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Em junho de 2025
Economia regional cresceu a um ritmo idêntico ao do mês anterior
O Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) indica que a atividade económica da Região manteve uma trajetória de crescimento, sem alteração no seu ritmo face ao período anterior.

Como a DREM referiu na primeira divulgação do IRAE, em outubro de 2017, o objetivo do mesmo é “sinalizar o comportamento da atividade económica, nomeadamente no que se refere à sua direção e magnitude das flutuações: se esta se encontra em terreno positivo ou negativo, as acelerações, desacelerações e a identificação de pontos de viragem”. O seu valor quantitativo, assume por isso uma importância secundária, não se apresentando o mesmo como um substituto da variação real do Produto Interno Bruto, a ser apurada com um conjunto mais variado e completo de informação estatística, muito embora haja uma forte correlação entre as duas variáveis.
Síntese Económica de Conjuntura – Análise da Situação Económica da RAM em junho de 2025 em 7 tópicos
Atividade Económica
Como referido anteriormente, a atividade económica regional manteve a trajetória positiva de crescimento, estabilizando face ao mês anterior.
O número de dormidas em alojamentos turísticos aumentou 5,6%, superando os 4,8% registados em maio anterior, enquanto os proveitos totais cresceram 21,3%, superando os 20,8% observados no mês precedente.
A emissão de energia elétrica subiu 2,1%, embora em desaceleração face aos 3,2% verificados em maio. Já a introdução no consumo de gasóleo registou um crescimento de 1,1%, invertendo a quebra de 1,4% apurada no mês anterior.
Por sua vez, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas manteve um saldo positivo, com 5,2 novas sociedades por cada dissolução, ainda que inferior ao rácio de 6,5 registado em maio.
Indicadores Qualitativos
Em junho de 2025, os indicadores de confiança evidenciaram uma evolução positiva em todos os setores inquiridos - Indústria Transformadora; Comércio; Construção e Obras Públicas; e Serviços - comparativamente com o mês precedente.
Consumo Privado
A introdução no consumo de gasolina registou um aumento de 10,9%, superior aos 8,9% do mês anterior, enquanto as aquisições de automóveis ligeiros de passageiros diminuíram 16,2%, atenuando a quebra de 26,4% observada em maio.
O saldo dos empréstimos ao consumo das famílias e das instituições ao serviço das famílias sem fins lucrativos cresceu 8,6%, reforçando a subida de 8,0% verificada em maio.
Os levantamentos e compras realizadas através de terminais de pagamento automáticos (TPA) com cartões nacionais aceleraram o crescimento face ao mês anterior (7,3% em junho de 2025 face aos 6,4% em maio).
Por fim, neste âmbito de notar a redução menos expressiva (-16,2%) nas vendas de automóveis novos ligeiros de passageiros comparativamente ao mês precedente (-26,4%).
Investimento
Os indicadores de investimento mantiveram uma evolução distinta. As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias caíram 13,0%, ligeiramente abaixo da quebra de 14,5% registada em maio último.
A avaliação bancária da habitação aumentou 18,1%, ligeiramente abaixo dos 19,3% do mês precedente.
A comercialização de cimento registou uma diminuição de 7,2%, redução menos acentuada do que a observada em maio (-8,6%).
O saldo dos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras caiu 1,8%, após a contração de 0,9% do mês anterior.
Por sua vez, o número de edifícios licenciados manteve-se estável, sem variação significativa face ao mês anterior.
Procura Externa
Em junho de 2025, as exportações cresceram 50,8%, valor próximo dos 49,3% registados em maio anterior. Enquanto isso, as importações registaram uma diminuição de 9,1%, contrariando o crescimento de 5,2% verificado no mês precedente.
O movimento de mercadorias nos portos cresceu 4,8%, acima do aumento de 4,4% registado no mês precedente.
O tráfego de passageiros nos aeroportos subiu 15,5%, reforçando o crescimento de 12,9% do mês anterior.
Os levantamentos e compras através de TPA efetuados com cartões internacionais cresceram 13,1%, superando ligeiramente os 13,0% registados em maio.
Mercado de Trabalho
Em junho de 2025, os principais indicadores do mercado de trabalho mantiveram uma evolução favorável, destacando-se a redução da taxa de desemprego no 2.º trimestre de 2025 para 4,8%, abaixo dos 5,2% registados no trimestre homólogo e dos 6,7% observados no trimestre anterior. Nota também para o crescimento observado na população empregada de 2,5% em termos homólogos.
As ofertas de emprego aumentaram 3,2%, variação inferior à de maio (4,5%).
O número de desempregados inscritos diminuiu 16,3%, após um recuo de 13,5% no mês anterior.
Também os pedidos de emprego diminuíram (-15,8%), intensificando a redução de 13,4% verificada em maio.
Preços
A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) situou-se em 3,0% em junho de 2025, ligeiramente abaixo dos 3,2% apurados em maio.
A inflação nos bens desceu para 1,9% (2,5% em maio), enquanto a inflação nos serviços subiu para 4,2%, superior aos 3,9% do mês precedente.
O indicador de inflação subjacente recuou para 2,7%, face aos 3,0% registados em maio.
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