Em 2025
População residente na Região Autónoma da Madeira ultrapassou os 266 mil, atingindo o valor mais elevado dos últimos catorze anos
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje as Estimativas de População Residente de 2025, produzidas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Estas estimativas são as primeiras de base totalmente administrativa, contemplando a revisão das Estimativas de População Residente de 2021 a 2024, calculadas pela mesma metodologia, para Portugal, NUTS I, NUTS II e NUTS III (NUTS 2024) e Municípios, assim como um conjunto de indicadores demográficos derivados.
As Estimativas Anuais de População Residente agora divulgadas e com início em 2021 assentam na integração e utilização de dados de fontes administrativas e na aplicação de métodos de indícios de residência. Até 2020, as Estimativas Anuais de População Residente são definitivas e assentes nos recenseamentos da população anteriores pelo que a leitura da evolução de 2020 para 2021 deve ter presente este contexto.
Segundo os dados disponibilizados, em 31 de dezembro de 2025, a população residente da Região Autónoma da Madeira (RAM) foi estimada em 266 130 pessoas (127 814 homens e 138 316 mulheres). A Região manteve, pelo sétimo ano consecutivo, a tendência de crescimento populacional, registando um acréscimo de 1 430 pessoas face a 2024 (264 700 pessoas, 126 615 homens e 138 085 mulheres). De notar que aquele total populacional é o mais elevado dos últimos catorze anos, aproximando-se do máximo registado em 2010 (267 965 residentes).
O saldo migratório registado em 2025 (+2 557), correspondente à diferença entre os indivíduos que vieram de fora para residir na Região e os que saíram, deixando de ser residentes, foi determinante para o aumento da população residente neste ano. Este saldo compensou a evolução desfavorável do saldo natural (diferença entre nados-vivos e óbitos), que piorou face a 2024, passando de -781 para -1 127.
A taxa de crescimento efetivo (que conjuga o efeito migratório com o efeito natural) foi positiva, +5,4‰ (+16,0‰ em 2024). Para esta taxa contribuiu essencialmente o valor positivo da taxa de crescimento migratório (+9,6‰), que se sobrepôs à taxa de crescimento natural negativa (-4,2‰).
Os maiores acréscimos populacionais em termos relativos foram observados nos municípios do Porto Santo (54,5‰), Porto Moniz (34,3‰) e Machico (14,7‰). É de salientar que apenas os municípios de Santana (-1,7‰) e Funchal (-1,5‰) apresentaram taxas de crescimento efetivo negativas.
Em 2025, a densidade populacional da RAM era de 332,2 habitantes por Km2. O Funchal foi o município a registar o maior valor (1 488,4 Hab/Km2), contrastando com o Porto Moniz, que apresentava o valor mais baixo (33,3 Hab/Km2).
A proporção de jovens (população com menos de 15 anos) voltou a diminuir em 2025, representando 11,7% da população total (12,1%, em 2024). A proporção de idosos (população com 65 ou mais anos) manteve a tendência crescente dos últimos anos, atingindo 21,9% da população residente (21,3%, em 2024). Em consequência, o índice de envelhecimento, que relaciona o número de idosos por cada 100 jovens, voltou a aumentar, fixando-se em 186,5 pessoas idosas por cada 100 jovens (176,4 em 2024). Os valores mais elevados deste indicador registaram-se no Porto Moniz (310,5) e em Santana (306,2). Os valores mais baixos foram observados em Santa Cruz (126,3) e Câmara de Lobos (122,3), sendo que em todos os municípios o número de idosos supera o número de jovens.
A idade mediana da população residente na Região, que corresponde à idade que divide a população em dois grupos de igual dimensão, passou de 46,8 anos em 2024 para 47,2 anos em 2025.
A tendência de envelhecimento demográfico reflete-se na alteração do perfil das pirâmides etárias da Região ao longo da última década (2015-2025). Com efeito, pode observar-se, por um lado, o estreitamento da base da pirâmide, que traduz uma redução dos efetivos populacionais, por via da diminuição da natalidade, e, por outro, o alargamento do topo da pirâmide, que reflete o acréscimo do número de pessoas idosas, relacionado com o aumento da esperança de vida.

O número médio crianças vivas nascidas por mulher em idade fértil (15-49 anos), traduzido pelo índice sintético de fecundidade, diminuiu para 1,16 filhos por mulher (1,20 em 2024), sendo o mais baixo de todas as regiões NUTS II, permanecendo consideravelmente abaixo do valor necessário para assegurar a substituição das gerações (2,1 filhos por mulher em idade fértil).
Em 2025, registaram-se 1 745 nados-vivos, filhos de mães residentes na Região, menos 48 crianças (-2,7%) do que em 2024, correspondendo a uma taxa bruta de natalidade de 6,6 nados-vivos por mil habitantes (6,8‰, em 2024).
Nesse ano, registaram-se 2 872 óbitos de residentes na Região, mais 298 óbitos (+11,6%) do que em 2024. A taxa bruta de mortalidade fixou-se em 10,8 por mil habitantes, valor superior ao observado em 2024 (9,8‰).
O número de casamentos atingiu o valor mais elevado dos últimos 18 anos (1 286 casamentos), refletindo-se numa taxa bruta de nupcialidade de 4,8 casamentos por mil habitantes, em 2025 (4,7‰, em 2024).
Em 2025, registaram-se 1 028 casamentos dissolvidos por morte de um dos cônjuges, mais 96 do que no ano anterior (932). Em consequência, a taxa bruta de viuvez atingiu os 3,9 viúvos por mil habitantes em 2025, aumentando relativamente a 2024 (3,5 viúvos por mil habitantes em 2024).

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