Índice de Custo do Trabalho aumentou 4,1% face ao trimestre homólogo
No 2.º trimestre de 2018, o Índice de Custo do Trabalho (ajustado de dias úteis) registou um acréscimo de 4,1% em relação ao mesmo período de 2017 (-1,5% no trimestre anterior).
A variação deste Índice resultou do efeito conjugado das variações ocorridas nas suas duas principais componentes:
Os custos salariais (por hora efetivamente trabalhada) aumentaram 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, resultado essencialmente explicado pelo acréscimo do custo médio por trabalhador e um decréscimo no número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador. Os custos salariais incluem o salário base, prémios e subsídios regulares, prémios e subsídios irregulares (subsídio de férias, subsídio de Natal; prémios de fim do ano/distribuição de lucros; outros prémios e subsídios pagos com caráter irregular), pagamento por trabalho extraordinário e pagamento em géneros.
Os outros custos (não salariais, também por hora efetivamente trabalhada) registaram um acréscimo homólogo de 3,9%, por via também do aumento de custo médio por trabalhador e diminuição das horas efetivamente trabalhadas por trabalhador. Os outros custos incluem indemnizações por despedimento, encargos legais a cargo da entidade patronal (contribuição patronal para a Segurança Social; seguro de acidentes de trabalho e doenças profissionais), encargos convencionais, contratuais e facultativos (prestação complementar de reforma/invalidez; seguro de saúde; seguro de vida/acidentes pessoais; prestações sociais pagas diretamente ao/à trabalhador/a em caso de ausência por doença).
A nível nacional, o valor daquele índice registou igualmente um acréscimo homólogo de 3,2%: +3,0% na componente dos custos salariais e +3,9% nos outros custos.