No 2º trimestre de 2013

Saldos dos empréstimos e depósitos diminuíram; rácios de crédito vencido cresceram

Segundo os dados do Banco de Portugal, no final do 2º trimestre de 2013, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras com sede na RAM era próximo dos 5,0 mil milhões de euros, menos 48 milhões de euros que no final de março de 2013. A redução face ao trimestre homólogo do ano anterior foi de 6,2%. Por sua vez, o rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras atingiu um máximo de 14,0% (um montante próximo dos 695 milhões de euros) no final do 2º trimestre de 2013, constatando-se um diferencial face ao valor nacional na ordem dos 2,1 pontos percentuais (p.p.) Mantém-se a tendência manifestada no trimestre anterior de redução deste diferencial, tendo o rácio de crédito vencido na RAM crescido 0,4 p.p., enquanto no país o acréscimo foi de 0,9 p.p., comparativamente ao trimestre anterior.

No sector das famílias assistiu-se igualmente a uma redução do saldo do volume de empréstimos concedidos em 45 milhões de euros face ao final de março de 2013. Quando comparamos o 2º trimestre de 2013 com o período homólogo do ano anterior observamos que a queda é de 6,8%. O rácio de crédito vencido neste sector institucional também se mantém com tendência crescente, atingindo (tal como acontece com as sociedades não financeiras) um máximo histórico de 4,7% (perto de 162 milhões de euros). Esta percentagem é superior em 0,1 p.p. à registada em junho de 2012 e em 0,2 p.p. se comparada com o trimestre anterior. O fenómeno do crédito mal parado é mais acentuado no crédito para consumo e outros fins (15,2%) do que no segmento da habitação (2,4%), embora se deva referir que 81,8% do volume de empréstimos às famílias se destina à compra de habitação (81,5% no trimestre anterior).

Comparativamente ao país, o rácio de crédito vencido no segmento de habitação é agora superior na RAM em 0,1 p.p. (facto que sucede pela primeira vez desde que há registo de dados, ou seja, desde 2009), mantendo-se também acima no segmento “consumo e outros fins” em 2,6 p.p., exatamente o mesmo diferencial observado no trimestre anterior.

Quanto ao número de devedores do sector institucional famílias, a tendência é de decréscimo em ambos os tipos de crédito (habitação e consumo). No 2º trimestre de 2013 estavam contabilizados perto de 51 mil devedores com crédito à habitação e pouco mais de 89 mil com crédito para consumo e outros fins. As diferenças para o trimestre anterior são de -187 e -884 devedores, respetivamente.

Por sua vez, os depósitos e equiparados nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de junho de 2013, um volume de 5,6 mil milhões de euros, menos 72 milhões de euros que no final de março. A redução registou-se em todos os tipos de beneficiários: instituições financeiras não monetárias, sociedades não financeiras e particulares (incluindo os emigrantes).

As poupanças dos particulares (excluindo emigrantes) rondavam no fim do 2º trimestre de 2013 os 3,0 mil milhões de euros, enquanto os depósitos de emigrantes atingiram à mesma data os 888 milhões de euros.