 e 2024, natureza final e provisória, respetivamente. 

As Contas Regionais de 2023 e 2024 são consistentes com as Contas Nacionais provisórias divulgadas pelo INE em setembro passado e têm como referência metodológica o Sistema Europeu de Contas (SEC-2010). A base atual das Contas é a base 2021.

Produto Interno Bruto regional fixou-se em 7,5 mil milhões de euros em 2024, crescendo 1,5% em termos reais

Segundo a informação provisória para 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) da Região Autónoma da Madeira fixou-se nos 7,5 mil milhões de euros, crescendo 7,5% em termos nominais e 1,5% em termos reais.

Isto significa que a Região ficou acima da média nacional no que respeita ao crescimento nominal e abaixo dessa mesma média no que concerne ao crescimento real.

De facto, o PIB de Portugal registou um crescimento nominal de 7,1%, observando-se variações positivas em todas as regiões do País. Destacaram-se o Algarve (+8,3%), a Península de Setúbal (+7,8%) e a Região Autónoma da Madeira (+7,5%), que se posicionaram acima da média nacional. As regiões Norte (+7,2%), Grande Lisboa e Região Autónoma dos Açores-RAA (ambas com +7,1%) registaram desempenhos próximos da média do País, enquanto o Centro (+6,7%), o Oeste e Vale do Tejo (+6,6%) e, em especial, o Alentejo (+4,5%) apresentaram crescimentos nominais inferiores à média.

Em termos reais (sendo esta métrica a habitualmente utilizada para medir o crescimento económico, e que exclui o efeito preço), o PIB português subiu 2,1%, com crescimentos ligeiramente diferenciados entre regiões. Estima-se que o Alentejo (+1,1%) e a RAM (+1,5%) tenham apresentado as performances de menor amplitude. Nas restantes regiões, a evolução foi próxima da média nacional, tendo o Centro (+2,1%) igualado o desempenho do País, enquanto o Oeste e Vale do Tejo, a Grande Lisboa e a Península de Setúbal superaram ligeiramente essa média com um aumento real de 2,2%. Por seu lado, o Norte, o Algarve e a Região Autónoma dos Açores apresentaram um crescimento de 2,3%, 0,2 pontos percentuais (p.p.) acima do País.

O incremento real do PIB da RAM foi condicionado pela redução do Valor Acrescentado Bruto (VAB) dos serviços prestados às empresas (-4,4%), associada à menor atividade no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), e pelo decréscimo do VAB da administração pública, defesa, saúde e educação (-0,3%). De notar, que sem o contributo negativo do CINM, o crescimento real do PIB regional seria muito próximo da média nacional.

Em 2024, três regiões NUTS II do País encontravam-se acima da média nacional: a Grande Lisboa (índice de 156,5), o Algarve (108,3) e a RAM (107,2). As regiões com o PIB per capita mais baixo eram a Península de Setúbal (67,3) e o Oeste e Vale do Tejo (78,4). A RAA surge com um índice de 88,1, acima do Norte (86,0) e do Centro (85,9), mas atrás do Alentejo (93,7).

Em termos de comparação com a média dos 27 países da União Europeia, a única região portuguesa acima do índice 100 foi a Grande Lisboa (128,9). Em 2024, a RAM apresentou um índice de 88,3, situando-se atrás da região com o segundo melhor desempenho, o Algarve, que registou um índice de 89,2. A Península de Setúbal observou o menor índice (55,4), seguido do Oeste e Vale do Tejo (64,6). A RAA apresentou um valor de 72,5.

No que diz respeito à produtividade aparente do trabalho (relação entre o VAB e o emprego que lhe está subjacente), a RAM apresentava, em 2024, um valor de 50,5 milhares de euros, o segundo mais elevado do País, apenas atrás da Grande Lisboa (58,3 milhares de euros), sendo estas as únicas regiões acima da média nacional (47,7 milhares de euros).

Em 2023, o Rendimento Disponível Bruto da RAM per capita ficou acima da média nacional, contrariamente aos dois anos anteriores

A informação final para o ano de 2023 revela que o PIB regional se aproximou dos 7,0 mil milhões de euros, tendo registado um crescimento de 11,1% em termos nominais face ao ano anterior e de 4,6% em termos reais, acima do verificado no País (10,8% e 3,1%, respetivamente). Face à informação provisória, houve uma revisão nos valores da RAM de -0,4 p.p. e de +0,1 p.p. nas taxas de variação do PIB nominal e real.

Em 2023, o montante global de investimento realizado na RAM fixou-se nos 1 111,4 milhões de euros, crescendo 6,3% face ao ano anterior, variação inferior à observada a nível nacional (+10,3%).

O Alentejo (+15,5), a Península de Setúbal (+14,2%), o Oeste e Vale do Tejo (+13,0%) e a Grande Lisboa (+12,2%) destacaram-se por registarem um crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) superior à média nacional, surgindo no polo oposto o Algarve (+6,7%) e a RAM (+6,3%).

Em 2023, tanto o Rendimento Primário Bruto (RPB) como o Rendimento Disponível Bruto (RDB) da RAM evoluíram de forma positiva. Para ambos os indicadores, a variação face a 2022 foi, em termos nominais, de grandeza sensivelmente semelhante, +12,2% e +11,6%, respetivamente. No País, as variações destes indicadores foram mais diferenciadas: 11,1% no caso do RPB e de 9,1% no do RDB. As três regiões com maior crescimento do RPB foram o Alentejo (+12,9%), o Algarve (+12,8%) e a RAM (+12,2%), enquanto a RAA registou o menor aumento face a 2022 (+9,9%). No que se refere ao RDB, a RAA liderou os aumentos (+11,6%), seguido do Alentejo (+11,1%) e do Algarve (+10,2%), enquanto o Norte apresentou o desempenho com menor amplitude (+8,5%).

Observando a evolução do índice de disparidade do RP face à média nacional entre 2022 e 2023, conclui-se que o mesmo na RAM evoluiu positivamente aproximando-se mais da média nacional (98,7), enquanto o índice de disparidade do RD superou mesmo a média nacional em 1,7 p.p., fixando-se em 2023 nos 101,7, quando em 2022 não ultrapassou os 99,2. 

Verifica-se que a Grande Lisboa e o Algarve são as únicas duas regiões que apresentam simultaneamente níveis superiores à média nacional para o RP, o RD e o PIB per capita, no ano de 2023. Para a RAM se juntar a estas regiões faltou ultrapassar a média nacional no que se refere ao índice de disparidade do RP per capita (98,7), pois no caso do RD (101,7) e no PIB (107,2) isso sucedeu.

Contas Regionais PT


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