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DREM divulga Quadros de Pessoal de 2019

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibiliza hoje no seu portal a atualização da Série Retrospetiva das Estatísticas dos Quadros de Pessoal com a informação de 2019.

Os dados em referência resultam do apuramento estatístico dos Quadros de Pessoal, por sua vez baseados no Anexo A do Relatório Único - relatório anual que compila dados sobre a atividade social da empresa e que é respondido pelas entidades empregadoras com pelo menos um trabalhador por conta de outrem. Esta informação é preenchida ao nível do estabelecimento.

Número de trabalhadores cresceu 0,5% face a 2018

No âmbito desta operação estatística, em 2019, foram apurados 47,8 mil trabalhadores por conta de outrem (a tempo completo e com remuneração completa) nos estabelecimentos localizados na Região Autónoma da Madeira (RAM), mais 0,5% que no ano anterior, mantendo-se a tendência crescente iniciada em 2014, ano que marcou a interrupção de um período de cinco anos (iniciado em 2009) de reduções sucessivas.

Funchal (65,5%), Santa Cruz (10,6%), Machico (5,2%) e Câmara de Lobos (5,1%) eram os municípios que concentravam maior número de trabalhadores por conta de outrem nos estabelecimentos. No polo oposto encontravam-se os municípios da costa Norte da ilha da Madeira, mais concretamente Porto Moniz (0,5%), Santana (1,0%) e São Vicente (1,1%). Face a 2018, e em termos relativos, é de destacar o aumento de trabalhadores na Ponta do Sol (13,8%) e São Vicente (10,7%). Porto Moniz (-12,2%) e Santa Cruz (-6,6%) foram os municípios que apresentaram as maiores reduções naquele indicador.

Sector terciário manteve a preponderância, mas perdeu peso

Considerando a distribuição dos trabalhadores por conta de outrem por sector de atividade, observa-se que o sector terciário foi naturalmente o que assumiu maior expressão, ocupando 79,8% do total do pessoal ao serviço em 2019, tendo apresentado uma redução de 0,1% face ao ano transato. Comparativamente ao sector terciário, o sector secundário continua a revelar-se menos empregador (19,2% do total de trabalhadores), apesar de registar um acréscimo de 2,4% em relação a 2018. Por sua vez, o sector primário, com apenas 1,0% dos trabalhadores por conta de outrem, registou um acréscimo anual de 12,8%. Comparativamente a 2018, o peso do sector secundário aumentou 0,4 pontos percentuais (p.p.), enquanto o sector terciário apresentou uma redução de 0,5 p.p. e o sector primário um aumento de 0,1 p.p..

Peso dos trabalhadores com ensino superior continua a crescer

Tendo em conta o sexo, os resultados indicam que as pessoas ao serviço nos estabelecimentos empresariais a operar na RAM eram maioritariamente do sexo masculino (53,9% do total; 54,1% em 2018). Relativamente ao sexo feminino, verificou-se um crescimento de 1,0% face a 2018.

Na distribuição dos trabalhadores por escalão de pessoal da empresa, observa-se o maior aumento de trabalhadores em empresas que têm 500 ou mais pessoas ao serviço (+16,2%, mais 1 578 trabalhadores). Note-se que com exceção deste escalão e do escalão de 50 a 99 pessoas (mais 219 trabalhadores), verificou-se uma diminuição de trabalhadores, face a 2018.

Quanto às habilitações literárias, comparando 2018 com 2019, registou-se uma descida no número de trabalhadores com habilitações mais baixas (1.º ciclo do ensino básico ou inferior). Os trabalhadores com 2.º ciclo (-4,4%), 3.º ciclo (-0,9%) e bacharelato (-1,7%) também sofreram uma quebra em 2019. Nos restantes níveis verificaram-se subidas, destacando-se o incremento de trabalhadores com formação nos restantes níveis do ensino superior (curso técnico superior profissional (+39,1%), licenciatura (+7,5%), mestrado (+19,1%) e doutoramento (+13,2%)). Os grupos mais representativos continuam a ser os que possuem o ensino secundário (32,2%) e o 3.º ciclo do ensino básico (27,1%). Os trabalhadores com habilitações superiores (licenciados, mestres ou doutorados) representavam 15,0%, o que significa que em 14 anos aquele valor mais que duplicou, visto que em 2006 era de apenas 6,8%.

Ganho médio mensal cresceu 3,1% face a 2018

O ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem apurado em 2019 situou-se nos 1 130,18€, valor superior ao do ano anterior (1 096,41€), o que corresponde a um aumento anual de 3,1%. No que respeita ao escalão de pessoal da empresa, destaca-se o aumento de 5,5% no ganho médio mensal dos trabalhadores de estabelecimentos pertencentes a empresas com 100-249 pessoas ao serviço. O grupo com 500 e mais pessoas é efetivamente aquele que aufere melhores remunerações (1 406,56€ em média), 24,5% acima da média regional. Ainda neste escalão é de realçar a diminuição verificada no respetivo ganho médio mensal entre 2018 e 2019, de 0,5%. O escalão de pessoal 1-9 era aquele que oferecia ganhos inferiores (883,35€), embora tenha registado um acréscimo de 2,7% face a 2018.

Em 2018, o sector secundário era o que apresentava um ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem maior (1 183,42€), 4,7% acima da média regional. Os sectores terciário (1 121,17€) e primário (827,20€) apresentavam valores abaixo da referida média.

Homens ganham mais 16,4% do que as mulheres

A análise do ganho médio mensal de acordo com o sexo, para o ano de 2019, mostra que os homens (1 208,78€) ganhavam em média mais 16,4% (ou seja, mais 170,49€) do que as mulheres (1 038,29€), prolongando-se a tendência que existe desde o início desta série. Contudo, enquanto em 1995 as mulheres recebiam 77,6% do ganho médio mensal dos homens, em 2019, esse rácio foi de 85,9%.

Por localização geográfica, verifica-se que o município do Porto Santo era o que apresentava o ganho médio mensal mais elevado (1 175,50€), seguido do Funchal (1 171,47€) e Calheta (1 154,37€), os únicos que estavam acima da média regional (1 130,18€). Ao invés, Porto Moniz (826,72€), São Vicente (866,10€), Ponta do Sol (881,12€), Santana (883,15€), Ribeira Brava (920,15€), Câmara de Lobos (999,57€), Machico (1 063,89€) e Santa Cruz (1 116,14€) eram os municípios que apresentavam os valores mais baixos neste indicador.

A informação de acordo com as habilitações literárias permite observar diferenças importantes. Os trabalhadores com habilitações inferiores (abaixo do 1.º ciclo do ensino básico) tinham um ganho médio mensal menor (912,84€). Entre os que detêm o 1.º ciclo do ensino básico (965,48€) e o 3.º ciclo do ensino básico (962,51€), as diferenças são pouco expressivas, mas o diferencial dos trabalhadores com estas habilitações para aqueles com o ensino secundário (1 050,20€) é já significativo. A posse de licenciatura revela-se determinante para obtenção de um ganho médio mensal superior (1 811,06€), sendo que o expoente foi atingido em 2019 pelos mestres (1 897,45€).

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