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DREM divulga Quadros de Pessoal de 2018

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibiliza hoje no seu portal a atualização da Série Retrospetiva das Estatísticas dos Quadros de Pessoal com a informação de 2018.

Os dados em referência resultam do apuramento estatístico dos Quadros de Pessoal, por sua vez baseados no Anexo A do Relatório Único - relatório anual que compila dados sobre a atividade social da empresa e que é respondido pelas entidades empregadoras com pelo menos um trabalhador por conta de outrem. Esta informação é preenchida ao nível do estabelecimento.

Número de trabalhadores e o ganho médio mensal cresceram 6,9% e 1,6% face a 2017, respetivamente

No âmbito desta operação estatística, em 2018, foram apurados 47,5 mil trabalhadores por conta de outrem (a tempo completo e com remuneração completa) nos estabelecimentos localizados na Região Autónoma da Madeira (RAM), mais 6,9% que no ano anterior, o que significa um reforço da tendência crescente iniciada em 2014, ano que marcou a interrupção de um período de cinco anos (iniciado em 2009) de reduções sucessivas.

Funchal (64,7%), Santa Cruz (11,4%), Câmara de Lobos (5,3%) e Machico (5,2%) eram os municípios que concentravam maior número de trabalhadores por conta de outrem nos estabelecimentos. No polo oposto encontravam-se os municípios da costa Norte da ilha da Madeira, mais concretamente o Porto Moniz (0,6%), Santana e São Vicente (ambos com 1,0%). Face a 2017, e em termos relativos, é de destacar o aumento de trabalhadores na Calheta (13,6%), Porto Moniz (12,5%) e Ribeira Brava (12,4%). Ponta do Sol (-1,2%) foi o único município a apresentar uma redução naquele indicador.

Sector terciário manteve a preponderância, mas perdeu peso

Considerando a distribuição dos trabalhadores por conta de outrem por sector de atividade, observa-se que o sector terciário foi naturalmente o que assumiu maior expressão, ocupando 80,3% do total do pessoal ao serviço em 2018, tendo apresentado um aumento de 5,7% face ao ano transato. Comparativamente ao sector terciário, o sector secundário continua a revelar-se menos empregador (18,8% do total de trabalhadores), apesar de registar um acréscimo superior, de 11,2% em relação a 2017. Por sua vez, o sector primário, com apenas 0,9% dos trabalhadores por conta de outrem, registou um acréscimo anual de 20,5%. Comparativamente a 2017, o peso do sector secundário aumentou 0,7 pontos percentuais (p.p.), enquanto o sector terciário apresentou uma redução de 0,8 p.p. e o sector primário um aumento de 0,1 p.p..

Peso dos trabalhadores com ensino superior continua a crescer

Tendo em conta o sexo, os resultados indicam que as pessoas ao serviço nos estabelecimentos empresariais a operar na RAM eram maioritariamente do sexo masculino (54,1% do total), tendo este grupo aumentado 8,3% face a 2017. O crescimento verificado no sexo feminino foi inferior (+5,2%).

Na distribuição dos trabalhadores por escalão de pessoal da empresa, observa-se o maior aumento de trabalhadores em empresas que têm entre 250 e 499 pessoas ao serviço (+23,5%, mais 635 trabalhadores). Porém, as empresas com 500 e mais pessoas  ao serviço são as que têm maior número de trabalhadores (20,5%). Note-se que verificou-se um aumento de trabalhadores em todos os escalões.

Quanto às habilitações literárias, comparando 2017 com 2018, registou-se uma descida no número de trabalhadores com habilitações mais baixas (1.º ciclo do ensino básico ou inferior). Os trabalhadores com doutoramento também sofreram uma quebra, de -7,3%, passando de 41 trabalhadores em 2017 para 38 em 2018. Nos restantes níveis verificaram-se subidas, destacando-se o incremento de trabalhadores com formação no ensino superior (curso técnico superior profissional (+64,3%), mestrado (+24,4%) e licenciatura (+11,9%)). Os grupos mais representativos continuam a ser os que possuem o ensino secundário (31,3%) e o 3.º ciclo do ensino básico (27,5%). Os trabalhadores com habilitações superiores (licenciados, mestres ou doutorados) representavam 13,8%, o que significa que em 13 anos aquele valor quase que duplicou, visto que em 2006 era de apenas 6,8%.

Ganho médio mensal cresceu 1,6% face a 2017

O ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem apurado em 2018 situou-se nos 1 096,41€, valor ligeiramente superior ao do ano anterior (1 078,66€), o que corresponde a um aumento anual de 1,6%. No que respeita ao escalão de pessoal da empresa, destaca-se o aumento de 3,0% no ganho médio mensal dos trabalhadores de estabelecimentos pertencentes a empresas com 20-49 pessoas ao serviço. O grupo com 500 e mais pessoas é efetivamente aquele que aufere melhores remunerações (1 412,95€), 28,9% acima da média regional, sendo que quanto maior é a dimensão da empresa, em regra, maiores são os ganhos dos trabalhadores. Ainda neste escalão é de realçar também o aumento verificada no respetivo ganho médio mensal entre 2017 e 2018, de 2,5%, correspondendo ao valor mais elevado da série. O escalão de pessoal 1-9 era aquele que oferecia ganhos inferiores (859,76€), embora tenha registado um acréscimo de 2,9% face a 2017.

Em 2018, o sector secundário era o que apresentava um ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem maior (1 148,93€), 4,8% acima da média regional. Os sectores terciário (1 086,88€) e primário (843,66€) apresentavam valores abaixo da referida média.

Homens ganham mais 16,4% do que as mulheres

A análise do ganho médio mensal de acordo com o sexo, para o ano de 2018, mostra que os homens (1 172,19€) ganhavam em média mais 16,4% (ou seja, mais 165,22€) do que as mulheres (1 006,97€), prolongando-se a tendência que existe desde o início desta série. Contudo, enquanto em 1995 as mulheres recebiam 77,6% do ganho médio mensal dos homens, em 2018, esse rácio passou para 85,9%.

Por localização geográfica, verifica-se que o município do Porto Santo era o que apresentava o ganho médio mensal mais elevado (1 142,94€), seguido da Calheta  (1 141,91€) e Funchal (1 136,03€), os únicos que estavam acima da média regional (1 096,41€). Ao invés, Porto Moniz (788,81,€), Ponta do Sol (834,46€), São Vicente (854,09€),  Santana (862,43€), Ribeira Brava (895,25€), Ponta do Sol (822,59€), Câmara de Lobos (950,94€) e Machico (1 084,29€) eram os municípios que apresentavam os valores mais baixos neste indicador.

A informação de acordo com as habilitações literárias permite observar diferenças importantes. Os trabalhadores com habilitações inferiores (abaixo do 1.º ciclo do ensino básico) tinham um ganho médio mensal menor (878,39€). Entre os que detêm o 1.º ciclo do ensino básico (948,18€) e o 3.º ciclo do ensino básico (925,51€), as diferenças são pouco expressivas, mas o diferencial dos trabalhadores com estas habilitações para aqueles com o ensino secundário (1 038,56€) é já significativo. A posse de licenciatura revela-se determinante para obtenção de um ganho médio mensal superior (1 796,48€), sendo que o expoente é atingido pelos doutorados (2 113,38€).

QPessoal 2018 PT

 

Para mais informação aceda a:

 

 

Cooperação Estatística Internacional

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