[NOTA PRÉVIA: No que se refere à divulgação mensal do ano de referência de 2026, a DREM mantém o modelo do ano anterior, divulgando um agregado que compreende a hotelaria, o turismo no espaço rural e todo o alojamento local, independentemente do número de camas. Por sua vez, o Instituto Nacional de Estatística (INE), na sua divulgação, exclui o alojamento local com menos de 10 camas, pelo que nesta notícia, no Em Foco e nos quadros publicados pela DREM, é mencionado um total geral superior ao do INE, no que respeita a hóspedes e dormidas. Para as variáveis taxas de ocupação, quartos e proveitos, os valores são coincidentes com os do INE pelo facto do seu apuramento excluir o alojamento local abaixo das 10 camas.]

Em fevereiro de 2026

Proveitos do alojamento turístico subiram 12,7% em termos homólogos, enquanto as dormidas cresceram 4,8%

Na Região Autónoma da Madeira (RAM), o alojamento turístico registou, no mês de fevereiro de 2026, a entrada de 167,1 mil hóspedes, os quais geraram 873,9 mil dormidas, traduzindo-se em variações homólogas de +9,7% nos hóspedes entrados e +4,8% nas dormidas. O segmento da hotelaria concentrou 67,2% das dormidas (587,0 mil), decrescendo 0,5% em termos homólogos. Já o alojamento local (30,8% do total) subiu 19,5%, enquanto o turismo no espaço rural (2,0% do total) desceu 4,2%.

Para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo INE, é necessário excluir o alojamento local com menos de 10 camas, sendo que, segundo esta lógica de apuramento de resultados, as dormidas do alojamento turístico registaram um aumento homólogo de 0,3%, em linha com a tendência de crescimento observada a nível nacional (+1,3%).

Em fevereiro, os maiores aumentos no número de dormidas registaram-se no Alentejo (+4,2%) e no Norte (+3,4%). Em sentido contrário, a RA Açores e o Centro apresentaram os decréscimos mais acentuados (-3,4% e -1,9%, respetivamente). A Grande Lisboa (28,3%), o Algarve e o Norte (18,4% em ambas) concentraram a maior proporção de dormidas (65,1% no seu conjunto).

A taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região, no mês em referência, foi de 61,1%, -1,7 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (62,8%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 69,9% (72,8% em fevereiro de 2025).

No mês de fevereiro de 2026, a estada média no conjunto do alojamento turístico fixou-se em 4,70 noites (4,88 em fevereiro de 2025). Os valores mais elevados continuam a ser observados no alojamento local (4,74 noites) e na hotelaria (4,72 noites), seguidos pelo turismo no espaço rural, que apresenta a estada média mais baixa, com 3,64 noites.

Nos primeiros dois meses de 2026, os hóspedes entrados no total do alojamento turístico da Região totalizaram 303,4 mil, o que representa um crescimento de 6,3% face ao período homólogo. Também as dormidas registaram um aumento de 2,2% em comparação com o mesmo período de 2025, ultrapassando os 1,6 milhões.

De realçar que os 10 principais mercados emissores representavam 81,3% do total das dormidas registadas em fevereiro de 2026. Destacaram-se, com um peso superior, o Reino Unido (19,4% do total; +1,3% face a fevereiro de 2025), a Alemanha (19,2%; +3,9%) e Portugal (16,6%; +18,3%). Na quarta posição, em termos de peso relativo no total de dormidas, encontrava-se o mercado polaco (8,7%; -11,2%), seguido dos mercados neerlandês e francês (ambos com 4,1% do total; +23,0% e -10,4%, respetivamente).

Em fevereiro de 2026, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram crescimentos homólogos de 12,7% e 11,3%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 55,4 milhões de euros e 39,0 milhões de euros. No conjunto do País, e no mesmo mês, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram igualmente um crescimento em termos homólogos, situando-se em +4,3% e +4,0%, respetivamente. Em termos acumulados (de janeiro a fevereiro de 2026), na Região, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram variações homólogas de +9,5% e +8,5%, respetivamente, totalizando 108,9 milhões de euros e 75,4 milhões de euros.

No mês de fevereiro de 2026, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) rondou os 76,65 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas), +6,3% que no mesmo mês do ano precedente. Por sua vez, o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) no alojamento turístico passou de 99,00€, em fevereiro de 2025, para 109,58€, em fevereiro de 2026 (+10,7% de variação homóloga).

De janeiro a fevereiro de 2026, o RevPAR no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) situou-se nos 71,18 euros, representando um aumento de 5,6% face ao período homólogo. Na hotelaria, o RevPAR foi de 77,22 euros, correspondendo a uma subida de 6,3%. Quanto ao ADR, os valores foram superiores, fixando-se nos 110,10 euros no conjunto do alojamento turístico (+10,1% em relação ao período homólogo) e nos 114,45 euros na hotelaria (+11,7%).

Alojamento turistico PT


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