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DREM divulga Estatísticas da Agricultura e Pesca de 2025 para a Região Autónoma da Madeira
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga as Estatísticas da Agricultura e Pesca da Região Autónoma da Madeira (RAM) referentes ao ano de 2025. Além dos quadros disponibilizados no portal, é também publicado um “Em Foco”, que inclui uma análise dos resultados, da qual se extraem os seguintes pontos que sintetizam a evolução do setor no referido ano:
Na agricultura: Produções de batata-doce e batata aumentaram, enquanto as de banana e de uva vitis vinifera diminuíram
- Entre as culturas temporárias, em 2025, a batata continua a ser a que apresenta o maior volume de produção, totalizando 18 542 toneladas, mais 1 189 toneladas do que em 2024 (+6,9%). A batata-doce surge como a segunda produção mais relevante deste grupo, com 10 843 toneladas, valor superior em 3 140 toneladas ao registado em 2024 (+40,8%). Segue-se a cana-de-açúcar, com uma produção estimada de 8 410 toneladas, menos 510 toneladas do que no ano anterior, traduzindo-se numa redução de 5,7%.
- Nas culturas permanentes, em 2025, as produções de banana e de uva de castas vitis vinifera diminuíram face ao ano anterior, totalizando 21 992 e 2 874 toneladas, respetivamente, o que corresponde a reduções de 14,4% e 11,1%, respetivamente.
- A banana comercializada na RAM fixou-se em 20 945 toneladas, menos 14,4% do que em 2024. A categoria extra representou 80,3% do total processado, proporção inferior à registada no ano anterior (83,0%). No caso da uva, segundo dados do Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, I.P. (IVBAM, I.P.), 71,3% da produção total correspondeu à casta Tinta Negra, face a 76,3% em 2024.
- Neste ano, a agricultura biológica abrangia 144 agricultores e uma área agrícola de 222,7 hectares. Paralelamente, 38 agricultores encontravam-se em conversão para este modo de produção, envolvendo uma área de 31,0 hectares.
Na produção animal: Produção de ovos aumentou, enquanto o abate de frango e gado abatido diminuíram
- No ramo da avicultura industrial, a produção de ovos totalizou 38,7 milhões de unidades em 2025, significando um aumento de 19,5% face ao ano anterior. Tendência inversa foi registada no abate de frango, cujo volume rondou as 3,4 mil toneladas, o que representa um decréscimo de 2,9% em relação a 2024.
- O total de reses abatidas e aprovadas para consumo humano situou-se nas 805,4 toneladas (peso limpo), menos 8,6% do que no ano precedente. Este decréscimo reflete as quebras verificadas no abate de suínos (-15,0%) e de bovinos (-8,4%), sendo esta última espécie a mais abatida, com um peso relativo de 97,8% no total.
Na pesca: Aumento na quantidade capturada e menor valor obtido na primeira venda
- No ano de 2025, as quantidades de pescado descarregado nos portos da Região aumentaram 2,3%, cifrando-se o total anual em 3,6 mil toneladas. Já no valor de primeira venda, verificou-se uma redução de 2,9%, com um acumulado anual a rondar os 16,2 milhões de euros.
- A evolução positiva observada nas quantidades da pesca descarregada deveu-se sobretudo ao acréscimo verificado nas capturas de atum e similares (+39,7%). Em sentido contrário, as capturas de peixe-espada preto registaram um decréscimo de 4,7% relativamente ao ano anterior, embora também se tenham verificado reduções nas quantidades de cavala e de chicharro (-59,4% e -48,1%, respetivamente), situação em muito determinada por uma cessação temporária da atividade de cerco dirigida a pequenos pelágicos.
- O peixe-espada preto foi a espécie mais abundante em 2025, totalizando 2 192,4 toneladas (61,0% do total de pesca descarregada), seguido do atum e similares, com 1 237,2 toneladas (34,4%).
