A DREM divulga hoje no seu portal a publicação “Estatísticas da Saúde de Região Autónoma da Madeira 2017” e a “Série Retrospetiva da Saúde 1979-2017”
A DREM divulga hoje no seu portal a publicação “Estatísticas da Saúde de Região Autónoma da Madeira 2017”, que compila um conjunto de dados estatísticos sobre a Saúde na Região Autónoma da Madeira (RAM), segmentada em diferentes capítulos, como sejam: Pessoal de Saúde, Hospitais, Farmácias, Vacinação, Partos e Mortalidade por Causas de Morte. A par da divulgação desta publicação, a DREM divulga também a “Série Retrospetiva da Saúde1979-2017”, ampliada com novos indicadores, sobre vacinação, interrupções voluntárias da gravidez, partos, morbilidade e mortalidade por causas de morte.
Apesar da informação divulgada nesta publicação se referir maioritariamente ao ano de 2017, o capítulo da Mortalidade por Causas de Morte contém também informação de 2016, já que não foi possível a sua integração na publicação de 2016, devido ao facto dos respetivos dados não terem sido disponibilizados pela entidade responsável (Direção Geral de Saúde) em tempo útil.
Faz-se notar ainda que o capítulo dos Hospitais (dados de 2017) está a ser disponibilizado pela primeira vez nesta edição, ao contrário dos restantes capítulos que já foram divulgados anteriormente, de forma autónoma e ao longo de 2018, à medida que a respetiva informação foi sendo apurada.
Destacam-se os principais resultados:
Pessoal de Saúde (2017)
Em 2017, na RAM estavam inscritos na Ordem dos Médicos 1 032 médicos, mais 64 (+6,6%) que no ano anterior (968 médicos). Em média, existiam na RAM 4,1 médicos por mil habitantes (3,8 em 2016).
A 31 de dezembro de 2017, na RAM estavam inscritos na respetiva ordem 193 médicos dentistas, mais 14 que em 2016 (179).
Em 2017, de acordo com a Ordem dos Enfermeiros, exerciam a sua atividade na RAM 2 221 enfermeiros. O número de enfermeiros per-capita fixou-se em 8,7 enfermeiros por cada 1 000 habitantes.
O número de farmacêuticos inscritos na respetiva Ordem, a exercer a atividade na RAM, aumentou, em 2017, 2,6% face a 2016 (229), situando-se em 235 profissionais. O número de farmacêuticos por mil habitantes situou-se em 0,9, valor igual ao de 2016.
Estabelecimentos de Saúde
Hospitais (2017)
Em 2017, existiam 9 hospitais na RAM: 3 oficiais e 6 particulares.
Contabilizaram-se 1 801 camas nos hospitais da RAM, correspondendo a um rácio de 7,1 camas por 1 000 habitantes.
Foram realizadas 309,1 mil consultas médicas na unidade de consulta externa dos hospitais, valor superior ao de 2016 (298,2 mil consultas).
O número de internados fixou-se em 25,1 mil indivíduos (25,7 mil em 2016), correspondendo a 546,8 mil dias de internamento.
Foram efetuadas cerca de 29,1 cirurgias (exceto pequenas cirurgias) por dia nos hospitais da RAM.
Foram atendidas nas urgências 122,5 mil pessoas (132,5 mil em 2016).
Farmácias (2017)
Em 2017 existiam na RAM 65 farmácias, 1 posto farmacêutico móvel e 18 locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (valores iguais ao ano anterior). Em média, a RAM dispunha de 26 farmácias por 100 mil habitantes.
Vacinação (2017)
Em 2017, na RAM foram administradas a residentes na Região 93 429 inoculações de 38 tipos de vacinas, 49 289 no âmbito do Plano Regional de Vacinação (PRV) e 44 140 no Exta PRV.
Considerando o tipo de vacina administrada e excluindo a vacina contra a tuberculose, que desde 2016 é recomendada apenas para grupos de risco, a taxa de cobertura vacinal na RAM variou, em 2017, entre os 97,8% e os 98,9%, para as vacinas administradas no primeiro ano de vida, e entre os 97,3% e os 98,7%, para as aplicadas durante o segundo ano de vida. Aos 6 anos, a referida taxa estava compreendida entre os 94,6% e os 98,4% e aos 11 anos entre os 77,1% e os 92,4%.
Partos (2017)
Em 2017, contabilizaram-se 1 936 partos de parturientes residentes na RAM, significando um acréscimo de 6,0% face a 2016 (mais 110 partos), 25 dos quais gemelares.
77,4% dos partos foram de mães com idade entre os 25 e os 39 anos.
Mortalidade por Causas de Morte (2016 e 2017)
Em 2017, ocorreram 2 514 óbitos de residentes na RAM, o que correspondeu a uma diminuição de 3,8% face a 2016 (2 614 óbitos).
Em 2017, as doenças do aparelho circulatório constituíram a principal causa básica de morte na RAM, com registo de 689 dos óbitos, ou seja, 27,4% do total (28,1% em 2016).
Os tumores malignos constituíram-se como a segunda causa básica de morte na RAM em 2017, com registo de 588 óbitos, o que correspondeu a 23,4% da mortalidade na Região (21,5% em 2016). Evidenciam-se os óbitos por tumor maligno da laringe e traqueia/brônquios/pulmão, que vitimaram 109 pessoas (4,3% do total de óbitos).
As mortes causadas por doenças do aparelho respiratório foram a terceira causa básica de morte em 2017, registando 465 óbitos, isto é, 18,5% do total de mortes observadas na Região (20,3% no ano precedente). Destacam-se as pneumonias, que resultaram em 290 óbitos, 11,5% do total de óbitos.