Em 2024
Investimento Direto Estrangeiro em estabelecimentos da Região cresceu 8,0% face a 2023
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga, hoje, informação sobre o Investimento Direto Estrangeiro (IDE) na Região Autónoma da Madeira (RAM), relativa a 2024, com origem no Banco de Portugal (BdP).
Os dados relativos ao IDE são apresentados por região NUTS II beneficiária, estando também segmentados por sede da empresa (localização da entidade que recebe diretamente o IDE) e por estabelecimento (também inclui a localização de outras entidades relevantes que fazem parte do perímetro das empresas beneficiárias do IDE), ventilação que é a base para a análise abaixo.
IDE em estabelecimentos da Região fixou-se em 10,0 mil milhões de euros em 2024
Em 2024, nos estabelecimentos localizados na RAM, o valor do IDE atingiu os 10 046 milhões de euros, evidenciando um crescimento de 8,0% face a 2023 (+5,3% a nível nacional), acelerando face ao aumento verificado no ano precedente (+0,8%). Desta forma, o IDE da RAM voltou ao patamar dos 10 mil milhões de euros, que havia atingido em 2020 e 2021.
Comparativamente às outras regiões do país, em 2024, a RAM registou um valor de IDE superior ao das regiões do Oeste e Vale do Tejo (4,2 mil milhões de euros), Península de Setúbal (5,0 mil milhões de euros) e do Alentejo (7,3 mil milhões de euros). O valor mais baixo foi observado na Região Autónoma dos Açores (RAA), na ordem dos 565,3 milhões de euros. A região que apresentou a maior taxa de crescimento de IDE, face a 2023, foi o Alentejo (+15,2%), seguida pela RAM, o Algarve e o Oeste e Vale do Tejo, todas com uma taxa de 8,0%. As menores taxas verificaram-se na Península de Setúbal (+2,1%) e no Norte (+2,4%).
Em termos de concentração de IDE, verifica-se que a região que concentrou a maior parte do stock de IDE, em 2024, foi a Grande Lisboa, com mais de metade do IDE realizado em Portugal (53,0%). Seguem-se, a larga distância, o Norte (17,3%), o Algarve (9,7%) e o Centro (6,4%). A RAM (5,0%) manteve a quinta posição em relação a 2023, à frente do Alentejo (3,6%), da Península de Setúbal (2,5%) e do Oeste e Vale do Tejo (2,1%). A RAA concentrou apenas 0,3% do IDE do País, em 2024.

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