Em 2023
Número de nados-vivos, óbitos e casamentos diminuíram relativamente a 2022
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje os dados definitivos de nados-vivos, óbitos e casamentos de 2023.
Os dados apresentados são referentes a 2023 e apurados com base em informação registada nas Conservatórias do Registo Civil até março de 2024. Sublinha-se, ainda, que a informação relativa aos óbitos de 2023 está sujeita a revisões após a codificação das causas de morte do respetivo ano.
Os resultados definitivos das estatísticas demográficas de 2023 indicam para a Região um saldo natural negativo de 1 040 indivíduos, resultante de um número de nados-vivos (1 747) inferior ao número de óbitos (2 787). Em 2022, o saldo natural havia sido igualmente negativo, embora mais expressivo, -1 345 indivíduos (1 758 nados-vivos e 3 103 óbitos).
Nascimentos – A idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho manteve-se em 30,5 anos
Em 2023, registaram-se 1 747 nados-vivos, filhos de mães residentes na Região, menos 0,6% (11 crianças) do que em 2022.
O maior registo de nascimentos ocorreu em novembro (182) e o menor em junho (123).
Das 1 747 crianças nascidas em 2023, 52,8% eram do sexo masculino, representando uma relação de masculinidade à nascença de 112, ou seja, por cada 100 crianças do sexo feminino nasceram cerca de 112 do sexo masculino. No País, este valor situou-se nos 104.
Dando continuidade a uma tendência que já vem desde 2016, a maior parte dos nascimentos registados em 2023 ocorreram fora do casamento, constituindo 62,7% do total (59,5% no País): 42,1% de pais que viviam em coabitação e 20,7% de pais que não viviam em coabitação.
A maior concentração de nascimentos deu-se para mães com idades superiores a 29 anos (66,2%), percentagem superior à nacional (65,2%). De notar que as mães com idades compreendidas entre 30 e 39 anos foram responsáveis por 57,0% do total de nascimentos averbados neste ano.
A proporção de nados-vivos de mães com 40 ou mais anos foi ligeiramente inferior à de 2022 (9,4% em 2022 e 9,3% em 2023), tendo o número de nados-vivos de mães deste grupo etário diminuído de 166 para 162. O número de nados-vivos de mães adolescentes (19 ou menos anos) aumentou de 25 em 2022 para 28 em 2023 (1,4% em 2022 e 1,6% em 2023).
Em média, as mães residentes na Região tiveram o primeiro filho aos 30,5 anos, valor igual ao ano anterior. Ao nascimento dos filhos (independentemente da ordem de nascimento), as mães tinham 32,3 anos, em média.
Óbitos – Janeiro foi o mês com mais óbitos no ano de 2023
Em 2023, registaram-se 2 787 óbitos, menos 316 do que em 2022 (3 103 óbitos), representando uma quebra de 10,2%. Da totalidade de óbitos registados neste ano, 81,1% ocorreu para indivíduos com 65 ou mais anos (86,4% no País) e 52,6% para indivíduos com idades iguais ou superiores a 80 anos (60,1% em Portugal).
O número de óbitos variou ao longo dos meses do ano. O registo mais alto ocorreu no mês de janeiro (291 óbitos) e o mais baixo no mês de novembro (182 óbitos).
Em 2023, ocorreram 1 366 óbitos de homens (49,0%) e 1 421 de mulheres (51,0%). Desde o início do século, só a partir de 2010 é que o número de óbitos de mulheres passou a superar o de homens, com exceção do ano de 2016.
No ano em referência, contabilizou-se 1 óbito de um bebé com menos de 1 ano (3 em 2022) e 5 óbitos fetais de mães residentes na RAM (7 em 2022). Em consequência, a taxa de mortalidade infantil diminuiu para 0,6 óbitos por mil nados vivos (1,7 em 2022), valor abaixo da média nacional (2,5 óbitos por mil nados vivos).
Casamentos – Idade média ao primeiro casamento aumentou em 2023
Na RAM, em 2023, realizaram-se 1 137 casamentos, o que representa uma ligeira quebra de 0,2% relativamente ao ano transato (1 139 casamentos). Do total de casamentos observados neste período, 94,6% foram celebrados entre pessoas de sexo oposto, tendo os restantes 5,4% sido celebrados entre pessoas do mesmo sexo (61 no total: 38 entre pessoas do sexo masculino e 23 entre pessoas do sexo feminino). Salienta-se que o número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, tanto do sexo masculino como do feminino, é o mais elevado desde que passou a ser permitida esta modalidade no registo civil, em 2010.
O número de casamentos variou ao longo dos meses do ano, atingindo o valor mais alto no mês de setembro (163 casamentos). O menor número de casamentos ocorreu no mês de fevereiro, tendo sido celebrados 50 casamentos.
Os dados revelam ainda que 68,9% dos casamentos oficializados em 2023 diziam respeito a “primeiros casamentos”. De notar que em 70,2% dos casamentos, os nubentes já partilhavam residência antes do casamento. Segundo o regime de bens, em 62,6% dos casamentos optou-se pelo regime de comunhão de adquiridos.
Quanto à forma de celebração dos casamentos entre pessoas do sexo oposto, 76,4% foram realizados pelo civil e 23,3% pelo rito católico.
A idade média ao primeiro casamento ascendeu a 33,5 anos para as mulheres e a 35,4 anos para os homens (respetivamente, 33,4 e 34,9 anos em 2022).
Em 2023, ocorreram 1 009 dissoluções de casamento por morte do cônjuge, menos 93 do que em 2022. Destas resultaram 258 viúvos e 751 viúvas. A dissolução do casamento por morte do cônjuge afeta sobretudo as mulheres, devido à maior esperança de vida feminina.
