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[NOTA PRÉVIA: No que se refere à divulgação mensal do ano de referência de 2025, a DREM acompanha o Instituto Nacional de Estatística (INE) na divulgação simultânea do conjunto global de variáveis do alojamento turístico, que passa a ser realizada no final do mês n+1. Enquanto, para 2024, essa divulgação já ocorria nesse prazo para hóspedes e dormidas, a publicação de resultados para as taxas de ocupação e para os indicadores de rendimento era realizada apenas ao final de 45 dias após o período de referência. Agora passa a existir apenas um momento único de divulgação para cada mês, com os dados a terem natureza preliminar. Por outro lado, mantém-se, contudo, por parte da DREM, a divulgação de um agregado que compreende a hotelaria, o turismo no espaço rural e todo o alojamento local, independentemente do número de camas. Por sua vez, o INE, na sua divulgação, exclui o alojamento local com menos de 10 camas, pelo que nesta notícia, no Em Foco e nos quadros publicados pela DREM, é mencionado um total geral superior ao do INE, no que respeita a hóspedes e dormidas. Para as variáveis taxas de ocupação, quartos, proveitos e custos com o pessoal, os valores são coincidentes com os do INE pelo facto do seu apuramento excluir o alojamento local abaixo das 10 camas.]
Em abril de 2025
Alojamento turístico na Região Autónoma da Madeira registou, pela primeira vez neste mês, mais de 1 milhão de dormidas
Na Região Autónoma da Madeira (RAM), o alojamento turístico registou, no mês de abril de 2025, a entrada de 221,3 mil hóspedes, os quais geraram 1 093,5 mil dormidas, traduzindo variações homólogas positivas de 11,8% e 12,2%, respetivamente. O segmento da hotelaria concentrou 66,0% das dormidas de abril de 2025 (721,3 mil), crescendo 6,7% em termos homólogos, enquanto o alojamento local (31,5% do total) e o turismo no espaço rural (2,5% do total) subiram 26,0% e 11,1%, pela mesma ordem.
Para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo INE, é necessário excluir o alojamento local com menos de 10 camas, sendo que, segundo esta lógica de apuramento de resultados, as dormidas do alojamento turístico registaram um acréscimo homólogo de 7,3%, variação inferior à verificada a nível nacional (+9,2%). É de notar que os resultados podem ter sido ligeiramente influenciados pelo efeito calendário, uma vez que, enquanto a Páscoa de 2024 ocorreu em março, em 2025 foi celebrada em abril.
Em abril de 2025, todas as 9 regiões NUTS II registaram crescimentos nas dormidas, destacando-se com variações homólogas superiores a 10%, o Centro (+18,4%), a Região Autónoma dos Açores (+14,3%), o Norte (+12,8%), o Alentejo (+12,5%), o Algarve (+11,3%) e a Península de Setúbal (+10,6%). Oeste e Vale do Tejo (+1,5%) e a Grande Lisboa (+3,5%) observaram os aumentos menos expressivos.
A taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região, no mês em referência, foi de 70,3%, +1,5 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (68,8%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 80,4% (78,3% em abril de 2024).
No mês de abril de 2025, a estada média no conjunto do alojamento turístico fixou-se em 4,51 noites, permanecendo inalterada face ao mesmo mês do ano anterior. Os valores mais elevados continuam a ser observados na hotelaria (4,60 noites) e no alojamento local (4,44 noites), seguidos pelo turismo no espaço local, que apresenta a estada média mais baixa, com 3,49 noites.
Nos primeiros quatro meses de 2025, os hóspedes entrados no total do alojamento turístico da Região totalizaram 697,5 mil, o que representa um crescimento de 7,7% face ao período homólogo. Também as dormidas registaram um acréscimo, aumentando 9,0% em comparação com o mesmo período de 2024, aproximando-se dos 3,7 milhões.
De realçar que os 10 principais mercados emissores representaram 80,4% do total das dormidas registadas em abril de 2025. Destacaram-se, com um peso superior, a Alemanha (19,4% do total; +5,6% que em abril de 2024) e Portugal (16,7% do total; +39,9%), que neste mês subiu para a 2.ª posição, ultrapassando o Reino Unido - situação que não se verificava desde agosto de 2023. O mercado britânico concentrou 14,5% do total de dormidas, registando um aumento de 2,1% face a abril de 2024. Na quarta posição, em termos de peso relativo no total de dormidas, encontra-se o mercado francês (9,7% do total; -6,2%), seguido pelo mercado polaco (5,9% do total; +40,4%).
Em termos acumulados, de janeiro a abril de 2025, os dois principais mercados emissores registaram variações homólogas nas dormidas em sentidos opostos: o mercado alemão registou um aumento de 3,4%, enquanto o mercado britânico apresentou uma ligeira quebra de 0,7%. Já o mercado de residentes em Portugal (terceiro principal mercado) registou uma variação positiva mais expressiva, de 24,8%.
Em abril de 2025, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram crescimentos homólogos de 22,2% e 26,9%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 73,5 milhões de euros e 54,0 milhões de euros. No total do País, no mesmo mês, os proveitos totais também registaram uma variação homóloga positiva (+12,6%), tal como os proveitos de aposento, que evidenciaram um crescimento de 13,9%.
Em termos acumulados, as variações, na Região, foram de +21,1% e +23,7%, respetivamente, totalizando, de janeiro a abril de 2025, os 236,4 milhões de euros, no caso dos proveitos totais, e os 168,9 milhões de euros, no que se refere aos proveitos de aposento.
No mês de abril de 2025, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) rondou os 101,33 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local abaixo das 10 camas), +24,0% que no mesmo mês do ano precedente. Por sua vez, o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) no alojamento turístico passou de 104,40€, em abril de 2024, para 126,11€, em abril de 2025 (+20,8% de variação homóloga).
De janeiro a abril de 2025, o RevPAR no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) situou-se nos 80,12 euros, representando um aumento de 22,1% face ao período homólogo. No sector da hotelaria, o RevPAR foi de 85,96 euros, correspondendo a uma subida de 22,7%. Quanto ao ADR, os valores foram superiores, fixando-se nos 109,59 euros no conjunto do alojamento turístico (+17,4% em relação ao período homólogo) e nos 112,71 euros na hotelaria (+17,5%).

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