Para o período 1995-2023

DREM divulga informação sobre o Investimento e Contas das Famílias

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) procede hoje à divulgação de uma atualização da informação relativa a alguns indicadores das Contas Regionais (base 2021) – particularmente a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e as Contas das Famílias – para a Região Autónoma da Madeira (RAM). No caso da FBCF, do Rendimento Primário e Disponível das famílias, os dados são agora apresentados para o período 1995-2023, enquanto para as Contas das Famílias anuais detalhadas (Conta de afetação do Rendimento Primário e Conta de distribuição secundária do Rendimento), a informação disponível na base 2021 reporta-se ao período de 2016 a 2023.

Note-se que até à data, só estavam disponíveis os dados de 2021 a 2023, tendo o Instituto Nacional de Estatística (INE) – entidade responsável pela produção de Contas Nacionais e Regionais - não só revisto alguns dos valores para este período, como também procedido à retropolação para os períodos anteriores.

Investimento com pico em 2004 e mínimo em 2013

A análise entre 1995 e 2023 da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) mostra uma forte variabilidade neste indicador macroeconómico.

O período entre 1999 e 2005 foi aquele em que a FBCF atingiu a sua mais elevada expressão na Região. O pico foi registado no ano de 2004 (1 849,6 milhões de euros), seguido dos anos de 2005 (1 849,4 milhões de euros), 2000 (1 776,4 milhões de euros) e 2002 (1 572,4 milhões de euros). Estes foram, a par de 1999 (1 516,9 milhões de euros), os únicos anos em que a FBCF na RAM superou a barreira dos 1 500 milhões de euros. No período 2006-2011, os valores da FBCF estabilizaram em torno dos 1 200 milhões de euros.

Seguiu-se um período em que o Programa de Ajustamento Económico-Financeiro (PAEF), aplicado à RAM, impactou de sobremaneira o investimento, particularmente o público. Entre 2011 e 2012, a FBCF caiu para quase metade, não ultrapassando, neste último ano, os 571,3 milhões de euros. Até 2016, a FBCF manteve-se dentro deste patamar, para, a partir de 2017, começar a evidenciar uma tendência crescente, que prosseguiu até 2023, ano no qual atingiu os 1 203,5 milhões de euros, o valor mais elevado desde 2010.

Contas Regionais PT

Valor do Rendimento Disponível Bruto das famílias por habitante manteve-se próximo da média nacional

De forma informal, o Rendimento Disponível Bruto (RDB) das Famílias é o montante total de dinheiro que os agregados familiares têm disponível para gastar e poupar depois de subtrair os impostos sobre o rendimento e as contribuições sociais. O rendimento disponível aumenta com o recebimento de rendimentos, tais como salários, juros ou pensões, e diminui com o pagamento de impostos, de contribuições sociais e de outros encargos que diminuem o orçamento familiar.

Na RAM, o valor do RDB das famílias, por habitante, em 1995, era de 6 653 euros em 1995, superior em 1,9% à média nacional. Entre 1995 e 2009, o valor regional superou sempre a média nacional, com exceção do ano de 2000 (0,6% abaixo). Entre 2010 e 2015, a Região observou um RDB das famílias sempre inferior ao do País, com o maior diferencial observado em 2015 (3,6% abaixo).

Entre 2016 e 2018, a RAM voltou a superar a média nacional, por uma margem muito ligeira, para nos quatro anos seguintes se posicionar novamente abaixo.

Em 2023, o RDB por habitante foi maior na Região (17 068 euros) que no País (16 785 euros), significando que se posicionava 1,7% acima da média nacional.

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