[NOTA PRÉVIA: Nesta edição, são disponibilizados os dados do 1.º trimestre de 2026, relativos à Região Autónoma da Madeira (RAM). De notar que se mantém, contudo, por parte da DREM, a divulgação de um agregado que compreende a hotelaria, o turismo no espaço rural e todo o alojamento local, independentemente do número de camas. Por sua vez, o INE, na sua divulgação, exclui o alojamento local com menos de 10 camas, pelo que nesta notícia, no Em Foco e nos quadros publicados pela DREM, é mencionado um total geral superior ao do INE, no que respeita a hóspedes e dormidas. Para as variáveis taxas de ocupação, quartos e proveitos, os valores são coincidentes com os do INE pelo facto do seu apuramento excluir o alojamento local abaixo das 10 camas.]

No 1.º trimestre de 2026

Entrada de hóspedes estrangeiros aumentou 10,2%, em termos homólogos,  com os mercados britânico e alemão a ultrapassar a barreira dos 80 mil

Síntese

No 1.º trimestre de 2026, o conjunto dos meios de alojamento (alojamento turístico, colónias de férias e pousadas da juventude) da Região Autónoma da Madeira (RAM) registou a entrada de 522,1 mil hóspedes e cerca de 2,7 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos de 9,2% e 2,5%, respetivamente, face ao trimestre homólogo.

A estada média na globalidade do alojamento turístico fixou-se em 4,53 noites no 1.º trimestre de 2026, traduzindo uma diminuição de 5,5% em comparação com o 1.º trimestre de 2025 (4,79 noites). Esta variação ficou a dever-se, sobretudo, à redução registada no mercado estrangeiro, cuja estada média se situou em 4,85 noites (-7,0%).

No 1.º trimestre de 2026, o alojamento turístico registou um desempenho superior ao conjunto dos meios de alojamento, concentrando a quase totalidade da atividade turística: 99,7% do total de hóspedes entrados e 99,9% de dormidas.

Por sua vez, as colónias de férias e pousadas da juventude registaram 1 329 hóspedes entrados (0,3% do total; -28,9% que no trimestre homólogo), tendo gerado 3 945 dormidas (0,1%; -34,4%) e uma estada média de 2,90 noites (+2,4% que no 1.º trimestre de 2025).

Alojamento turístico

O alojamento turístico registou, no 1.º trimestre de 2026, a entrada de 520,7 mil hóspedes, os quais geraram cerca de 2,7 milhões de dormidas, traduzindo variações homólogas positivas de 9,3% e 2,6%, respetivamente. De sublinhar que, excluindo o alojamento local com menos de 10 camas, as dormidas no alojamento turístico diminuíram 1,8% relativamente ao 1.º trimestre de 2025, variação contrária à registada a nível nacional (+1,3%).

Neste trimestre, o segmento da hotelaria concentrou 67,0% das dormidas (cerca de 1,8 milhões), registando um decréscimo homólogo de 2,5%. O alojamento local representava 30,9% do total e aumentou 16,3%, enquanto o turismo no espaço rural, com uma quota de 2,1%, recuou 3,3%. Analisando por categoria dos estabelecimentos, os maiores incrementos foram observados nos apartamentos turísticos (6,9%), nos hotéis-apartamentos de 4 estrelas (+4,2%) e nas pousadas e quintas da Madeira (+1,3%).

No trimestre em referência, a estada média no conjunto do alojamento turístico diminuiu face ao trimestre homólogo (4,80), fixando-se nas 4,53 noites. Os valores mais elevados continuam a ser observados no alojamento local (4,62 noites) e na hotelaria (4,52 noites), enquanto o turismo no espaço rural apresenta a estada mais baixa (3,64 noites). No segmento da hotelaria, destacam-se os aldeamentos turísticos, com a estada média mais alta, atingindo as 6,66 noites no período de referência (-4,7% que no 1.º trimestre de 2025), seguida de muito perto pelos hotéis-apartamentos de 5 estrelas, com 5,88 noites (-7,6% face ao período homólogo).

A RAM registou, no 1.º trimestre de 2026, no conjunto dos mercados externos (residentes no estrangeiro), a entrada de 407,7 mil hóspedes, que originaram mais de 2,2 milhões de dormidas, traduzindo aumentos de 10,2% e de 2,0% face ao mesmo período de 2025,  respetivamente.  A RAM foi a região com maior dependência dos mercados externos (85,9% do total das dormidas), seguindo-se o Algarve (80,9%) e a Grande lisboa (78,6%). Em sentido contrário, as dormidas de não residentes apresentaram menor expressão nos totais regionais do Centro e do Alentejo (23,5% e 32,1%, respetivamente).

Neste período, entre os cinco principais mercados estrangeiros emissores, destacam-se, em termos de dormidas, os mercados alemão (20,9% do total; +4,1 % face ao mesmo período de 2025), britânico (18,8%; -2,0%), polaco (8,4; -8,0%), francês (4,2%; -3,6%) e neerlandês (3,9%; +17,0%). Já o mercado de residentes em Portugal (15,6% do total) apresentou uma variação positiva de 6,0%. Importa salientar que estes seis principais mercados concentraram a grande maioria das dormidas (71,9%) no 1.º trimestre de 2026.

