DREM divulga informação sobre inquérito excecional às empresas no âmbito da pandemia COVID-19
Na sequência de uma iniciativa das autoridades estatísticas nacionais (Instituto Nacional de Estatística e Banco de Portugal) está a ter lugar um Inquérito Rápido e Excecional às Empresas (COVID-IREE), dirigido a uma amostra de empresas de todo o país, incluindo algumas empresas com sede na Região Autónoma da Madeira (RAM).
O inquérito tem uma frequência semanal e uma duração indeterminada – manter-se-á ativo enquanto se justificar – sendo que a 1.ª semana de inquirição decorreu entre 6 e 10 de abril.
O objetivo do COVID-IREE é o de identificar alguns dos principais efeitos da pandemia COVID-19 na atividade das empresas, mais concretamente no seu volume de negócios e número de trabalhadores, questionando-se também se existiu a utilização de instrumentos de apoios públicos, as disponibilidades de liquidez, o recurso ao crédito e os preços praticados.
Na RAM, a coordenação da recolha de informação esteve a cargo da Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), sendo que a taxa de resposta global na referida semana foi de 84%, representando 94% do pessoal ao serviço (NPS) e 92% do volume de negócios (VNN) das empresas da amostra. Estas percentagens foram substancialmente superiores às verificadas no conjunto do país (54% na taxa de resposta global, representando 54% do NPS e 65% do VVN da amostra), pelo que a DREM enaltece e agradece a colaboração dos empresários madeirenses, solicitando que continuem a responder semanalmente ao COVID-IREE enquanto este permanecer ativo.
Note-se que o inquérito na sua génese teve como objetivo apurar dados para o país, não estando desenhado para apuramentos ao nível de Região, sendo que os dados apresentados para a RAM são os dados das respostas obtidas, sem qualquer extrapolação. Por essa razão também, o conjunto de informação divulgada é reduzido, mormente quando comparado com a informação disponibilizada para o país, pelo INE.
As principais conclusões relativas às empresas respondentes são as seguintes:
68% das empresas mantinham-se em produção ou em funcionamento e 29% temporariamente encerradas. A nível nacional estas percentagens foram de 82% e 16%, respetivamente;
91% das empresas referiram que a pandemia conduziu a uma diminuição no volume de negócios e 8% assinalaram não existir impacto. No país, a percentagem de empresas que declararam redução do volume de negócios foi de 80%, enquanto 15% afirmaram ausência de impacto;
55% das empresas declararam uma redução superior a 50% no volume de negócios e 32% uma redução entre 10% e 50%. A nível nacional apenas 37% das empresas reportaram uma redução superior a 50% do volume de negócios;
As restrições no contexto do estado de emergência e a ausência de encomendas/clientes foram, por esta ordem, os motivos principais para a diminuição do volume de negócios;
75% das empresas respondentes reportaram reduções no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar, enquanto 25% informaram não ter havido impacto, sendo que no país estas percentagens foram de 61% e 38%, respetivamente;
53% declararam uma redução superior a 50% no número de funcionários efetivamente a trabalhar e 33% apontaram para reduções entre 10% e 50%. A nível nacional apenas 26% reportaram uma redução acima de 50%;
Em 52% das empresas respondentes, o layoff simplificado foi apontado como a principal razão para a redução do número de funcionários efetivamente a trabalhar, sendo que para 28% das empresas respondentes as faltas no âmbito do estado de emergência, por doença ou apoio à família foram a principal causa para a redução;
49% das empresas já beneficiaram ou planeiam beneficiar da moratória de créditos, 57% do acesso a novos créditos, enquanto a suspensão do pagamento de obrigações fiscais e contributivo está nos planos de 58% das empresas;
57% das empresas consideram inviável manterem-se em atividade por mais de 2 meses sem medidas adicionais de apoio à liquidez, percentagem superior à do país (50%);
16% das empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas aumentaram o recurso ao crédito na semana anterior à de referência do inquérito;
91% das empresas mantiveram os preços praticados, enquanto 9% declararam ter reduzido os preços.