DREM divulga, pela primeira vez, resultados do Inquérito às Práticas de Gestão
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) publica hoje, os principais resultados obtidos com o Inquérito às Práticas de Gestão (IPG), relativos ao ano de referência de 2022.
O inquérito, de natureza qualitativa, insere-se num conjunto de operações estatísticas que visam disponibilizar informação sobre fatores que, não tendo explicitamente uma tradução monetária na contabilidade das empresas, condicionam a sua competitividade num contexto de crescente integração na economia global.
O IPG foi dirigido a um dos membros da gestão de topo, preferencialmente ao gestor de topo, com perfeito conhecimento da atividade da empresa, visando conhecer a perceção dos mesmos relativamente às práticas de gestão das empresas que gerem.
Os principais resultados agora divulgados foram apurados com base, apenas, no conjunto das 749 respostas válidas obtidas, junto de sociedades com sede na Região, tendo sido segmentados por quatro variáveis de estratificação: Idade da empresa, Pertença a um grupo económico, Dimensão da empresa e Atividade económica. O IPG já se tinha realizado na RAM para o ano de referência de 2016, mas com uma dimensão amostral que não permitia apurar resultados regionais. Para esta edição de 2022, a DREM solicitou ao Instituto Nacional de Estatística (INE) um redimensionamento da amostra para a RAM, que permitisse a obtenção de dados para a Região Autónoma, pelo que é a primeira vez que este tipo de caraterização das sociedades com sede na RAM fica disponível.
Da análise de resultados do IPG, salientam-se as seguintes conclusões:
62,0% das sociedades não pertenciam a um grupo económico e 43,6% tinham 20 ou mais anos de idade;
39,7% das pessoas ao serviço com funções de gestão eram mulheres;
51,4% das sociedades eram detidas pelos fundadores ou por familiares dos fundadores;
A maioria das decisões de gestão foram tomadas apenas na própria empresa;
91,3% das sociedades de grande dimensão tinham gestores de topo com grau académico de licenciatura ou superior;
O gestor de topo exercia a sua função em exclusividade em 71,4% das sociedades;
Para pelo menos 2/3 das sociedades o que melhor descrevia o gestor de topo era o assumir de responsabilidades e a tomada de decisões;
Em cerca de metade das sociedades, o gestor de topo assumiu um estilo de liderança democrático e centrado na equipa;
Em 58% das sociedades, o calendário dos objetivos definidos resultou de uma combinação de curto e longo prazo;
67,8% das sociedades consideraram os objetivos estabelecidos para a empresa moderadamente ambiciosos;
60,9% das sociedades de grande dimensão monitorizaram entre 6 e 20 indicadores-chave de desempenho;
As pessoas com funções de gestão de topo avaliaram os indicadores-chave de desempenho numa base mensal em 40,1% das sociedades;
O incentivo à autonomia dos trabalhadores foi a principal prática de gestão de recursos humanos, escolhida por 38,9% das sociedades;
Para 60,9% das sociedades de grande dimensão, a contratação de especialistas foi a principal prática de gestão;
31,4% das sociedades atribuíram prémios de desempenho aos seus trabalhadores;
O desempenho individual dos trabalhadores foi o principal critério de atribuição de prémios de desempenho;
33,1% das sociedades referiram que as pessoas com função de gestão foram promovidas apenas com base no desempenho e capacidades.