Ao nível municipal, salienta-se que Câmara de Lobos, Santa Cruz e Ponta do Sol foram os municípios que, em termos de dormidas, apresentaram maior dependência dos mercados externos (residentes no estrangeiro), com 89,3%, 88,7% e 87,2%, respetivamente. Já o Porto Santo destaca-se por registar a maior percentagem de dormidas de residentes no País, representando 41,5% do total, no 1.º trimestre de 2026.

O município do Funchal evidencia-se por concentrar 61,3% das dormidas da Região, totalizando cerca de 1,6 milhões de dormidas no 1.º trimestre de 2026, o que corresponde a uma variação homóloga positiva de 2,5%. No maior município da RAM, as dormidas de residentes em Portugal cresceram 3,6% e as dos residentes no estrangeiro 2,3%.

O segundo município com maior número de dormidas foi Santa Cruz, com 11,5% do total regional, contribuindo com cerca de 305,7 mil dormidas no 1.º trimestre de 2026, o que representa uma diminuição de 0,8% face ao período homólogo. Neste município, as dormidas de residentes no estrangeiro decresceram 0,4%, enquanto as de residentes em Portugal diminuíram 3,9%.

Entre os onze municípios da Região, a Ribeira Brava destaca‑se pelo aumento de 24,2% nas dormidas face ao 1.º trimestre de 2025. Este aumento foi impulsionado por um acréscimo de 68,8% no mercado de residentes em Portugal e de 14,0% no mercado de residentes no estrangeiro.

No trimestre em análise, a taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região foi de 58,3%, correspondendo a um decréscimo de 2,3 pontos percentuais (p.p.) face ao mesmo período de 2025 (60,6%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 67,9%, valor inferior aos 70,7% registados no 1.º trimestre de 2025.

De janeiro a março de 2026, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram variações homólogas de +9,7% e +9,4%, totalizando 178,7 milhões de euros e 125,6 milhões de euros, respetivamente.

A evolução das dormidas revela uma trajetória de abrandamento após um período de recuperação muito acentuada. No 1.º trimestre de 2023, registou‑se um crescimento excecionalmente elevado (48,3%), refletindo a retoma da atividade turística. A partir do 2.º trimestre de 2023, observa‑se uma normalização do crescimento, com variações homólogas mais moderadas, embora relativamente estáveis, situando‑se entre 5,7% e 10,0% até ao final de 2024. Em 2025, as taxas de crescimento mantiveram‑se próximas do limite superior deste intervalo nos 2.º e 3.º trimestres (cerca de 9,5%). Contudo, a partir do 4.º trimestre de 2025, verifica‑se um abrandamento, que se prolongou até ao 1.º trimestre de 2026 (2,6%).

No 1.º trimestre de 2026, o RevPAR (rendimento médio por quarto disponível) do conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) fixou-se em 77,44 euros, traduzindo um aumento de 6,2% face ao período homólogo e constituindo o valor mais elevado entre as nove regiões NUTS II. No sector da hotelaria, o RevPAR atingiu os 83,78 euros (+6,8% de variação homóloga). Quanto ao ADR (rendimento médio por quarto ocupado), os valores foram mais elevados, totalizando os 114,08 euros no conjunto do alojamento turístico (+10,5% que no período homólogo) e os 118,73 euros na hotelaria (+12,2%).

Os valores mais elevados do RevPAR e do ADR registaram-se nas pousadas e quintas da Madeira, com 126,00 euros (-1,3% do que no 1.º trimestre de 2025) e 173,38 euros (+2,5%), respetivamente. Na segunda posição, destaca-se a categoria hotéis de 5 estrelas, com um RevPAR de 111,40 euros (+1,8% do que no 1.º trimestre de 2025) e um ADR de 172,14 euros (+9,9%).
Alojamento turistico PT

 

Voltas realizadas nos campos de golfe da Região diminuíram no 1.º trimestre de 2026

O Inquérito aos Campos de Golfe indica a realização de 24,0 mil voltas nos três campos de golfe da RAM, no período de janeiro a março de 2026, traduzindo‑se numa redução homóloga de 20,7%, explicada pelo decréscimo registado num dos campos. Esta atividade gerou cerca de 1,5 milhões de euros de receitas (-0,6% face ao 1.º trimestre de 2025).

Do total de voltas realizadas, 80,1% foram de não sócios (84,1% no 1.º trimestre de 2025). Quanto ao país de residência habitual dos jogadores, 54,9% das voltas foram realizadas por residentes nos Países Nórdicos, 14,3% por residentes em Portugal, 11,4% na Alemanha e 7,2% por residentes no Reino Unido.

Passageiros em trânsito nos navios de cruzeiro que visitaram a RAM cresceram no 1.º trimestre de 2026

De acordo com os dados fornecidos pela Administração dos Portos da RAM, no 1.º trimestre de 2026, foram contabilizados 324,2 mil passageiros em trânsito, nos 129 navios de cruzeiro que atracaram nos portos da RAM. Se comparado com o mesmo período do ano anterior, realizaram-se mais 24 escalas, com um acréscimo no número de passageiros em trânsito a se fixar nos 24,2%.

 

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