[Nota: O valor da população masculina foi corrigido para 120 996 pessoas.]
Em 2023
População residente na Região Autónoma da Madeira ultrapassou as 256 mil pessoas, registando o maior aumento dos últimos cinco anos
Em 31 de dezembro de 2023, a população residente da Região Autónoma da Madeira (RAM) foi estimada em 256 622 pessoas (120 996 homens e 135 626 mulheres). A Região manteve, pelo quinto ano consecutivo, a tendência de crescimento populacional, com mais 2 552 pessoas face a 2022 (254 070 pessoas, 119 404 homens e 134 666 mulheres). De notar que este foi o aumento mais expressivo dos últimos cinco anos, sendo que o total da população residente atinge o valor mais alto desde 2015.
O saldo migratório (diferença entre os que vieram de fora para residir na Região e os que saíram, deixando de ser residentes cá) registado em 2023 (+3 592) foi determinante para aumentar a população residente da Região neste ano, uma vez que se sobrepôs à evolução desfavorável do saldo natural (diferença entre nados-vivos e óbitos, que passou de -1 345 em 2022 para -1 040 em 2023).
A taxa de crescimento efetivo (que conjuga o efeito migratório com o efeito natural) foi positiva, +10,0‰ (+5,4‰ em 2022). Para esta taxa contribuiu essencialmente o valor positivo da taxa de crescimento migratório (+14,1‰), que se sobrepôs à taxa de crescimento natural negativa (-4,1‰).
Os maiores acréscimos populacionais em termos relativos foram observados nos municípios do Porto Santo (37,0‰) e São Vicente (21,3‰). É de salientar que todos os municípios apresentaram uma taxa de crescimento efetivo positiva.
Em 2023, a densidade populacional da RAM era de 320,3 habitantes por Km2. O Funchal foi o município a registar o maior valor (1 411,2 Hab/Km2), contrastando com o Porto Moniz, que apresentava o valor mais baixo (30,5 Hab/Km2).
A proporção de jovens (população com menos de 15 anos) voltou a diminuir em 2023, representando 12,2% da população total (12,5%, em 2022). A proporção de idosos (população com 65 ou mais anos) manteve a tendência crescente dos últimos anos, atingindo 20,9% da população residente (20,5% em 2022). Em consequência, o índice de envelhecimento, que relaciona o número de idosos por cada 100 jovens, voltou a aumentar, fixando-se em 171,5 pessoas idosas por cada 100 jovens (164,4 em 2022). Os valores mais elevados deste indicador registaram-se no Porto Moniz (338,9) e em Santana (301,9). Os valores mais baixos foram observados em Santa Cruz (109,1) e Câmara de Lobos (113,3), sendo que em todos os municípios o número de idosos supera o número de jovens.
A tendência de envelhecimento demográfico reflete-se na alteração do perfil das pirâmides etárias da Região ao longo da última década (2013-2023). Com efeito, pode observar-se, por um lado, o estreitamento da base da pirâmide, que traduz uma redução dos efetivos populacionais, por via da diminuição da natalidade, e, por outro, o alargamento do topo da pirâmide, que reflete o acréscimo do número de pessoas idosas, relacionado com o aumento da esperança de vida.

O número médio de filhos por mulher em idade fértil (15-49 anos), traduzido pelo índice sintético de fecundidade, baixou para 1,22 filhos por mulher (1,24 em 2022), permanecendo consideravelmente abaixo do valor necessário para assegurar a substituição das gerações (2,1 filhos por mulher em idade fértil).
Em 2023, registaram-se 1 747 nados-vivos, filhos de mães residentes na Região, menos 11 crianças do que em 2022, correspondendo a uma taxa bruta de natalidade de 6,8 nados-vivos por mil habitantes (6,9‰, em 2022).
Nesse ano, registaram-se 2 787 óbitos de residentes na Região, menos 317 óbitos (-10,2%) do que em 2022. A taxa bruta de mortalidade atingiu 10,9 por mil habitantes, valor inferior ao observado em 2022 (12,3‰).
A taxa bruta de nupcialidade manteve-se em 4,5 casamentos por mil habitantes, em 2023. A taxa bruta de viuvez baixou relativamente a 2022 (4,4 viúvos por mil habitantes em 2022 e 4,0 em 2023).
