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Em 2025
DREM atualiza as Séries Retrospetivas da Sociedade de Informação na Administração Pública Regional e nas Câmaras Municipais da RAM
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje os resultados do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação (IUTIC) junto dos organismos da Administração Pública Regional e das Câmaras Municipais, relativos ao ano de 2025. É uma operação da responsabilidade da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), entidade delegada do Instituto Nacional de Estatística (INE) neste domínio. Na Região, a coordenação do IUTIC, que envolve a recolha de informação, bem como a sua validação e análise, está a cargo da DREM.
Administração Pública Regional: mais de metade dos organismos efetuou análise de dados
Em 2025, mais de metade dos organismos da Administração Pública Regional (53%) efetuou análise de dados, isto é, utilizou técnicas e ferramentas tecnológicas para extrair, a partir de dados internos ou externos, conhecimento útil para a tomada de decisões, a previsão de tendências ou a melhoria dos resultados. Os meios digitais de comunicação (53%), a Internet (44%) e a informação proveniente dos utentes (38%) foram as fontes de dados mais utilizadas pelos organismos que efetuaram análise de dados, sendo a análise efetuada, na maioria dos casos, apenas por pessoal do próprio organismo (81%).
Ao nível da infraestrutura tecnológica, 80% dos organismos dispunham de uma velocidade de acesso à Internet igual ou superior a 1 Gb/s. Destacam-se ainda a videoconferência, disponível em todos os organismos, as tecnologias de voz sobre IP (98%), as redes locais (97%) e as redes locais sem fios (92%). As Redes Privadas Virtuais (VPN) estavam disponíveis em 93% dos organismos.
No que respeita à presença na Internet, 95% dos organismos tinham sítio próprio e 75% utilizavam meios digitais de comunicação (social media), sobretudo redes sociais (70%). Apenas 14% dos organismos recorreram ao comércio eletrónico para efetuar encomendas.

A computação em nuvem está generalizada: 98% dos organismos utilizaram estes serviços, sobretudo software de escritório (95%), aplicações de segurança (85%) e correio eletrónico (83%). Entre os fatores que limitam a sua utilização destacam-se a incerteza sobre a localização dos dados e os custos elevados de aquisição destes serviços (40% em ambos os casos) e a incerteza sobre a legislação aplicável, jurisdição e mecanismos de resolução de litígios (35%).
No domínio da segurança, todos os organismos utilizam firewall e 98% recorrem a servidores seguros e efetuam cópias de segurança numa localização externa. Entre as medidas de segurança mais utilizadas encontram-se a atualização regular do software (95%), a autenticação dos utilizadores através de palavra-passe segura (93%) e o controlo de acessos remotos à rede do organismo (88%). Em 2025, 12% dos organismos detetaram problemas de segurança informática.
Quanto às tecnologias emergentes, 15% dos organismos utilizaram tecnologias de Inteligência Artificial, sobretudo para analisar texto escrito (78% dos organismos que utilizam IA) e gerar linguagem escrita ou falada (67%). Já no que diz respeito à Internet das Coisas (IoT), 20% dos organismos recorreram a dispositivos ligados à Internet que recolhem dados e podem ser monitorizados e controlados à distância, como sensores, medidores ou termóstatos inteligentes, sobretudo para a segurança das instalações (83%), a monitorização das necessidades de manutenção (42%) e a gestão do consumo de energia (33%).
A despesa em TIC reportada por 29 organismos da Administração Pública Regional no IUTICAP 2025 totalizou 16,6 milhões de euros.
Câmaras Municipais: 27% das Câmaras da RAM recorreram à inteligência artificial
A totalidade das Câmaras Municipais da Região garante a sua presença na Internet, assegurando um canal de comunicação permanente com os munícipes. Esta presença digital é potenciada por mecanismos de participação ativa, com 64% das autarquias a disponibilizarem processos de consulta pública diretamente nos seus sítios da Internet (55% em 2024). De referir que 27% dos municípios da Região reportaram a utilização de tecnologias de Inteligência Artificial (IA) nas suas atividades, mais 9 pontos percentuais do que no ano anterior.

No domínio da cibersegurança, 91% das Câmaras Municipais procedem à atualização regular do software, garantindo a proteção contra vulnerabilidades conhecidas, sendo que, para assegurar a integridade das redes, especialmente no contexto de acessos externos, 73% das autarquias implementaram sistemas de controlo de acessos remotos à rede e 82% utilizam Redes Virtuais Privadas (VPN). Complementarmente, 64% dos municípios realizam testes de segurança às suas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
Na vertente da mobilidade e flexibilidade laboral, 55% das Câmaras disponibilizam estações de trabalho virtuais e/ou a partir de casa (como Desktop as a Service, DaaS), enquanto 64% recorrem a tecnologias de comunicação de voz sobre IP (VoIP), facilitando a colaboração à distância.

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