Em 2021
Volume de Negócios, o Valor Acrescentado Bruto e o pessoal ao serviço nas empresas não financeiras da RAM cresceram acima da média nacional
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibiliza hoje no seu portal de estatísticas oficiais, um conjunto de quadros relativos às empresas financeiras e não financeiras com sede na RAM, com informação para o período 2016-2021, com a particularidade da informação para 2021 ser já de natureza definitiva, atualizando assim, os dados provisórios divulgados em outubro passado. A transição para os resultados definitivos permite apresentar um leque de informação mais vasto para o ano de 2021, sendo que a DREM em maio irá disponibilizar o conjunto de dados referente aos estabelecimentos, altura em que o INE prevê carregar essa informação no seu portal de estatísticas oficiais.
Em 2021, existiam 29 986 empresas com sede na RAM, 272 das quais financeiras e 29 714 não financeiras. Daquele total, cerca de duas em cada três eram empresas em nome individual e uma em cada três, sociedades. Nas 29 986 empresas da RAM trabalhavam 85 499 pessoas, 85 040 das quais nas empresas não financeiras e os restantes 459 nas empresas financeiras.

O ano de 2021 ficou marcado pela recuperação da atividade económica face à contração observada no ano anterior, fruto do forte impacto negativo da pandemia COVID-19 na economia regional. Efetivamente, em todos os setores de atividade, com exceção da “Agricultura e pesca”, registaram-se, face a 2020, crescimentos no respetivo volume de negócios (VVN), iguais ou superiores a 10%, sendo que a maioria apresenta também, em 2021, valores de VVN acima de 2019, excetuando a “Agricultura e Pesca”, a “Indústria” e o “Alojamento e restauração”.
Como anteriormente referido, em 2021, o número de empresas não financeiras na Região Autónoma da Madeira ascendeu a 29 714, mais 1 040 (+3,6%) empresas que no ano anterior e mais 1 053 (+3,7%) comparando com 2019. No País, verificou-se um aumento de 3,2% no número de empresas não financeiras face a 2020 e +1,8% comparando com 2019.
Relativamente ao pessoal ao serviço, assistiu-se a um aumento em termos globais, face a 2020, de 7,5% para um total de 85 040 (+2,3% no País). Comparando com 2019 o aumento foi de 7,1% (+0,3% no País). Aquele crescimento resulta essencialmente do acréscimo de pessoal ao serviço nas sociedades (+9,8%) já que nas empresas individuais verificou-se apenas um aumento ligeiro (+0,6%). É de referir que 76,5% do pessoal ao serviço pertence às sociedades.

No que respeita à dimensão média (pessoal ao serviço por empresa), em 2021, cada sociedade com sede na RAM empregava em média 6,20 pessoas. No País, a média era mais elevada (7,06 pessoas).
Em termos de dimensão, as empresas regionais pertencem quase exclusivamente (99,92%) ao grupo das PME. Dentro destas, a maior parte são microempresas (95,93% das PME). O número de empresas não financeiras de média dimensão fixava-se, em 2021, nas 171, (+12,5%) em relação a 2020, enquanto as de grande dimensão não ultrapassavam as 24 (+14,3% que 2020). No País, a percentagem de PME é de (99,72%).
O Volume de Negócios (VVN) das empresas não financeiras regionais aumentou 32,6% entre 2020 e 2021 para os 6,5 mil milhões de euros (+13,2% face a 2019). O Valor Acrescentado Bruto (VAB), que grosso modo corresponde à diferença entre a produção e os consumos intermédios, subiu 40,2% para os 1,9 mil milhões de euros (+8,1% face a 2019). O Resultado Líquido do período apresenta também uma performance positiva face a 2020, crescendo 149,1% para os 1,0 mil milhões de euros (+51,7% face a 2019).
93,6% do VAB empresarial é gerado pelas sociedades e 76,2% pelas PME. As 24 empresas de grande dimensão com sede na Região concentraram 23,8% do VAB gerado.
A análise por sector de atividade económica evidencia que o sector dos “Outros serviços” com 20,5% (395,4 milhões de euros) é aquele que se destaca como principal gerador do VAB empresarial. Segue-se o “Comércio” com 19,6% (377,8 milhões de euros), a “Construção e atividades imobiliárias” com 18,8% (362,4 milhões de euros) e o “Alojamento e restauração” com 13,4% (257,7 milhões de euros).
No que diz respeito ao Excedente Bruto de Exploração (EBE), são de evidenciar os crescimentos verificados na “Construção e atividades imobiliárias” (+108,5%), nos “Outros serviços” (+68,6%) e no “Comércio” (+54,4%).
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