DREM divulga a publicação “Estatísticas Demográficas da Região Autónoma da Madeira 2023” e atualiza a série retrospetiva da Demografia
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibiliza a publicação das “Estatísticas Demográficas da Região Autónoma da Madeira 2023” e atualiza a série retrospetiva, incorporando nesta edição toda a informação demográfica divulgada ao longo deste ano. Estes dados podem ser também consultados no dashboard da Demografia.
Destacam-se os principais resultados:
População Residente – População aumentou em 2023
Em 2023, a população residente na Região Autónoma da Madeira (RAM) foi estimada em 256 622 pessoas (120 996 homens e 135 626 mulheres), representando um acréscimo da população residente de 2 552 pessoas face a 2022.
A taxa de crescimento efetivo foi positiva, 10,0‰ (5,4‰ em 2022), resultado de uma taxa de crescimento migratório positiva (14,1‰) que se sobrepôs à taxa de crescimento natural negativa (-4,1‰).
A proporção de jovens (menos de 15 anos) voltou a diminuir, representando 12,2% da população total (12,5% em 2022).
A proporção de idosos (65 anos ou mais) manteve a tendência crescente dos últimos anos, atingindo 20,9% da população residente (20,5% em 2022).
Em consequência, o índice de envelhecimento continua a aumentar e sem sinais de abrandamento, fixando-se num máximo de 172 pessoas idosas por cada 100 jovens (164 em 2022).
Natalidade e Fecundidade – Menos nados-vivos em 2023
Em 2023, registaram-se 1 747 nados-vivos, filhos de mães residentes na RAM, menos 11 crianças do que em 2022, o que corresponde a uma taxa bruta de natalidade de 6,8 nados-vivos por mil habitantes (6,9 em 2022).
O índice sintético de fecundidade baixou de 1,24 filhos por mulher em idade fértil (15-49 anos) em 2022 para 1,22 em 2023, continuando abaixo do valor necessário para assegurar a substituição das gerações (2,1 filhos por mulher).
A idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho, manteve-se nos 30,5 anos em 2023, e a idade média da mãe ao nascimento de um filho (independentemente da ordem de nascimento) aumentou ligeiramente, de 32,2 para 32,3 anos.
Cerca de 63% dos nados-vivos nasceram fora do casamento: 42,1% com coabitação dos pais e 20,7% sem coabitação dos pais.
Mortalidade e Esperança de vida – Número de óbitos diminuiu face a 2022
Em 2023, registaram-se 2 787 óbitos de residentes na RAM, menos 317 óbitos (-10,2%) do que em 2022. A taxa bruta de mortalidade atingiu 10,9‰, valor inferior ao observado em 2022 (12,3‰).
O número de óbitos foi mais elevado nos meses de inverno (em média, 259 óbitos mensais) e menor nos meses de verão (em média, 226 óbitos mensais).
Ocorreu 1 óbito com menos de 1 ano, menos 2 óbitos que no ano anterior. A taxa de mortalidade infantil foi de 0,6 óbitos por mil nados-vivos, diminuindo face ao valor registado em 2022 (1,7 óbitos por mil nados-vivos).
No triénio 2021-2023, a esperança de vida à nascença para a população residente na Região foi estimada em 79,07 anos: 75,44 anos para os homens e 81,92 anos para as mulheres.
A esperança média de vida aos 65 anos para o total da população residente na RAM foi de 18,37 anos. Os homens com 65 anos poderão esperar viver em média mais 16,00 anos e as mulheres mais 19,97 anos.
Nupcialidade – Número de casamentos realizados em 2023 diminuiu ligeiramente face ao ano anterior
Em 2023, realizaram-se 1 137 casamentos, menos 2 casamentos face ao ano transato (-0,2%).
A taxa bruta de nupcialidade situou-se em 4,5 casamentos por mil habitantes, valor igual ao observado em 2022.
Foram celebrados 61 casamentos entre pessoas do mesmo sexo (29 em 2022), 38 entre pessoas do sexo masculino e 23 entre pessoas do sexo feminino.
Casou-se mais em setembro (163 casamentos) e menos em fevereiro (50 casamentos).
A idade média ao primeiro casamento aumentou relativamente a 2022, situando-se em 35,4 anos para os homens e 33,5 para as mulheres (34,9 e 33,4 anos, respetivamente, em 2022).
68,9% dos casamentos celebrados foram “primeiros casamentos” (ambos os nubentes eram solteiros).
Em 70,2% dos casamentos realizados em 2023 os nubentes já possuíam residência anterior comum.
76,4% dos casamentos entre pessoas de sexo oposto foram realizados pelo civil e 23,3% pelo rito católico.
Divorcialidade – Número de divórcios diminuiu relativamente a 2022
Em 2023, foram decretados 520 divórcios, menos 33 do que em 2022, o que corresponde a uma taxa bruta de divorcialidade de 2,0‰ (2,2‰ em 2022).
Dos divórcios decretados, a grande maioria dizia respeito a divórcios entre pessoas de sexo oposto; apenas se registaram 2 divórcios entre pessoas do sexo masculino.
A idade média ao divórcio era de 49,0 anos para os homens e de 46,6 anos para as mulheres (48,2 anos e 45,8 anos em 2022, respetivamente).
Dos divórcios decretados em 2023, 72,9% resultaram de casamentos com duração superior ou igual a 10 anos, enquanto 27,1% decorreram de uniões com menos de 10 anos.
População Estrangeira – Residentes estrangeiros na Região atingem máximo dos últimos 16 anos
A 31 de dezembro de 2023, a população estrangeira residente na Região totalizava 14 060 pessoas, representando um aumento de 19,2% face a 2022 (+2 267 pessoas).
A população estrangeira distribuía-se maioritariamente entre detentores de títulos de residência (14 059), tendo sido registado apenas um detentor de visto de longa duração, mais precisamente, uma mulher nacional da Macedónica.
Os nacionais da Venezuela (15,5%), Reino Unido (10,3%), Brasil (10,3%), Alemanha (10,0%) e Itália (5,2%) continuam a representar as principais comunidades estrangeiras a residir na Região.
A nacionalidade brasileira apresentou o maior incremento no número de estrangeiros detentores de títulos de residência entre 2022 e 2023, mais 34,3% (1 080 em 2022 para 1 450 em 2023), contribuindo com 3,1 pontos percentuais para o aumento de 19,2% acima referido.
Os municípios onde a população estrangeira tem maior peso no total dos seus residentes são: Calheta (11,9%), Porto Santo (10,0%), Ponta do Sol (6,9%) e Funchal (6,9%).