Nota prévia:
Devido a alterações metodológicas, o Banco de Portugal procedeu a revisões nos dados, tendo disponibilizado novas séries estatísticas da central de responsabilidades de crédito. Estas alterações resultam, essencialmente, das revisões dos manuais metodológicos internacionais, e por essa razão, estes dados agora divulgados não são comparáveis com outros antes publicados. Para mais informação clique aqui.
No 3º trimestre de 2014
Rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras desceu enquanto o das famílias aumentou. Depósitos bancários caíram ligeiramente face ao trimestre anterior
Segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal, no final do 3º trimestre de 2014, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras era de 3,2 mil milhões de euros, menos 736 milhões de euros que no final de setembro de 2013 e menos 208 milhões que em junho de 2014. Por sua vez, o rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras fixou-se em 18,5% no final do 3º trimestre de 2014, menos 0,7 pontos percentuais (p.p.) que no trimestre anterior. Comparativamente ao 2º trimestre de 2014 o diferencial face ao país diminuiu em 1,0 p.p., cifrando-se no final de setembro de 2014 em 3,8 p.p.. O montante de crédito malparado no âmbito das sociedades não financeiras com sede na Região situava-se no período de referência em 596,8 milhões de euros (-62,5 milhões de euros que em junho de 2014).
No sector das famílias assistiu-se igualmente a uma redução, em termos homólogos, no saldo dos empréstimos concedidos, da ordem dos 130 milhões de euros (-3,8%), cifrando-se o saldo dos empréstimos a este sector institucional em setembro de 2014 nos 3,3 mil milhões de euros. Quando comparamos o saldo do final do 3º trimestre de 2014 com o do trimestre precedente observamos que a queda foi mais ligeira (-0,9%).
O rácio de crédito vencido neste sector institucional mantém-se com tendência crescente, atingindo os 5,7% no período em referência. Esta percentagem é superior em 0,8 p.p. à registada em setembro de 2013 e em 0,3 p.p. se comparada com o trimestre anterior. O montante de crédito malparado neste sector atingia em setembro de 2014 os 185,9 milhões de euros (+8,3 milhões de euros que em junho de 2014). O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para “consumo e outros fins” (17,9%) do que no segmento da “habitação” (3,0%), embora face ao trimestre anterior se deva referir que houve um agravamento em ambos os casos de +0,7 p.p. e +0,1 p.p. respetivamente.
Comparativamente ao país, os rácios de crédito vencido no segmento de “habitação” e no “consumo e outros fins” são superiores na RAM em 0,2 p.p. e 3,8 p.p., respetivamente.
Quanto ao número de devedores do sector institucional das famílias, verificou-se um aumento de 0,2% em relação ao 2º trimestre de 2014 impulsionado pelo segmento do “consumo e outros fins” (+0,6%). O número de devedores do segmento “habitação” manteve a tendência decrescente (-0,3%) já manifestada nos trimestres precedentes. No 3º trimestre de 2014 estavam contabilizados cerca de 50,2 mil devedores com crédito à “habitação” e 88,0 mil com crédito para “consumo e outros fins”.
Por sua vez, os depósitos e equiparados nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de setembro de 2014, um volume de 5,2 mil milhões de euros, valor inferior em cerca de 4,5% ao observado no 3º trimestre de 2013, constatando-se face ao trimestre anterior um decréscimo de 0,5%. A parcela mais representativa dos depósitos - as poupanças dos particulares (incluindo emigrantes) - também registou uma queda homóloga de 1,0% (37 milhões de euros), mas face ao trimestre anterior observou-se um ligeiro crescimento de 0,6% (mais 20 milhões de euros de “emigrantes” e mais 2 milhões de euros dos restantes particulares). No final de setembro de 2014, o volume de poupanças deste grupo atingia os 3,7 mil milhões de euros.