Em 2017

Número de acidentes de trabalho na Região diminuiu ligeiramente face ao ano precedente

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibiliza hoje no seu portal a série de dados estatísticos sobre os Acidentes de Trabalho, atualizada com a informação de 2017.

Segundo os dados fornecidos à DREM pela Direção Regional do Trabalho e da Ação Inspetiva (DRTAI), ocorreram 3 536 acidentes de trabalho na Região Autónoma da Madeira (RAM) em 2017, menos 0,9% (-32 acidentes) do que em 2016. Daqueles acidentes, há a registar 3 mortais, mais 1 que no ano anterior.

Os sectores do “Alojamento, restauração e similares” (18,4% do total), da “Construção” (15,2%) e do “Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos” (14,6%) foram aqueles nos quais se concentrou o maior número de acidentes em 2017. O sector “Atividades de saúde humana e apoio social” foi o que registou, em valor absoluto, a maior diminuição, menos 62 acidentes (-27,9% que em 2016). De referir que os acidentes neste sector corresponderam a apenas 4,5% do total.

Por sexo e grupos etários, observa-se que, em 2017, a maioria dos acidentes ocorreu com homens (68,1%) e nas pessoas com 35 e 54 anos de idade (54,6%). Nos grupos profissionais, os “Trabalhadores de limpeza” (366 acidentes, 10,4%) e “Trabalhadores dos serviços pessoais” (347 acidentes, 9,8%) foram os que registaram maior número de sinistrados em 2017.

No que respeita ao tipo de local do acidente, 34,2% dos acidentes ocorreram em “Local de atividade terciária, escritório, entretenimento, diversos” (1 209 acidentes) e 15,4% em “Estaleiro, construção, pedreira, mina a céu aberto” (543 acidentes). A origem da maioria dos acidentes foi o “Movimento do corpo sujeito a constrangimento físico” (36,9% do total de acidentes).

Os principais acontecimentos geradores diretos da lesão dos sinistrados foram “Constrangimento físico do corpo, constrangimento psíquico” (36,9%) e “Esmagamento em movimento vertical ou horizontal sobre/contra objeto imóvel” (26,5%).

Quanto às consequências dos acidentes, constata-se que as “Feridas e lesões superficiais” e as “Deslocações, entorses e distensões” foram as lesões que mais se evidenciaram, cujo peso no total, em 2017, fixou-se em 43,7% e 33,0%, respetivamente. Mais de metade dos acidentes atingiram as “Extremidades superiores” ou as “Extremidades inferiores” (32,6% e 26,1%, respetivamente).             

GR AcidentesTrabalho PT

Relativamente ao número de dias de ausência do trabalho, é de referir que 36,5% dos acidentes não mortais não implicaram qualquer ausência ao trabalho. Entre os restantes, destaca-se o intervalo 7 a 13 dias de ausência para 14,0% do total de acidentes não mortais. O maior número de dias de trabalho perdidos por motivo de acidente de trabalho ocorreu no sector do “Alojamento, restauração e similares” (18 616 dias, 18,6% do total de dias perdidos).


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