Em 2019
Saldo migratório mais positivo determinou crescimento da população residente na RAM pela primeira vez desde 2011
De acordo com as Estimativas da População Residente, em 31 de dezembro de 2019, residiam na Região Autónoma da Madeira (RAM) 254 254 pessoas, das quais 118 669 homens e 135 585 mulheres. Após 8 anos de sucessivos decréscimos, a Região volta a registar um aumento populacional, ainda que ligeiro, de 309 pessoas face a 2018, correspondente a uma taxa de crescimento efetivo positiva, de +1,2‰ (-1,7‰ em 2018).
O valor do saldo migratório em 2019 (+1 097), que continuou positivo e superior ao de 2018 (+388), foi determinante para o aumento da população residente da Região neste ano, impulsionado pelo regresso dos emigrantes da Venezuela à RAM. Pese embora a evolução favorável do saldo natural, que em 2019 (-788) revelou-se menos negativo que em 2018 (-811), foi a evolução verificada no saldo migratório, crescentemente positivo desde 2017, que provocou a inversão da tendência decrescente da população residente na RAM, que durou entre 2011 e 2018 (os 8 anos atrás referidos).
É de salientar que 5 dos 11 municípios da RAM – Santa Cruz (11,9‰), Ponta do Sol (5,7‰), Porto Santo (5,0‰), Ribeira Brava (1,9‰) e Calheta (0,2‰) – apresentaram taxas de crescimento efetivas positivas. Os maiores decréscimos populacionais em termos relativos foram observados nos municípios de Santana (-5,8‰), Machico (-5,6‰) e do Porto Moniz (-3,4‰).

Em 2019, a densidade populacional da RAM era de 317,2 habitantes por Km2. O Funchal foi o município a registar o maior valor (1 365,9 Hab/Km2), contrastando com o Porto Moniz, que apresentava o valor mais baixo (28,2 Hab/Km2).
A proporção de jovens (população com menos de 15 anos) continuou a diminuir em 2019, representando 13,1% da população total (13,5%, em 2018). A proporção de idosos (população com 65 ou mais anos) manteve também a tendência crescente dos últimos anos, atingindo 17,0% da população residente (16,7%, em 2018). Em consequência, o índice de envelhecimento continuou a aumentar, fixando-se em 129,5 pessoas idosas por cada 100 jovens (123,6 em 2018). Os valores mais elevados deste indicador registaram-se em São Vicente (263,0), Santana (255,4) e Porto Moniz (237,2); os valores mais baixos foram observados em Santa Cruz (76,0) e Câmara de Lobos (80,8).
Em 2019, o número médio de filhos por mulher, traduzido pelo índice sintético de fecundidade, manteve-se igual ao de 2018, nos 1,15 filhos por mulher, bastante abaixo do valor necessário para assegurar a substituição das gerações (2,1 filhos por mulher).