No 3º trimestre de 2015

Rácios de crédito vencido das sociedades não financeiras e das famílias caíram face ao trimestre anterior. Depósitos bancários diminuíram

Segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal, no final do 3º trimestre de 2015, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras era de 2,6 mil milhões de euros, menos 747 milhões de euros que no final de setembro de 2014 e menos 353 milhões que em junho de 2015. Por sua vez, o rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras fixou-se em 20,3% no final do 3º trimestre de 2015, menos 0,3 pontos percentuais (p.p.) que no trimestre anterior. Note-se que em setembro de 2014, o rácio de crédito vencido na Região era inferior (19,9%).  Comparativamente ao 2º trimestre de 2015, o diferencial face ao país diminuiu em 0,8 p.p., cifrando-se no final de setembro de 2015 em 3,8 p.p. Esta variação reflete não só a redução deste rácio na RAM, mas também o seu aumento a nível nacional (de 16,0% em junho para 16,5% em setembro).  O montante de crédito malparado no âmbito das sociedades não financeiras com sede na Região situava-se no período de referência em 527,2 milhões de euros (-80,5 milhões de euros que em junho de 2015).

No sector das famílias assistiu-se igualmente a uma redução, em termos homólogos, no saldo dos empréstimos concedidos, da ordem dos 142 milhões de euros (-4,4%), cifrando-se o saldo dos empréstimos a este sector institucional, em setembro de 2015, nos 3,1 mil milhões de euros. Quando comparado o saldo do final do 3º trimestre de 2015 com o do trimestre precedente observa-se uma queda de 30 milhões de euros (-1,0%).

O rácio de crédito vencido neste sector institucional decresceu face ao trimestre anterior pela segunda vez consecutiva, fixando-se nos 5,8% no período em referência. Este recuo foi de 0,2 p.p., mas se a comparação for estabelecida com o período homólogo, observa-se que o referido rácio é superior em 0,1 p.p.. O montante de crédito malparado neste sector atingia em setembro de 2015 os 181,0 milhões de euros (-8,0 milhões de euros que em junho de 2015). O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para “consumo e outros fins” (17,5%) do que no segmento da “habitação” (3,3%), embora face ao trimestre anterior se deva referir que houve um ligeiro aumento no segmento da “habitação” de 0,1 p.p. e uma diminuição no segmento para “consumo e outros fins” de 1,8 p.p..

Comparativamente ao país, os rácios de crédito vencido no segmento de “habitação” e no “consumo e outros fins” são superiores na RAM em 0,4 p.p. e 2,7 p.p., respetivamente.

Quanto ao número de devedores do sector institucional das famílias, verificou-se um aumento de 0,1% em relação ao 2º trimestre de 2015 impulsionado pelo segmento do “consumo e outros fins” (+0,4%). O número de devedores do segmento “habitação” manteve a tendência decrescente (-0,2%) já manifestada nos trimestres precedentes. No 3º trimestre de 2015 estavam contabilizados cerca de 49,5 mil devedores com crédito à “habitação” e 86,1 mil com crédito para “consumo e outros fins”.

Por sua vez, os depósitos e equiparados nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de setembro de 2015, um volume de 5,1 mil milhões de euros, valor inferior em cerca de 2,5% ao observado no 3º trimestre de 2014, constatando-se face ao trimestre anterior um decréscimo de 2,1%.

A parcela mais representativa dos depósitos - as poupanças dos particulares (incluindo emigrantes) - também registou uma queda homóloga de 4,6% (172 milhões de euros), embora a queda face ao trimestre anterior tenha sido mais expressiva (5,1%, ou seja, 191,0 milhões de euros). No final de setembro de 2015, o volume de poupanças deste grupo aproximava-se dos 3,6 mil milhões de euros.

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