[NOTA PRÉVIA: No que se refere à divulgação mensal do ano de referência de 2026, a DREM mantém o modelo do ano anterior, divulgando um agregado que compreende a hotelaria, o turismo no espaço rural e todo o alojamento local, independentemente do número de camas. Por sua vez, o Instituto Nacional de Estatística (INE), na sua divulgação, exclui o alojamento local com menos de 10 camas, pelo que nesta notícia, no Em Foco e nos quadros publicados pela DREM, é mencionado um total geral superior ao do INE, no que respeita a hóspedes e dormidas. Para as variáveis taxas de ocupação, quartos e proveitos, os valores são coincidentes com os do INE pelo facto do seu apuramento excluir o alojamento local com menos de 10 camas.]

Em junho de 2026
Dormidas no alojamento turístico da Região diminuíram 0,7% em termos homólogos, enquanto os proveitos totais cresceram 5,6% 

Na Região Autónoma da Madeira (RAM), o alojamento turístico registou, em junho de 2026, a entrada de 231,2 mil hóspedes, os quais geraram 1 146,2 mil dormidas, traduzindo-se em variações homólogas de +2,6% e -0,7%, respetivamente. O segmento da hotelaria concentrou 66,1% das dormidas (757,6 mil) do total de dormidas, decrescendo 3,4% em termos homólogos. Por sua vez, o número de dormidas no alojamento local (31,8% do total) subiu 5,8%, enquanto o turismo no espaço rural (2,1% do total) desceu 8,7%, em termos homólogos.

Para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo INE, é necessário excluir o alojamento local com menos de 10 camas, sendo que, segundo esta lógica de apuramento de resultados, as dormidas no alojamento turístico registaram uma variação homóloga de -3,3%, variação contrária à observada a nível nacional (+0,7%).

Em junho, os maiores aumentos do número de dormidas registaram-se no Norte (+4,8%), na Grande Lisboa (+2,3%) e no Alentejo (+2,1%). Por sua vez, no Oeste e Vale do Tejo e na RA Madeira observaram-se os maiores decréscimos (-6,6% e -3,3%, respetivamente). Algarve (29,1%), a Grande Lisboa (22,2%) e o Norte (17,9%) concentraram, em conjunto, 69,2% do total de dormidas.

Nos primeiros seis meses de 2026, os hóspedes entrados no total do alojamento turístico da Região totalizaram 1 237,9 mil, o que representa um crescimento de 6,9% face ao período homólogo. Também as dormidas registaram um aumento de 2,2% em comparação com o mesmo período de 2025, fixando-se em 6,1 milhões.

A taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região, no mês em referência, foi de 67,3%, menos 7,2 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (74,5%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto situou-se em 78,8% (85,0% em junho de 2025).

Em junho de 2026, a estada média no conjunto do alojamento turístico da RAM fixou-se em 4,49 noites, abaixo das 4,59 noites registadas um ano antes. A hotelaria apresentou a estada média mais elevada (4,53 noites), seguida do alojamento local (4,50 noites). O turismo no espaço rural registou a permanência média mais baixa, fixando-se em 3,55 noites.

De realçar que os 10 principais mercados emissores representaram 83,2% do total das dormidas registadas em junho de 2026. Neste mês, Portugal constituiu o principal mercado emissor, concentrando 20,5% do total das dormidas (+7,6% face ao período homólogo). Trata-se da primeira vez, em 2026, que o mercado nacional assumiu a liderança entre os principais mercados emissores, posição que já havia ocupado nos meses de junho, julho e agosto de 2025. Seguiram-se a Alemanha (17,1%; -6,2%) e o Reino Unido (15,3%; -9,6%). A França ocupou a quarta posição, com um peso de 8,8% no total das dormidas (+6,9%), seguida da Polónia (5,9%; -5,5%) e dos Países Baixos (5,7%; +6,8%).

Em junho de 2026, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram crescimentos homólogos de 5,6% e 5,1%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 86,9 milhões de euros e 61,7 milhões de euros. No conjunto do País, e no mesmo mês, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram igualmente crescimentos homólogos, situando-se em +4,7% e +4,5%, respetivamente.

Em termos acumulados, na Região, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram variações de +8,4% e de +7,9%, respetivamente, totalizando, de janeiro a junho de 2026, 433,0 milhões de euros e 309,0 milhões de euros, pela mesma ordem.

No mês de junho de 2026, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) rondou os 109,50 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas), mais 2,0% do que no mês homólogo. Por sua vez, o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) passou de 126,41€, em junho de 2025, para 138,90€, em junho de 2026 (+9,9% de variação homóloga).

De janeiro a junho de 2026, o RevPAR  no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) situou-se nos 93,14 euros, representando um aumento de 4,7% face ao período homólogo. Na hotelaria, o RevPAR foi de 100,56 euros, correspondendo a uma subida homóloga de 5,5%. Quanto ao ADR, os valores foram superiores, fixando-se nos 126,74 euros (+9,7% em relação ao período homólogo) e nos 132,19 euros na hotelaria (+11,1%). Alojamento turistico PT

 


Para mais informação aceda a: