No 4.º trimestre de 2016
Crédito vencido das famílias e das sociedades não financeiras com sede na RAM caiu face ao trimestre anterior. Depósitos bancários de particulares também apresentaram ligeira redução
Segundo os dados do Banco de Portugal, no final do 4.º trimestre de 2016, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras era de 1,914 mil milhões de euros, menos 318 milhões de euros que no final de dezembro de 2015 e menos 100 milhões que em setembro de 2016. O montante de crédito malparado naquele sector situava-se, no período em referência, nos 372 milhões de euros (-36 milhões de euros que em setembro passado). O rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras com sede na RAM diminuiu 0,8 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre precedente, fixando-se nos 19,4% no final de 2016. A nível nacional, o rácio de crédito vencido desceu 0,4 p.p. face a setembro, fixando-se nos 15,7% no final do 4.º trimestre de 2016.
No sector das famílias assistiu-se a uma redução, em termos homólogos, no saldo dos empréstimos concedidos, da ordem dos 95 milhões de euros, cifrando-se o saldo dos empréstimos a este sector institucional, no final de 2016, nos 2,985 mil milhões de euros. Quando comparado o saldo do final do 4.º trimestre de 2016 com o do trimestre precedente observa-se que a queda foi mais ligeira (-0,8%, cerca de menos 23 milhões de euros). O rácio de crédito vencido no sector institucional das famílias diminuiu 0,3 p.p. fixando-se nos 5,9%. O montante de crédito malparado neste sector atingia em dezembro de 2016 os 176 milhões de euros (menos 12 milhões de euros que em setembro de 2016). O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para “consumo e outros fins” (15,8%) que no segmento da “habitação” (3,6%). A nível nacional, o rácio de crédito vencido nas famílias também desceu 0,3 p.p. ficando nos 4,9%. Face ao país, os rácios de crédito vencido no segmento de “habitação” e no “consumo e outros fins” são superiores na RAM em 0,5 p.p. e 3,4 p.p., respetivamente.
No final do 4.º trimestre de 2016 estavam contabilizados cerca de 48,7 mil devedores com crédito à “habitação” e 84,6 mil com crédito para “consumo e outros fins”.
Por sua vez, os depósitos e equiparados de particulares (incluindo emigrantes) nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de 2016, um volume de 3,6 mil milhões de euros, menos 25 milhões de euros que em setembro de 2016 e menos 6 milhões de euros que no final de 2015.