- Em termos de receita na primeira venda, o atum e similares registou um aumento de 33,9% face a 2024, atingindo os 4,7 milhões de euros, enquanto o peixe-espada preto registou uma diminuição de 8,8%, fixando-se nos 10,4 milhões de euros.
- Em 2025, o preço médio de pescado apurado na primeira venda (excluindo o pescado descarregado destinado a autoconsumo) decresceu 4,9%, para 4,59€ (4,83€ em 2024), atingindo, no caso do peixe-espada preto, os 4,84€ (5,05€ em 2024) e, no do atum e similares, os 3,86€ (4,01€ em 2024).
- Na Região, em 2025, foram produzidas 1 363,3 toneladas de dourada, mais 0,1% do que em 2024. Por sua vez, as vendas rondaram os 9,1 milhões de euros, crescendo 7,1% face ao ano anterior. Por mercados, observa-se que 86,6% do valor de vendas dizia respeito ao mercado nacional (Continente e Açores), 13,3% ao mercado regional e apenas 0,1% ao mercado comunitário.
Nas Contas Económicas da Agricultura e Exportações de produtos agrícolas: Valor Acrescentado Bruto do ramo agrícola cresceu em 2024
- Os dados provisórios das Contas Económicas da Agricultura Regionais (CEAREG) mostram que, na RAM, a produção do ramo agrícola, em 2024, fixou-se em 157,7 milhões de euros, crescendo 3,2% em termos nominais face ao ano precedente.
- O consumo intermédio fixou-se em 80,4 milhões de euros em 2024, traduzindo uma redução de 0,7% relativamente ao ano anterior.
- O Valor Acrescentado Bruto (VAB), que corresponde à diferença entre a produção agrícola e o consumo intermédio, cresceu 7,6% em termos nominais face a 2023, fixando-se em 77,3 milhões de euros. Este aumento ficou a dever-se à diminuição do consumo intermédio (-0,7%) e ao aumento da produção (+3,2%).
- A Formação Bruta de Capital Fixo, uma das componentes do Investimento, ascendeu aos 7,3 milhões de euros, +2,1% do que em 2023.
- No âmbito da exportação de produtos agrícolas, a RAM expediu 17,0 mil toneladas de banana, 1,4 toneladas de mel de cana e cerca de 549 próteas.
Nos preços agrícolas: Preços dos bens agrícolas cresceram mais do que os dos meios de produção
- Em 2025, o índice de preços dos bens agrícolas no produtor registou um aumento de 27,6% face a 2024, resultado do crescimento verificado tanto na produção vegetal (+30,0%), como na produção animal (+0,6%).
- Na produção vegetal, destacam-se os acréscimos observados nos índices de preços dos frutos (+20,1%) e dos vegetais e produtos hortícolas (+12,1%), onde se incluem as hortícolas frescas (+13,1%). Em contrapartida, a batata de consumo registou uma redução de 2,0% relativamente a 2024, após os aumentos verificados nos três anos anteriores.
- No que se refere à produção animal, o crescimento de 0,6% face a 2024 resultou do aumento observado no índice de preços dos animais (+0,9%).
- O índice de preços dos meios de produção de consumo corrente na agricultura registou, em 2025, uma subida de 2,2% face ao ano anterior, com os maiores aumentos a serem observados nos índices dos alimentos para animais (+14,2%), da manutenção de edifícios (+4,0%) e das sementes e plantas (+3,6%) e as principais reduções a se registarem nos adubos e corretivos (-7,8%) e nos produtos de proteção de plantas (-4,5%).

DREM disponibiliza Série Retrospetiva das Estatísticas da Agricultura e Pesca para o período 1976-2025
A DREM disponibiliza igualmente hoje no seu portal de internet a Série Retrospetiva das Estatísticas da Agricultura e Pesca atualizada com os dados de 2025.
A informação encontra-se agrupada nos seguintes capítulos:
- Agricultura;
- Pesca;
- Contas económicas da agricultura e expedições de produtos agrícolas;
- Preços agrícolas;
- Silvicultura e caça.
Para mais informação aceda a: