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Em julho de 2025
Crescimento da economia regional acelerou
O Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) revela que a atividade económica da Região manteve a trajetória de crescimento, registando uma aceleração face ao mês precedente.

Como a DREM referiu na primeira divulgação do IRAE, em outubro de 2017, o objetivo do mesmo é “sinalizar o comportamento da atividade económica, nomeadamente no que se refere à sua direção e magnitude das flutuações: se esta se encontra em terreno positivo ou negativo, as acelerações, desacelerações e a identificação de pontos de viragem”. O seu valor quantitativo, assume por isso uma importância secundária, não se apresentando o mesmo como um substituto da variação real do Produto Interno Bruto, a ser apurada com um conjunto mais variado e completo de informação estatística, muito embora haja uma forte correlação entre as duas variáveis.
Síntese Económica de Conjuntura – Análise da Situação Económica da RAM em julho de 2025 em 7 tópicos
Atividade Económica
Como anteriormente referido, a atividade económica regional manteve, em julho de 2025, a trajetória positiva de crescimento, evidenciando uma nova aceleração face ao mês precedente.
O número de dormidas nos alojamentos turísticos cresceu 5,2%, ligeiramente abaixo dos 5,6% registados em junho último, enquanto os proveitos totais aumentaram 20,4%, também em desaceleração face aos 21,3% observados no mês precedente.
A emissão de energia elétrica registou uma variação positiva de 1,4%, desacelerando face aos 2,1% verificados em junho. Já a introdução no consumo de gasóleo subiu 1,1%, mantendo a tendência de recuperação iniciada em maio anterior.
Por sua vez, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas baixou para 3,2 novas sociedades por cada dissolução, valor inferior ao rácio de 5,2 registado em junho.
Indicadores Qualitativos
Em julho de 2025, os indicadores de confiança evidenciaram evoluções positivas nos sectores da Construção e Obras Públicas, do Comércio e dos Serviços, enquanto na Indústria Transformadora se observou uma diminuição.
Consumo Privado
A introdução no consumo de gasolina manteve a trajetória de crescimento, situando-se em 10,3%, valor ligeiramente inferior aos 10,9% registados em junho anterior. O saldo dos empréstimos para consumo e outros fins concedidos às famílias e às instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias aumentou 8,5%, praticamente em linha com a variação observada no mês anterior (8,6%).
Os levantamentos e compras realizados através de terminais de pagamento automáticos (TPA) com cartões nacionais aumentaram 7,9%, reforçando a tendência positiva evidenciada em junho (7,3%).
Por fim, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros registaram um aumento de 4,4%, após as quebras observadas em abril (-28,1%), maio (-26,4%) e junho (-16,2%) últimos.
Investimento
Os indicadores de investimento mantiveram uma evolução diferenciada. As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias aumentaram 20,4%, invertendo a queda de 13,0% registada em junho.
O saldo dos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras agravou a contração para -4,1%, após a quebra de 1,8% verificada no mês anterior.
A comercialização de cimento diminuiu 5,7%, atenuando a queda de 7,2% registada em junho.
A avaliação bancária da habitação continuou a crescer, ainda que de forma mais moderada (+16,1% face aos +18,1% observados no mês anterior).
O número de edifícios licenciados registou um aumento expressivo de 38,8%, acelerando em comparação com a variação nula observada em junho.
Procura Externa
As exportações regionais registaram um crescimento de 63,4%, reforçando a variação de 55,4% alcançada em junho, enquanto as importações caíram 10,7%, após uma ligeira variação positiva de 0,1% no mês precedente.
O movimento de mercadorias nos portos da Região decresceu 1,4% (4,8% em junho).
O tráfego de passageiros nos aeroportos regionais aumentou 14,6%, ligeiramente abaixo dos 15,5% registados em junho.
Os levantamentos e compras através de TPA efetuados com cartões internacionais cresceram 10,6%, evidenciando um abrandamento face ao mês anterior (13,1%).
Mercado de Trabalho
O número de desempregados inscritos diminuiu 14,8%, após um recuo de 16,3% no mês anterior.
Os pedidos de emprego registaram uma queda de 14,3%, inferior ao decréscimo de 15,8% observado em junho.
As ofertas de emprego aumentaram 11,8%, acelerando face aos 3,2% observados no mês precedente.
Preços
A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) fixou-se em 3,2% em julho de 2025, ligeiramente acima dos 3,0% de junho.
A taxa de inflação nos bens subiu para 2,2% (1,9% em junho) e nos serviços atingiu 4,3% (4,2% no mês anterior).
O indicador de inflação subjacente aumentou para 2,8%, após 2,7% registados em junho.
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