Em 2014
Número de nascimentos, casamentos e óbitos diminuem face a 2013.
Os resultados definitivos das estatísticas demográficas de 2014 indicam um saldo natural negativo de 993 indivíduos (-597 em 2013).
Neste ano, registaram-se 1 739 nados vivos filhas/os de mães residentes na Região Autónoma da Madeira (RAM), menos 5,4% que em 2013. Das crianças nascidas em 2014, 50,5% eram do sexo masculino, o que se traduz numa relação de masculinidade à nascença de cerca de 102,2%. No que respeita à idade das mães, constata-se que 37,0% dos nados vivos eram filhas/os de mulheres com idade inferior a 30 anos. As mães com idades compreendidas entre os 30 e os 34 anos foram as responsáveis por 33,2% dos nascimentos averbados neste ano, não havendo registo de nados vivos de mães com menos de 15 anos.
Em 2014, ocorreram 2 732 óbitos, significando um acréscimo de 12,2% face a 2013 (2 436). Da totalidade de óbitos registados, 93,1% ocorreram em indivíduos com 50 ou mais anos, sendo 62,0% indivíduos acima dos 75 anos. O número de óbitos variou ao longo dos vários meses do ano, atingindo os valores mais elevados nos meses de janeiro e fevereiro (320 e 252 óbitos, respetivamente) e o valor mais baixo no mês de julho (184 óbitos).
No ano em referência, ocorreram 8 óbitos de crianças com menos de 1 ano (mais 3 que 2013) e 4 óbitos fetais de mães residentes na RAM (3 em 2013). Em consequência, a taxa de mortalidade infantil fixou-se em 4,6 óbitos por mil nados vivos (2,7 em 2013).
Na RAM, em 2014, realizaram-se 753 casamentos, o que representa uma diminuição de 5,0% relativamente ao ano transato (793 em 2013). Do total de casamentos observados neste período, 99,5% foram celebrados entre pessoas de sexo oposto, sendo que os restantes celebraram-se entre pessoas do mesmo sexo, todos do sexo masculino. Os meses de verão (junho a setembro) continuam a merecer a preferência para casar (47,9% do total de casamentos), sendo setembro mês de eleição (108). Em situação oposta, encontra-se o mês de fevereiro com apenas 30 casamentos. Os dados revelam ainda que 71,8% dos casamentos oficializados no ano anterior diziam respeito a “primeiros casamentos” e que em 54,2% dos mesmos, os nubentes já possuíam residência comum. Quanto à forma de celebração dos casamentos entre pessoas de sexo oposto, 38,5% foram celebrados pelo rito católico (35,8% em 2013).