DREM divulga a segunda edição do Retrato Territorial da R. A. Madeira, dedicada às dinâmicas territoriais
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibiliza hoje, dia 20 de outubro de 2023, em que se assinala o Dia Europeu da Estatística – o Retrato Territorial da Região Autónoma da Madeira (RAM), cuja segunda edição é dedicada às dinâmicas territoriais, identificadas a partir dos resultados definitivos do XVI Recenseamento Geral da População e VI Recenseamento Geral da Habitação (Censos 2021). Mais concretamente, nesta publicação pretende-se apresentar um retrato da Região, explorando a ocupação do território, a mobilidade territorial, através das alterações de residência, e a organização funcional dos territórios a partir das mobilidades casa-trabalho e casa-local de estudo.
Esta divulgação é acompanhada por um storymap (publicação digital interativa), que permite uma análise espacial e visualização interativa, incorporando imagens e textos descritivos.
De acordo com os Censos 2021 relativos às dinâmicas territoriais na RAM, constata-se que:
Ocupação do território
- Em 2021, havia uma maior concentração da população no litoral sul da ilha da Madeira, especialmente numa faixa compreendida entre Câmara de Lobos e Machico.
- Residiam 313,0 habitantes por km2, verificando-se um contraste significativo entre a densidade do povoamento das áreas predominantemente urbanas (759,0 hab/km2) e rurais (49,4 hab/km2).
- Entre 2011 e 2021, a população residente na Região diminuiu 6,4%. Água de Pena (+12,9%), Sé (+8,3%), Jardim do Mar (+5,4%), Caniço (+2,9%), São Martinho (+1,7%), Calheta (+0,8%) e Tabua (+0,2%) foram as únicas freguesias a registarem um aumento populacional na última década.
- Foram contabilizados 639 lugares estatísticos na Região, sendo o lugar Funchal o maior aglomerado populacional, contendo 105 701 habitantes (42,2% da população da Região).
- A grande maioria dos lugares estatísticos (98,3%) tinha menos de 1 500 habitantes (628 lugares), sendo de assinalar que em 333 lugares a população não ultrapassava os 100 residentes.
- A proporção de edifícios (30,8%) no município do Funchal era inferior à de alojamentos familiares clássicos (39,9%), indicando um predomínio da construção em altura no território.
Mobilidade territorial: alterações de residência
- Em 2021, 12,4% da população residente na Região (31 170 pessoas) havia alterado o seu local de residência relativamente a 31 de dezembro de 2019, evidenciando um aumento da mobilidade territorial em comparação com 2011 (9,7%).
- Na última década, alargou-se o âmbito espacial das alterações de residência: 49,4% da população que alterou de residência era proveniente de outro município (23,8% em 2011).
- A proporção de população que a 31/12/2019 residia no estrangeiro era de 11,8% (8,5% em 2011), sendo que os territórios com maior capacidade de atração desta população residente encontravam-se no norte e oeste da ilha da Madeira.
- Do total das 3 691 alterações de residência de população proveniente do estrangeiro, a maioria tinha residência anterior no Reino Unido (32,8%) ou na Venezuela (21,8%).
Organização funcional dos territórios: mobilidades casa-trabalho e casa-local de estudo
- O Funchal era o mais importante polo de emprego e de estudo na Região, onde a taxa de atração de empregados (34,3%) e de estudantes (30,4%) era mais elevada e a taxa de repulsão mais baixa (11,8% e 11,2%, respetivamente).
- Santa Cruz destaca-se pela elevada taxa de repulsão: 55,8% da população empregada e 47,6% da população estudante residente trabalhava ou estudava noutro município.
- Dos 28 968 empregados residentes que se deslocavam para outro município da Região para trabalhar, 64,7% entravam no Funchal (18 748 empregados), provenientes maioritariamente de Santa Cruz (46,9%) ou de Câmara de Lobos (29,2%).
- Dos 8 451 estudantes residentes que se deslocavam para outro município da Região por motivos de estudo, 79,6% entravam no Funchal (6 731 estudantes), provenientes maioritariamente de Santa Cruz (45,4%) de Câmara de Lobos (28,3%).
- Mais de metade da população residente empregada (71,0%) ou estudante (52,4%) utilizava o automóvel ligeiro como principal meio de transporte nos movimentos pendulares (trajetos casa-trabalho e casa-local de estudo).
- A população empregada ou estudante que utilizava transporte individual (automóvel, motociclo ou bicicleta) como principal meio de transporte nos movimentos pendulares demorava, em média, 15,7 minutos, enquanto a população que recorria ao transporte coletivo (autocarro, transporte coletivo empresa/escola ou barco) demorava 30,6 minutos (mais 14,9 minutos) no trajeto casa-trabalho ou casa-local de estudo.
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