Direção Regional de Estatística da Madeira associa-se à comemoração do Dia Internacional da Educação
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje, no seu portal de internet, no âmbito do Dia Internacional da Educação, uma breve análise de indicadores estatísticos relativos à evolução do sistema educativo da Região, caracterizando ainda o nível de escolaridade da população residente na Região Autónoma da Madeira (RAM) e a sua relação com o mercado de trabalho. Os dados subjacentes provêm de diversas fontes de informação, nomeadamente, do Observatório da Educação da RAM (OERAM), da Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da DREM.
O sistema educativo regional
Nos últimos 10 anos verificou-se uma tendência decrescente relativamente ao número de estabelecimentos de ensino na RAM a ministrar os níveis de ensino não superior, desde o pré-escolar até ao ensino secundário. Esta tendência é justificada pela diminuição do número de alunos matriculados em cada nível de ensino, com exceção do Ensino superior, que registou um aumento no número de alunos inscritos;
Na última década, o número de alunos inscritos no Ensino superior aumentou cerca de 16%, enquanto nos níveis de ensino não superior registaram-se decréscimos no número de alunos matriculados;
A taxa real de escolarização aumentou nos últimos 10 anos em todos os níveis de ensino. No ano letivo de 2021/2022, a taxa real de escolarização no Ensino secundário atingiu o valor máximo da década, 84,4%;
No ano letivo de 2021/2022 foi registada uma taxa de escolarização no ensino superior de 16,0%;
A análise das taxas de transição/conclusão ao longo da última década, evidencia uma tendência crescente em todos os níveis de ensino. Na generalidade, as taxas diminuem à medida que aumenta o nível de ensino. Porém, desde o ano letivo 2019/2020 que as taxas de transição do Ensino básico - 2.º ciclo passaram a ser as mais elevadas;
Em 2021/2022, no ensino público, 94,1% dos docentes do Ensino básico - 2.º ciclo pertenciam ao Quadro;
No ano letivo 2021/2022, o pessoal não docente do ensino não superior era constituído por 3 831 pessoas, sendo 89,4% mulheres.
Nível de escolaridade e mercado de trabalho
Entre 2012 e 2022, o número de pessoas com o nível de ensino “Até ao básico - 3.º ciclo” diminuiu 21,5%. No ensino “Secundário e pós-secundário” e no ensino “Superior” a tendência foi contrária, tendo sido registado acréscimos de 54,4% e 67,3%, respetivamente;
Nos últimos 10 anos foi registada uma tendência de crescimento da população em idade ativa (idades compreendidas entre os 16 e os 89 anos) com níveis de escolaridade mais elevados, e a tendência foi inversa para os níveis de escolaridade mais baixos;
Entre 2012 e 2022, a população em idade ativa com habilitações “Até básico - 3.º ciclo” diminuiu 22,9%, com nível de ensino “Secundário e pós-secundário” aumentou de 51,4% e com o nível de ensino “Superior” aumentou 63,4%;
Ao longo da última década, ressalta o aumento da taxa de atividade com o aumento do nível de escolaridade, sendo em 2022 para os níveis de escolaridade “Até ao básico – 3.º ciclo”, “Secundário e pós secundário” e “Superior” de 48,5%, 71,8% e 85,1%, respetivamente.
Quanto maior o nível de escolaridade maior é a taxa de emprego. Em 2022, para os indivíduos com nível "Até ao ensino básico - 3.º ciclo”, a taxa de emprego foi de 45,1%, para os que tinham o “Secundário e pós-secundário” a taxa foi igual a 65,8% e para os que tinham o ensino “Superior” a taxa foi de 80,5%;
O ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem (TCO) é proporcional ao aumento do nível de escolaridade do trabalhador, refletindo a correlação positiva entre as qualificações e a remuneração no mercado de trabalho. Em 2021, o ganho médio mensal dos TCO com nível de habilitações inferior ao Ensino básico - 1.º ciclo foi de 979,30€, os que tinham o Ensino secundário 1 104,08€, os licenciados 1 896,51€ e os doutorados 2 437,34€;
Entre 2012 e 2022, registou-se uma diminuição significativa dos trabalhadores da Administração Pública Regional com habilitações “Até ao ensino básico” e um aumento daqueles com formação superior;
Em 2019, a maioria dos produtores agrícolas tinha o “Ensino básico - 1.º ciclo”, representando 47,2% do total de produtores, e 7,0% tinham formação de nível superior. Apenas 6,3% dos produtores “Não sabiam ler nem escrever”.