A DREM divulga hoje no seu portal a publicação “Estatísticas Demográficas da Região Autónoma da Madeira 2020” e atualiza a série retrospetiva da demografia com a informação de 2020.
Destacam-se os principais resultados:
População Residente – Decréscimo da população em 2020
Em 2020, a população residente na Região Autónoma da Madeira (RAM) foi estimada em 253 923 pessoas (118 524 homens e 135 399 mulheres) – valor mais baixo desde 2003 – representando um decréscimo da população residente de 331 pessoas face a 2019.
A taxa de crescimento efetivo foi negativa, -1,3‰ (+1,2‰ em 2019), resultado de uma taxa de crescimento natural negativa, -3,4‰, que se sobrepôs à taxa de crescimento migratório positiva, +2,1‰.
A proporção de jovens (menos de 15 anos) continuou a diminuir, representando 12,8% da população total (13,1%, em 2019).
A proporção de idosos (65 anos ou mais) manteve também a tendência crescente dos últimos anos, atingindo 17,4% da população residente (17,0%, em 2019).
Em consequência, o índice de envelhecimento continua a aumentar e sem sinais de abrandamento, fixando-se no valor mais elevado alguma vez registado na Região, 136 pessoas idosas por cada 100 jovens (130 em 2019).
Natalidade e Fecundidade – Baixo número de nados-vivos coloca a Região ainda mais longe de assegurar a substituição das gerações
Em 2020, registaram-se 1 860 nados-vivos, filhos de mães residentes na RAM, menos 1,6% (31 crianças) que em 2019, o que corresponde a uma taxa bruta de natalidade de 7,3 nados-vivos por mil habitantes, inferior à de 2019 (7,4 nados-vivos por mil habitantes).
O índice sintético de fecundidade baixou de 1,15 filhos por mulher em idade fértil (15-49 anos) em 2019 para 1,14 em 2020, ficando ainda mais abaixo do valor necessário para assegurar a substituição das gerações (2,1 filhos por mulher).
A idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho aumentou, de 30,1 anos em 2019 para 30,4 anos em 2020, e a idade média da mãe ao nascimento de um filho também aumentou ligeiramente, de 32,0 para 32,1 anos.
Cerca de 60% dos nados-vivos nasceram fora do casamento: 36,4% com coabitação dos pais e 23,2% sem coabitação dos pais.
Mortalidade – Número de óbitos em 2020 aumentou face a 2019
Em 2020, registaram-se 2 713 óbitos de residentes na RAM, mais 34 (+1,3%) do que em 2019. A taxa bruta de mortalidade atingiu 10,7‰, valor ligeiramente superior ao observado em 2019 (10,5‰) e o mais elevado desde 2002 (igualando a taxa observada nesse ano e em 2018).
O número de óbitos foi mais elevado nos meses de inverno (em média, 235 óbitos mensais) e menor nos meses de verão (em média, 208 óbitos mensais).
Ocorreram 6 óbitos de crianças com menos de 1 ano, mais 1 que em 2019.
A taxa de mortalidade infantil foi de 3,2 óbitos por mil nados-vivos, aumentando face ao valor registado em 2019 (2,6 óbitos por mil nados-vivos).
No triénio 2018-2020, a esperança média de vida à nascença para a população residente na RAM foi estimada em 78,52 anos, 74,63 anos para os homens e 81,52 anos para as mulheres.
A esperança média de vida aos 65 anos para o total da população residente na RAM foi de 17,72 anos. Os homens com 65 anos podem esperar viver em média mais 15,08 anos e as mulheres mais 19,46 anos.
Nupcialidade e Divorcialidade
Casamentos – Número de casamentos realizados em 2020 foi o mais baixo desde que há registo
Em 2020, realizaram-se 612 casamentos, diminuindo 36,6% face ao ano transato (966 casamentos) e atingindo o valor mais baixo desde 1970.
A taxa bruta de nupcialidade baixou consideravelmente, atingindo um mínimo histórico de 2,4 casamentos por mil habitantes.
Foram celebrados 19 casamentos de pessoas do mesmo sexo (22 em 2019), 12 entre pessoas do sexo masculino e 7 entre pessoas do sexo feminino.
Casou-se mais em outubro (87 casamentos) e menos em abril (1 casamento).
A idade média ao casamento aumentou consideravelmente em apenas um ano, 2,5 anos para os homens e 1,9 anos para as mulheres, situando-se em 40,0 anos para os homens e 36,8 para as mulheres (37,5 e 34,9 anos, respetivamente, em 2019).
60,3% dos casamentos celebrados foram “primeiros casamentos” (ambos os nubentes eram solteiros).
85,8% dos casamentos entre pessoas de sexo oposto foram realizados pelo civil e 14,2% pelo rito católico.
Em 63,2% dos casamentos realizados em 2020 os nubentes já possuíam residência anterior comum.
Divórcios – Número de divórcios foi o mais baixo dos últimos 19 anos
Em 2020, foram decretados 511 divórcios, menos 29 do que em 2019, o que corresponde a uma taxa bruta de divorcialidade de 2,0‰.
Dos divórcios decretados, 509 diziam respeito a divórcios entre pessoas de sexo oposto e 2 entre pessoas do mesmo sexo (1 masculino e 1 feminino).
A idade média ao divórcio era de 47,6 anos para os homens e de 44,3 anos para as mulheres.
Dos divórcios decretados, apenas 23,7% resultaram de casamentos com duração superior a 24 anos.
População Estrangeira – Residentes estrangeiros na Região atingem máximo dos últimos 13 anos
A 31 de dezembro de 2020, a população estrangeira residente na Região totalizava 9 455 pessoas (mais 10,1% que em 2019), distribuídas apenas entre detentoras de títulos de residência, não tendo sido registados detentores de vistos de longa duração.
Os nacionais da Venezuela (24,5%), Reino Unido (14,2%), Brasil (9,5%) e Alemanha (6,6%) continuam a representar as principais comunidades estrangeiras a residirem na Região.
As nacionalidades venezuelana e inglesa apresentaram os maiores incrementos no número de estrangeiros detentores de títulos de residência a residir na Região, +12,2% (2 066 em 2019 para 2 319 em 2020) e +21,8% (1 102 em 2019 para 1 342 em 2020), respetivamente.