DREM divulga estatísticas de rendimento para o ano de 2021 baseadas na declaração de IRS
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) dá continuidade à publicação, com periodicidade anual, de um conjunto de informação com base em dados fiscais anonimizados da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) relativos à Nota de liquidação do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS – Modelo 3). Estes dados, respeitantes ao ano de 2021 e desagregados por município, são obtidos ao abrigo de um protocolo celebrado entre o Instituto Nacional de Estatística (INE) e a AT.
Neste estudo são divulgados diversos indicadores relacionados com o rendimento bruto declarado (per se ou excluindo o IRS liquidado), por agregado fiscal ou sujeito passivo e também algumas variáveis que permitem avaliar a desigualdade da distribuição (coeficiente de Gini e o rácio P80/P20).
RAM em posição intermédia no ranking das 7 regiões NUTSII ao nível da mediana do rendimento bruto declarado por agregado fiscal
No ano de 2021, foram contabilizados na Região 119 605 agregados fiscais e 163 977 sujeitos passivos. Ambas as variáveis apresentam crescimentos de 2,9% e 2,3%, respetivamente, face a 2020. No País, as variações foram, pela mesma ordem, de 1,6% e 1,1%.
No mesmo ano, o rendimento bruto declarado na Região Autónoma da Madeira (RAM) foi de cerca de 2 275,0 milhões de euros (+7,6% face ao ano anterior), o que se traduziu num valor médio por agregado fiscal de 19 021€. Por sua vez, a mediana (que consiste na identificação do valor central de um conjunto de números ordenados de modo crescente) do rendimento bruto declarado por agregado fiscal fixou-se nos 12 558€.
Em 2021, a média do rendimento bruto declarado deduzido do IRS liquidado por sujeito passivo foi de 12 486€ (+5,5% do que em 2020), enquanto a mediana se situou nos 10 061€ (+4,7%). A nível nacional, a média rondou os 12 503 € (+4,2% em comparação com o ano transato), enquanto a mediana (10 128 €, +4,8%) foi superior em 67 euros em relação à média regional.
No contexto das 7 regiões NUTS II, o ranking é liderado pela A.M. Lisboa (11 708€), que surge bastante destacada das restantes regiões (e que, pela sua dimensão, influencia de sobremaneira o valor nacional), seguida pela R.A. Açores (10 065€) e pela RAM (10 061€). O Norte regista a mediana mais baixa (9 417€), atrás do Algarve (9 497€), do Alentejo (9 917€) e do Centro (9 959€), com todas estas quatro regiões abaixo da fasquia dos 10 000€.

A.M. Lisboa com maior desigualdade medida pelo coeficiente de Gini, seguida das Regiões Autónomas
O coeficiente de Gini é um indicador de desigualdade na distribuição do rendimento que visa sintetizar num único valor a assimetria dessa distribuição. Assume valores entre 0% (quando todos os sujeitos passivos têm igual rendimento) e 100% (quando todo o rendimento se concentra num único sujeito passivo).
Em 2021, o coeficiente de Gini do rendimento bruto declarado deduzido do IRS liquidado por sujeito passivo era de 37,1% na Região (36,1% no País), tendo aumentado 0,2 pontos percentuais face a 2020. Por regiões, Alentejo (32,5%) e Centro (33,4%) apresentam os coeficientes de Gini mais baixos, enquanto a A.M. Lisboa (37,5%), a RAM (37,1%) e a RAA (36,9%) registam os valores mais altos.
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